Páginas

domingo, 28 de dezembro de 2008

Supertição

New year... O que passou, passou. Agora o que nos resta é olhar para o futuro, imaginar, planejar, fazer o que deixamos de fazer e além disso há quem peça a ajuda aos deuses, anjos, orixás... Quem um dia já não fez alguma mandinga? Rs.
Uvas, romãs, cor de roupas e lingeries, dançar, pular, mentalizar... há sempre um novo ritual por descobrir.
Qual será o seu?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Nas asas da literatura

Mais uma jovem que virou escritora por acaso. Kate Morton, a australiana de 32 anos casada e mãe de dois filhos, cujo primeiro romance vendeu 600 mil exemplares só na Inglaterra.

Assim como milhares de escritores, ela também teve histórias rejeitadas por editoras. Foram duas tentativas e antes de começar o terceiro manuscrito de A Casa das Lembranças Perdidas, ela decidiu escrever para si mesma. E deu certo.

Outro critério foi mesclar pesquisa e criatividade. Apaixonada por casas antigas, Kate criou Riverton (local onde se passa a história). E sentiu certo alívio quando soube que o livro seria publicado, pois tinha pesquisado bastante.

Suas fontes de inspiração são diversas: lugares, história dos outros, coisas que lê, e coisas que sua mente resgata. Antes de escrever costumava sentar acompanhada de uma xícara de café e um caderno; anotava, anotava e anotava. Só foi para o computador quando sua história tinha um caminho a seguir.

No Brasil, as informações sobre ela ainda são poucas, mas isso deve mudar, já que a Casa das Lembranças Perdidas chegou ao país recentemente.



Depois do primeiro sucesso, ela sentiu a pressão para escrever o segundo livro, The Forgotten Garden. Tinha o peso de ter um contrato, as cobranças e a ansiedade de cumprir expectativas. A postura foi à mesma: escrever para si mesma algo que adoraria ler.
O que me chamou a atenção mais uma vez foi sua trajetória. Assim como outras jovens escritoras, tudo simplesmente fluiu. Por sinal, dia desses estava eu fuçando as prateleiras da Siciliano e me deparei com livros de duas jovens escritoras e o mais legal, BRASILEIRAS. Não resisti e comprei os dois não pela história, mas para conhecer a essência das autoras.
Aliás, essa história de escrever para si mesmo parece mesmo ser um segredinho básico. Não foi a primeira vez que ouvi isso!

sábado, 20 de dezembro de 2008

O vampiro bonzinho de Stephenie Meyer

Fui ao cinema e confundi o horário do filme que pretendia ver, Gomorra, que traça um painel brutal sobre a Camorra, a máfia napolitana. O filme adapta o best-seller de Roberto Saviano, jornalista que conviveu com integrantes da Cosa Nostra.

Como detesto esperar, tive que fazer um uni duni tê entre Vicky Cristina Barcelona e Crepúsculo. A verdade é que não queria nenhum dos dois, mas fui de Crepúsculo mesmo, que também é uma adaptação do livro da escritora Stephenie Meyer.


Entrei na sala e, assim como José Roberto Torero disse certa vez em um de seus textos, “Fui ver para não gostar, mas gostei”. Talvez meu lado romantiquinho tenha ajudando um tanto, mas sei lá. É uma história de amor, e toda história de amor, mexe com as mulheres, não tem jeito. Mesmo surreal como a da estudante Bella e o vampiro Edward Cullen.

Em boa parte, o longa segue a risca os típicos filmes com os ingredientes: adolescentes, escolas, paqueras e baile de formatura. Mas, o diferencial, é o vampirinho boa pinta, que tenta sem sucesso manter Bella longe.

O jeito esquisito de Edward desperta a curiosidade da estudante. Afinal, que tipo de ser é esse que não envelhece, é veloz e consegue salvá-la de um acidente parando um carro com as próprias mãos?
Ele é charmoso, misterioso, mas se difere dos outros vampiros. Edward e sua família optaram por não beber sangue humano. Mas como todo animal, ele precisa se controlar, principalmente depois que a doce Bella o encanta com seu cheiro.

Quando a jovem descobre realmente quem é Edward, o amor já é forte e ela decidi, mesmo com receios, encará-lo e viver uma aventura amorosa.

O conflito não me agradou, mas prefiro nem comentar. O fato é que o filme não "se fecha”, até porque, o longa deve ser apenas o primeiro de uma série. O que mais me impressiona, é que a sortuda da Stephenie Meyer decidiu escrever a história de Crepúsculo, depois de um sonho que teve onde uma adolescente encontrava um vampiro. Antes disso, ela não escrevia nem caderno de receitas.

No dia seguinte começou a escrever o livro, que é apenas o primeiro da série Twilight.
No mundo inteiro, a obra já vendeu 25 milhões de cópias. Portanto, nunca subestime um sonho, literalmente!