Páginas

sábado, 9 de setembro de 2017




Beijos na praia
O mar cinza
Pés tatuados
Primeiras impressões são eternas?
Definimos futuros com base em números
Com cortes
Como facas pontudas e fatais
Na mente, apenas o som daquele violão e voz
Aquilo sim fazia sentido
Agora, são apenas tentativas para entrar na normalidade
Não é torcida por amores errados ou mais difíceis
Mas sim para aqueles que formigam o estômago
Muitos beijos à toa
Poucas conexões
Um está pausado, porque, assim como eu, não aceita mundos cinzas e financiados
O outro está enclausurado e obediente, e é assim que deve seguir
Eles sim, me deram sentido

  

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Nós temos cumplicidade


Temos cumplicidade
E admiração mútua
Fica ainda melhor quando vem um sinal
Pode ser dos Deuses da literatura
Que faz essa conexão entre nós
Hoje eu li seu texto, estava excelente
Tem discussão sobre filme
Insights perdidos no passado
E quando vem uma calmaria no dia difícil
É nessa cumplicidade que se dá nossos nós

E uma certeza de querer ter sempre por perto

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Ele não está

Talvez ela não espere
Porque pode ser que lá no fundo da sua intuição
Ela saiba que não é assim que as coisas funcionam
No amor
Esse lance de tentar
Essa coisa de marcar
Como encontro às cegas
Aqueles dos filmes norte-americanos
Ela sabe
Por isso escreve notas sobre ele
Porque ele já existe
E não está disponível
Não se pode encontrar em cartas de vinho
Ela lamenta
Mas parece se entreter com tantas outras coisas que não o amor




quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Um convite, vem me ler no Diálogos de Boteco ;)

Agora não tem desculpa, toda quinta eu tenho um compromisso literário: crônica, prosa poética, poesia, conto, divagações... não importa. 
E o melhor: em um site que achei que tem tudo a ver comigo, gente... olha que lindo, clica aqui e confere: Diálogos de Boteco.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016


Eu encontrei um abraço naquela biblioteca
Era como se fosse uma passagem
Um prazo de validade estendido para ficar
Ficar um pouco mais nessa cidade desconhecida
Lá, no caminho de volta, sinto muito, não tem nada
Não tem nem beijos roubados de esquina
Ele já disse, pode ir que eu sigo aqui
Eu permaneço estático
Só que continuo com os olhos grudados em você
Sua companhia de horas de diferença me basta
Você me dá alguma vida nessa estrada de mão única
Voltar é uma necessidade
Te esquecer um desafio 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

"Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando o amor não estiver mais sendo servido." (Nina Simone)
Se está ruim pro William e pra Fátima
O que será de nós reles mortais?
Ninguém se aguenta mais
Ninguém quer saber dessa coisa do pra sempre
Ninguém quer tentativas
Está todo mundo cansado
Só nos resta o autoamor, a autossuficiência, o autocuidado
A gente precisa se bastar

segunda-feira, 29 de agosto de 2016


Não tem holofote que me faça sair dessa quietude
Eu escolhi isso
Quero apenas que me deixem nesse canto
Nesse meu mundo onde eu decido quem fica
Onde escolho as cores do dia
O sabor da comida
Não quero falar
Odeio perguntas sobre ontem
Odeio invasões no meu particular
Não gosto de onde todo mundo está
O excesso de vozes me mata aos poucos
Pareço estranha
Só que cada vez que me afasto mais dessa multidão
Me sinto melhor, mais aliviada
É como se soubesse que ando na direção certa

domingo, 7 de agosto de 2016

Ainda não se dei quantas taças de vinho
Ou copos de cerveja vou precisar para ver tudo meio nublado
Não é questão de fugir
Apenas ajuda a levar o poema pro papel
Assim como ajuda a dizer umas verdades
A você
Como uma espécie de carta aberta
A minha confusão é tamanha
Que eu não sei onde devo colocar cada texto
Tudo é sempre pra você
E eu odeio isso
Porque você não valoriza meus versos
Cada construção
Cada vírgula
Ou a ausência delas


segunda-feira, 1 de agosto de 2016


A minha teimosia é pelo amor
Eu percorro estradas com o fone de ouvido
Olho o entardecer pela janela, onde montanhas e casas são deixadas para trás
Por mais que eu viva intensamente
Pareço sempre retroceder; é como se estivesse presa nesse sentimento tão tolo
Minha vida é descobrir novos ritmos
A cada nova canção eu transbordo
Tem música tão boa que assim como um beijo seu, não deveria acabar nunca
Com toda minha lucidez dizendo sempre o mesmo
De histórias perdidas para sempre
Por mais que eu viva intensamente, o desejo é sempre velho
Caduca
Parece mesmo que é só você que me faz pensar no tradicional
Na maioria das vezes é somente eu e minha mochila
Tantos destinos, eu quero...
Mas seria mais fácil um sábado chuvoso na sala de casa
O conforto ao seu lado parece tão emocionante quanto o próximo check in
Parece mesmo que é por você que eu largaria tudo isso
Só que você não larga nada
Você me faz sentir vontade de voltar para o eixo
Só que já passou da hora do meu caos emocional acabar
Lá no fundo eu sei
A única coisa que me resta,
E por sua culpa
É embarcar no próximo trem