Páginas

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Selo de Qualidade


Nosso blog ganhou um selo de qualidade do blog Leitura e Observações, da jornalista Cecilia Nery.
Quero agradecer e aproveitar para indicar o blog da Cecilia, sempre com histórias sobre livros e sobre sua paixão pela Literatura. Clique aqui. Vale a pena!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

All I Want For Christmas Is You




As 14:30 hs chego ao local para a minha 2ª entrevista, só começa as 15:00 hs mas não gosto de chegar atrasado, Sinto que tenho que mudar mas tenho duvidas se é para melhor ou não, talvez tenha tomado a decisão errada ao sair do meu antigo emprego, afinal já lá estava a 8 anos. Na altura julgava que era a decisão correcta, enganei-me! Fui ganhar mais e julgava que por fim o meu esforço estava a ser reconhecido, que finalmente as promessas, deixariam de ser promessas... estava errado, infelizmente não foi assim, mas posso afirmar tentei!

Nem tudo foi assim tão mal, aproveitei cada minuto e posso dizer que profissionalmente evolui muito!!! Em outras ocasiões estaria nervosíssimo, mas hoje não, talvez a idade tenha me deixado menos ansioso, sofro quando tenho que sofrer, nem antes nem depois, no momento certo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Funcionalismo Público

Funcionalismo Público. É uma boa questão!
O Funcionalismo Público deve ser uma doença, daquelas que começam com uma dor no cabelo, e de repente se alastra. Vai contaminando seus órgãos e quando você vê, não tem mais chances de sobrevivência. A mesma coisa acontece dentro de uma repartição. A impressão que tenho é que um funcionário contagia o outro.
O clima em uma das agências da Caixa Econômica Federal, em Santos é típico de outras muitas instituições pertencentes ao governo. Posso falar com certa propriedade, pois trabalhei por quatro anos no funcionalismo público. Funcionalismo? Esse nome chega a ser uma piada!
São quase três da tarde e a chuva castiga Santos. E isso já causa certo desconforto nos cidadãos. Para piorar, nada melhor do que chegar a uma dessas agências e ser informado que seu problema não será resolvido. É o que ocorre comigo neste momento. Mas o primeiro funcionário que me atende me dá uma segunda chance.
Nem a pinta de galã de novela das oito que ele tem, evita que eu o olhe com muito ódio. Olhos azuis da cor do céu, cabelos pretos e pele branca. Não! Nem isso me deixa calma. Mesmo eu falando que no site, a informação é outra, ele não tem dó: me passa para outro setor. É, me passa, como se eu fosse uma bola no meio do campo.
Sento e observo. Conto doze pessoas na minha frente. Todas estão com caras de triste, inclusive eu.
Pronto, o primeiro cidadão acaba de perder a paciência. Ele levanta a voz e a atendente retruca. Não demora muito e ele sai, dando rasteira em cobra.
“878”, sussurra um das atendentes. Percebo que é a senha, mas não é a minha vez.
A fila do atendimento do galã aumenta. Bem feito!
E eu continuo observando. É engraçado a maneira como o ambiente é organizado.
Logo na entrada, há a porta giratória. Será que a intenção é realmente impedir assaltos? Eu tenho outra tese: é para dificultar mesmo. Você tem que tirar tudo de metal de dentro da sua bolsa. Quando pensa que esgotou todos os itens, vai rumo à porta e ela se trava. “Por favor, retire...” Tá tá tá, eu já entendi.
Teve uma vez que coloquei a bolsa dentro da caixa, aquelas para colocar os objetos de metal. O segurança veio, e disse que eu não podia fazer aquilo.
- Mas é mais prático.
- Mas não pode, respondeu ele sorrindo.
Isso é estratégia sim, para você desistir de entrar na agência e levar para os funcionários, tantos problemas. Afinal, eles têm que trabalhar, quando uma chata como você, resolve retirar o PIS.
Mas que porra! Pra que você quer retirar o PIS? Você nem sabia que tinha direito!
Neste exato momento, bem ao meu lado, uma funcionária pára para conversar com um carinha. Percebo que ele é ex-funcionário. Passa jogando beijinhos e distribuindo tchauzinhos. Parece a Miss Brasil. O pior é que agora ele quer contar e saber o que aconteceu nos últimos anos com os colegas. Afinal, foram tão agradáveis as tardes de ostracismo ao lado deles.
- E ai, João? Como está a Paty?
- Está bem. A levei no veterinário ontem.
- E a Maria, sua sogra? Já melhorou da hérnia de disco?
- Só passeia heim, grita outra funcionária para o ex-colega.
O carinha que cuida das senhas, continua a circular pela agência, segurando seu rolinho e distribuindo números que nunca chegam.
Um jovem, cliente do banco, estilo emo, cabelinho de lado, calça jeans, blusa preta e voz adocicada, passa falando no celular: “Mãe! Eu já tentei, mas ele disse que é o sistema!”.
Uma mulher, de calça jeans, botas e blusa preta, caminha e solta: “Essa Caixa é uma piada!”.
O galã consegue atender a todos da fila e agora, está de bobeira. Droga!
- Oi, desculpe, que número está? Pergunto para uma moça ao meu lado.
Outra coisa que observo: os funcionários parecem jogadores de pingue-pongue. Eles mandam a bolinha, quer dizer, o cidadão pra lá e pra cá. Eles apontam e dizem: “É lá, o outro vem e rebate: “Não, é lá”. E por ai vai.
O legal é que todo mundo que trabalha em uma repartição, pode se sentir jovem, independente da idade: “Olha, é ali com aquela mocinha”. “Não, não, você tem que ir ali, com aquele rapazinho”.
Tecnologia é uma coisa que também não chegou às repartições, e se chegou, é bem debilitada:
- Gostaria de retirar o PIS
- Você tem o Cartão Cidadão?
- Não
- Então não pode
- Mas eu li na internet, que com a Carteira de Trabalho eu consigo
- É, mas o sistema está fora
- E quando ele volta...?
O painel eletrônico também não funciona. Na verdade, olhando melhor, não existe. E é por isso que as funcionárias precisam falar o número da senha, mas elas não falam, elas sussurram! Deve ser de propósito também, pra você perder a sua vez mesmo...
Xi, por falar nisso, acho que acabo de perder a minha...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Speed Preso


Um cão foi detido. Sim, eu disse: - Um cão foi detido! Não é Pitbull. Speed é da raça Yorkshire e esteve em prisão domiciliária em Famalicão.
Este quando saía do seu prédio para fazer suas necessidades, foi surpreendido por um familiar de um dos inúmeros vizinhos.
Speed anda estressado, pois a sua esposa Nina deu a cria, e nos tempos de crise não sabe muito bem como dará o sustento aos filhotes, e então rosnou. A senhora que se deparou com a fúria de Speed por sua vez o enfrentou.
Foi tamanha a confusão, que Speed arranhou a perna da senhora. Com os nervos, a senhora em vez de se dirigir ao hospital mais próximo, isto com o apoio dos donos do Speed, preferiu chamar a polícia.
Assista ao vídeo de indignação:


domingo, 25 de outubro de 2009

"Caim" 2009 POLÊMICO!!!



*Texto de Jefferson Santos
Mais uma vez a polêmica! Não sou grande fã deste autor e acho que ele conseguiu dar um golpe de mestre no lançamento deste livro, cá não se fala de outra coisa, José Saramago contra a igreja.... e ai posso dizer que tornei-me fã nº 1 deste senhor. Sou religioso? Não! Acredito em DEUS? Não! Cada um cada um, acho que as pessoas têm que ter suas opiniões e respeitar a dos outros.
Sou contra a igreja católica e todo o monopólio que os cercam, pensam que são intocáveis com os seus clãs e cleros, na verdade não passam de uma seita!!! Choque, não!!!! é apenas a minha opinião, Bispos e padres molestam e violam crianças em todo o mundo!!! Mas são contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pessoas em todo o mundo morrem de fome, de sede, não tem o que vestir, nem onde morar. Mas no Vaticano, os santos e as igrejas são feitas de ouro, vestem-se com roupas feitas pelos melhores "estilistas" e depois falam sobre a pobreza e a miséria!
Hilário???!!! Contraditório o que mais me deixou fulo nesta história e que apenas os católicos, ficaram ofendidos!!!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A Rua Doze

A Rua Doze agora é outra. As crianças da geração atual não precisam mais se aventurar no matagal para pegar bolas, cordas, chinelos e tudo aquilo que servir para brincar.
Elas também não precisam correr e se esconder, quando a bola bater com toda força no portão de alumínio do seu Vadinho - que Deus o tenha! “Desculpe ae, seu Vadinho, muitas daquelas boladas foram minhas”.
O degrau do portão da dona Lindalva também se foi. A nova moradora, cada vez mais, amplia a residência, seja para frente, para tras ou para o lado: só Deus sabe aonde ela quer chegar. O confortável degrau era uma espécie de Roda Viva, Café Filosófico e porque não, Show da Xuxa?
O orelhão, que servia para que as crianças segurassem as mãozinhas durante a brincadeira que se chamava “Banana Podre”, também se foi. Hoje, todos os cidadãos ruadozenses têm telefone em casa.
Preciso voltar ao matagal. Ele fez história, não há como negar. Tem gente que jura de pé junto que jamais caiu ali, depois de beber meio litro de vinho Chapinha.
“Eu fiz de propósito”. A gente finge que acredita.
Aquele espaço sempre foi o terror dos moradores. “Vamos fazer um abaixo assinado!”. Pensaram em transformar em praça, piscina ou palco para shows do guitarrista de plantão que insistia em tocar bem na hora da novela.
Depois de darem muitos autógrafos em vão, alguns moradores providos de imaginação artístico-cultural arregaçaram as mangas e não só cortaram as gramas. Formaram um espaço de gastronomia e lazer e foi daí que surgiu o “Quiosque do Vaguinho”. “Ai, que saudade daqueles lanches!”
Durante os tempos do Quiosque, Vaguinho não mostrou apenas seus dotes culinários: porção de calabresa, X Egg, X Salada, X Tudo, e até pastel ele fez. Mostrou que era um garoto prodígio: fez o dinheiro dos moradores circular e em menos de seis meses conquistou crítica e público.
Percebendo o sucesso, foi ainda mais engenhoso. Contratou a Paulos’ Band para alegrar as noites de sábados com música ao vivo, e com direito aos espectadores de pedir mais uma. O mega empresário ainda acrescentou Vídeokê às sextas-feiras e, aos domingos, o Campeonato Brasileiro alegrava a rapaziada.
Tamanho sucesso só poderia despertar a fúria dos concorrentes!
Ficamos sem Quiosque!
Mas nada era páreo para a turma de jovens da Rua Doze. Inventaram outra maneira de diversão a preços baixos. Vaquinha para a bebida, violão do Foló com participação especial de Érika e Elton.
Essa turma de jovens passou todas as fases da vida na Rua: nasceram, cresceram e hoje são adultos, mas não significa que deixaram as sandices de lado.
Agora, a turma de jovens que habita a Rua Doze é outra. Eles são mais tecnológicos e mais “espertos”. Eles não têm um matagal, mas tem uma praça com playground. (Isso mesmo minha gente, a praça virou realidade).
Pular corda, amarelinha, jogar taco, mana mula, bico na bola, queimada, vôlei e futebol são brincadeiras em extinção. Pois é, até futebol é difícil de ver.
E olha que eles nem sofrem mais com o terror da bola furada do Seu Charutinho. É que toda bola que caía no quintal do seu Charutinho, sofria um corte profundo, e que nunca dava chances de sobrevivência à vítima. Para salvá-la era preciso que alguém muito habilidoso pulasse o muro com toda cautela para despistar o assassino.
Mas seu Charutinho, no fundo, tinha uma alma boa: ele jogava as vítimas de volta para a rua, para que tivessem um enterro digno.
Personagens é o que não faltam nesta Rua. Alguns já se foram e deixam saudades, outros ainda permanecem e causam desgosto. A Rua Doze parece a Vila do Chaves, tem até a bruxa do 71. A Rua Doze é uma rua sem saída, o que lhe dá ares de condomínio fechado. A Rua Doze também é acolhedora. A Rua Doze também já formou casais e já “desformou”. As pessoas que vivem nesta Rua são alegres e estão sempre dispostas a ajudar.
Continua...

domingo, 11 de outubro de 2009

Amor Platônico

Mesmo que não esteja, perto o coração dispara só com o simples pronunciar do nome. Mesmo sem nunca beijar, sentimos o gosto. Mesmo sem nunca ter tido, sentimos saudades.
Como se só o amor sozinho não bastasse, por causar maremotos e destruição em massa, ainda inventaram um tal de amor platônico.
Alguns dizem que o senso comum se encarregou de roubar a nomenclatura e entendimento errôneo da filosofia de Platão, para definir aquele tipo de amor que sentimos por alguém que nunca tivemos. Um amor perfeito e idealista que criamos e imaginamos o outro um ser primoroso.
Aquele que serve para ser o pai dos filhos, aquele que por convicção nossa, ou simples achismo, é inteligente, bem humorado, bonito, sensual e nem é pão-duro! É com ele que passamos as noites em claro, ou quando conseguimos dormir, ele invade nossos sonhos. É por ele que escrevemos poemas, e é ele que nos faz suspirar; aquele suspiro de garota apaixonada que aparece nos finais de novela.
Se Platão caiu de pato nessa história, eu não sei - não tive tempo de ir ao Google. Mas se fizermos um esforço e lembrarmos das aulas de Filosofia, talvez a definição não seja tão equivocada.
Afinal, o que mais fazem aqueles que amam platonicamente, do que projetar as sombras e acreditar que é somente essa realidade que existe? Nós, literalmente quando vivemos esse tipo de amor, damos as costas para o mundo, não olhamos ao nosso redor e acreditamos que se não for com aquela pessoa, não será com outra que se conhecerá o que de fato é felicidade.
O pior, ou melhor, é que todos já sentiram um dia, ou se ainda não sentiu, não se desespere, pois não existe idade, e nem prazo de validade. Dura, dura muito!
É mais fácil esquecer um ex-namorado, do que esquecer um amor platônico. E sabe por quê? Por que conhecemos de traz para frente os defeitos de um ex. Lembramos com amargura cada “pisada na bola”, cada palavra ofensiva, cada presente sem graça, cada transa ruim... Agora, um amor platônico é belo, é perfeito. Por mais que tentamos, não conseguimos enxergar um só defeito. Nesse tipo de amor, colocamos o ser amado, como se fosse até melhor do que nós mesmos. Com ele, missa de domingo vira programa, Zorra Total fica engraçado e até série D vira Copa do Mundo. O dia fica azul, pimenta fica doce e goiabada vira sobremesa!
E é exatamente por tudo ser perfeito, claro, como nós idealizamos, é que demora ainda mais para passar. Meses, anos, décadas... Alguns acreditam até que nunca esquecemos, porque sempre ficará o gostinho de “e como teria sido?, “quem me dera”, “e se...”.
O triste do amor platônico, é que as recordações permanecem só na memória. Não há presentes guardados, nem bilhetinho de bala, nem fotos, nem música, nem sabor...
Como podemos amar se nunca tivemos? Lamento em dizer, mas neste tipo de amor, não há um ser superior, dono de conhecimento e super evoluído que solte suas amarras, para te livrar dessa triste escuridão e levá-lo para a realidade.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Drama de um cotidiano.

Ontem na minha querida folga fui no Consulado do Brasil no Porto pedir o atestado de antecedentes criminais que a empresa a qual trabalho lembrou-se que era necessário para a documentação estar completa. Enfim... uma distância de 53km e mais um pouco. De carro? Não. Peguei o comboio (trem). Uma seca!
Chegando lá, caos total. Muita gente. E muitos papéis pelas paredes. Um destes informativos dizia que a partir do dia 21 de setembro deste ano, o Consulado do Brasil não emitia mais os antecedentes criminais, e que o cidadão brasileiro teria que trazê-lo já impresso para o Consulado homolgar, e que isto teria um custo de 5 euros. Ah! Também informava que há 3 lan houses no shopping mais próximo.
Eu ri. Sim, eu ri. A cada dia que coloco lá os meus pés descubro que o Consulado faz menos tarefas.
Então eu tenho que me deslocar até uma lan house, entrar no site da Polícia Federal, colocar todos os números de documentos e imprimir...
Bem, o meu drama estava só no princípio.
O formulário pedia o CPF. Bem, o SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras) acede à página da Polícia Federal e vê os meus antecedentes criminais para aquisição do título de residência sem o CPF. Moro há 6 anos em Portugal, e não ando com o CPF. Apenas com passaporte e título de residência fora os documentos portugueses.
Um euro por 30 minutos mal utilizados foi à vida. Toca a ligar para o namorado que estava a trabalhar e pedir para que ele retornasse por favor a casa e me passasse o número do CPF. Enquanto isso tomei meu pequeno- almoço, com um delicioso croissant quentinho. Pensei, agora consigo!
Voltei na lan house, e paguei mais um euro. Toda contente a preencher o formulário, confirmo os dados, repito aquelas letras de segurança e: Não foi possível emitir o seu atestado de antecedentes criminais com os documentos fornecidos. Se dirija até uma repartição da Polícia Federal mais próxima. Isto não quer dizer que não haja o seu registro.
Endoidei!
Voltei no Consulado, e perguntei na recepção se havia acontecido com outros cidadãos e o que eu tinha que fazer. A atendente disse que eu tinha que pedir uma procuração para que alguém resolvesse meu caso no Brasil. Passou-me uma folha e uma senha com uma delicadeza que ouviu-se o bater da mão dela no balcão. Gentileza! Deu-me uma vontade de mandá-la pra...
Lá também haviam pessoas a querer autenticar o registro de casamento. Mas o Consulado também não dispõe mais deste serviço.
Tenho cara de palhaça?
Para descontrair caminhei devagar pelas ruas do Porto a respirar, depois sentei-me no Mc Donald´s para degustar um lanche rápido, mas sempre rondava a pergunta em minha mente: Tenho cara de palhaça?!
Volto para Braga sem o que queria, gastei dinheiro, gastei horas da minha folga, e voltei numa viagem de 1h e 15 minutos a dormir.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cor, raça, sexo! Qual é a sua origem?

Preconceito; conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou razoável; superstição; prejuízo.
Quem nunca sentiu na pele? Quem nunca o fez? É ridículo mas por vezes fazemos juízo de determinada pessoa, da maneira como ela veste-se, da maneira como ela come, e etc.. É impossível eu como Imigrante não falar do preconceito que camuflado existe pelo facto de ser Brasileiro. Confesso que em determinada altura tenho orgulho de pertencer a minha pátria, mas a maior parte das vezes tenho preconceito com os meus compatriotas é ridículo, sim eu sei, mas acho que quando nascemos no Brasil, colocam-nos um chip em que é muito difícil confiar em alguém, e aqui então nem se fala.
Descobri que posso confiar na palavra de uma pessoa mas não consigo confiar na palavra de um conterrâneo, credo é horrível! Parece que julgo uma nação por meia dúzia de pessoas, há tempos quero escrever sobre isso mas é complicado, o texto torna-se muito pessoal... é triste porque falo sobre coisas que no dia a dia eu abomino, mas pratico sem me dar conta.
Não critico a religião mas não gosto de fanatismo! (preconceito)
Não me importa a cor, mas digo preto! (preconceito)
Não suporto a xenofobia, mas não gosto dos Franceses, Alemães e Norte Americanos! (preconceito)
Conclusão critico mas faço tudo e sem me dar conta, e sinto na pele o que é isso há anos Hitler tentou criar uma raça superior o maluco queria a Europa fosse controlado por Alemães, começou por invadir os países de língua germânica, Áustria, Polónia, Checoslováquia, etc.. Ele era dominado pelo ódio e mandou exterminar milhares de pessoas, judeus, ciganos, e homossexuais. Este ultimo eu sei bem o que é, ouço muito, não tenho nada contra mas deus que me livre que meu filho ( a ) fosse assim.
Não os critico não somos obrigados aceitar ninguém, mas é preciso que haja respeito... educação... vivemos em um mundo livre, onde todas as pessoas podem circular sem ter problemas, miscigenação, religião, cultura, onde a vida dos outros não nos diz respeito.... Talvez seja mais cómodo tentar cuidar da vida dos outros ou criticar.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Diálogos terapêuticos com a dona Rosa

- Meu coração é safado. Só se apaixona por quem não presta, e por quem é impossível.

- É verdade né? E porque será que isso acontece, dona Rosa?

- Ahh minha filha, é karma. É que na outra vida, eu fiz ele sofrer e agora, tenho que sofrer por ele.

- E como faz para esquecer alguém assim?

- Só Deus, Só Deus. Tem que rezar todas as noites. É que quando estamos gostando de alguém assim, nosso caminho fica bloqueado e a gente não consegue enxergar a nossa volta. Isso impede que um outro amor apareça. A gente bloqueia os caminhos. Já até pedi pra Iemanjá pra esquecer dele. Já gosto dele há um ano e meio. Mas já já vou esquecer. É que vai aparecer alguém em breve na minha vida e que vai abrir os caminhos.

- Mas vocês já ficaram juntos alguma vez?

- Já sim, mas não dá certo, não.

- A senhora é casada?

- Faz 12 anos que estou divorciada. Meu marido me colocou um chifre e desde então, estou na luta, cuidando de dois filhos. Eu cuido dos meus dois filhos sozinha.

sábado, 26 de setembro de 2009

Narrativas de vida quase real

Horário de pico - 18:30, quinta-feira, 24 de setembro, Santos - Estou de pé no ônibus que me deixará na divisa de São Vicente. Como esses ônibus intermunicipais são sofríveis. Minha mochila deve estar pesando uns 10 quilos neste momento, igual a do PVC. São várias tranqueiras e uns cinco exemplares da nova edição da revista que trabalho. Estou cansada e com fome e por isso, não quero papo.
- Faz tempo que você pegou o ônibus?
- Não muito
- Nossa, tá cheio né?
- É
- Mas você entrou nesse ponto?
- Não. Três pontos atrás.
- ahhhhhhh tá!
- Nossa, seis e pouco. Não é fácil viu. Eu trabalho o dia todo. Cuido de um velhinho de 87 anos. Ele é policial aposentado. Teimoooooooooso! Ele tem Alzheimer. Hoje eu subi para arrumar os quartos e deixei ele lá embaixo na cozinha. Aí ele subiu e falou: "Olha, essa casa não é sua pra você ficar mandando não". É muito humilhação né?
- É
- Esses dias ele queria ir no banco. Cismou que o banco ficava na Francisco Glicério. Eu deixei, até ele cansar. Não posso pegar no braço dele, sabe? Tenho que deixar a mente dele ir, até onde dé.
- Ele mora sozinho?
- Não. Tem uma velha chata e amarguraaaaaada!
- Ah
- Olha o que eu tenho que aturar! E sabe quanto eu ganho? 500 reis! Na verdade, juntando com a condução dá uns setecentos e pouco. Eu sou auxiliar de enfermagem. Tem gente que eu conheço que ganha mil reais e nem fez o curso. Eu trabalho das 9 às 18 e sábado também. Nossa... só pobrema!
Agora eu to achando que a filha deles quer me mandar embora. Andei ouvindo umas coisas, sabe? Eles mal sabem que é um favor que eles me fazem. Ahhhhh eu livre disso tudo, desses pobrema. É muito humilhação.
- É mesmo
- Olha, eu tenho uma pessoa, sabe? Você chega em casa e nem recebe um carinho. Mas a gente se entende até. Ele fica na dele e eu fico na minha. Mas agora eu vou ter uma recompensa.
- Ah é?
- Éhhhh! Um jogador aposentado do Benfica, de 50 anos quer que eu vá para Portugal. A gente se fala pelo MSN
- É mesmo? Que legal!
Dou sinal. Chegou meu ponto.
- Olha, boa sorte pra senhora, viu!
Ela coloca a mão no meu ombro e diz animada:
- Obrigada! E dá um sorriso de satisfação

sábado, 12 de setembro de 2009

Who will be the next top model?

Bem há 3 dias na loja em que trabalho houve sessão fotográfica dos novos produtos para o site e catálogo. Os modelos eram 8 bebês. Claro, ninguém resisti aqueles olhinhos azuis, carinhas de anjo... enfim, tudo muito fofo! As mães estavam todas aceleradas, ofegantes e orgulhosas. Mas esta deslumbração durou pouco...
Os bebês estavam cansados de serem monitorados, e de repetir o mesmo. Quando um começava a chorar, outro começava logo após. Buúuuááááááá!!!!!!! Só berreiros vindos daquele armazém. E eu lá a suar, a trabalhar sozinha, a atender todos os clientes dando o meu melhor mas..., voltemos ao assunto em foco.
Uma mãe sobe as escadas (o armazém fica no piso inferior), com o seu bebê loirinho no colo e exclama:
- Zé Manel anda a se portar mal. Da próxima vez trago a Ritinha em vez de ti. O Zé Manel é um nabo sabes?!
O Zé Manel coitadinho dizia sempre que sim com toda a felicidade do mundo, sem saber o duplo sentido do nabo!
Mais mães subiram para a parte da loja, ofegantes e estressadas, pois as crianças nem queriam mais brincadeiras....
Bem, em geral, quando nos perguntam o que é trabalho escravo, ou trabalho infantil abusivo, o que nos vem à mente é o menininho miserável a trabalhar na roça, ou numa obra clandestina, ou como mineiros... Mas nunca nos questionamos sobre o trabalho de modelos infantis, quando são os pais a se beneficiarem com os lucros e/ou com os louros.
- Meu filho sai em muitos catálogos de roupa!
- Carolina olha pra cá filha. Carolina brinca. Carolina olha a câmera!
O que será que há no mundo do glamour? E o bem-estar destas crianças?

AVATAR - International Teaser Trailer (HD)


Texto de Jefferson Santos
Acho que desde que sou gente é que gosto de filmes, claro que tenho preferência por alguns gêneros, todos! Não, não, não gosto de filmes de romance ou melhor ditos; “mela a cueca”. Já que é para tal efeito adoro um pornô, mas isso é outro caso e eu não vim até aqui para deixar as pessoas escandalizadas.

Gosto de um bom filme, com um balde de pipocas hummmm quentinhas, a evolução no meio cinematográfico é clara , e para dar fim a pirataria alguns directores e os respectivos estúdios lançaram filmes com o que há de melhor em termos de tecnologia, também é verdade que outros lançaram com o que a de pior no mercado. É o caso do filme; “ O sangue do último vampiro” , uma produção do mercado japones. É verdade sai de casa e fui até ao cinema para ver um filme japonês, vi o trailler e pareceu-me um bom filme boa qualidade nas imagens, idioma inglês, decidi arriscar e cai do cavalo. O filme é péssimo, não tem enredo e o pior de tudo são os efeitos.

Voltemos as coisas boas, na passada sexta-feira decidi ir novamente ao cinema desta vez fui assistir; “Final destination 4” no Brasil chama-se “Premonição” no caso deste filme, a historia, todos nos já sabemos, e não tenho o que falar sobre isso porque já sabia, o que me surpreendeu foi o facto do filme ser em 3D colocamos os óculos e vimos uma série de traillers cujo os filmes eram em 3D.

Prestem atenção em Toy Story, para quem gosta de desenho animado, e aqueles bonecos todos doidos.
“District 9” (não é em 3D)do realizador Peter Jackson o mesmo do King Kong, o filme retrata a luta de dois mundos humanos X alienígenas, tipo transformes etc… a historia parece interessante os efeitos esses sim espectaculares, para quem gosta do género também aconselho a assistir transformes eu vi os dois por isso sou assim um pouco suspeito para dizer qualquer coisa.

Chama-se “Avatar” do realizador James Cameron o mesmo do Titanic, a estreia esta prevista para Dezembro e pelo que eu vi o filme vai ser o melhor dos melhores em termos tecnológicos, imagens em 3D, decidi fazer este post e por trailler do filme vejam as imagens, de certeza que vocês não tem em um óculos 3D mas tenham a certeza de uma coisa, cinéfilo como sou digo; nunca vi nada assim.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Férias.

É verdade finalmente o descanso merecido, chega de stresse e pensar no trabalho, nos clientes, auditorias, datas de validade, chega! Estou de férias ou melhor estamos, parece mentira mas neste País onde é inverno durante 9 meses, temos que aproveitar cada dia de sol, até eu que não gosto muito de praia aproveito estes dias para relaxar ao sol, com o barulho do mar ao fundo!!!
Ando a trabalhar tanto para o bronze que estou com BROTUEJA no pescoço, credo!!!!

Está na hora de fazer algumas coisas que gosto, dormir até tarde, comer chocolate, beber copos e copos de vinho, afinal o natal vem ai, é verdade eu não vou a Stilleto comprar aquele sapato, nem tenho que me procupar assim com grandes presentes. O que me preocupa no Natal é ter que trabalhar até a 01hs da manhã, não ter direito a domingos, ter que aturar FDP até a última hora, tenho que descansar para o desgaste que me aguarda. Crise? Qual a crise? Eu não vejo! Só sinto no meu bolso.

O que eu mais gosto de fazer nas férias? HUMMM! Gosto de não fazer nada.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tudo muda em 24 horas

Um dia eu reclamo que nada se move, no outro, sou capaz de perceber que a cada minuto sou alguém diferente. Esse alguém me irrita um pouco. Por exemplo: percebi que estava com mania de colocar os textos em 1º pessoa, coisa que não gosto. Na realidade o conceito é mais amplo, é como se você quisesse aparecer para dar alguma lição, passar algum ensinamento e meu, pára tudo! Não posso fazer isso!

Mudando de assunto. Abandonei meu emprego! Alguns dizem: “Você é louca!”, outros admiram minha coragem. Não sei o que me espera nas próximas 24 horas. Mas parece que nas 48 anteriores, desde que saí do emprego, muita coisa aconteceu. É como se você abrisse uma gaveta do seu cérebro e resgatasse nela, várias idéias e projetos que um dia pensou e que escreveu, mas ficou para sempre esquecida naquele caderninho de campo.

Como nessa vida nós não somos nada, hoje eu estou freelancer e confesso: é uma vida boa! Eu trabalho dentro do quarto, posso parar para tomar quantas xícaras de café eu quiser e posso parar para ver o Globo Esporte. Detalhe, ainda ganh$ mais!

É claro que seus pais parecem não entender muito. É como se não fosse muito sério, você lá, de pijama na frente do computador. Mas um dia eles entendem (eu espero!).
Bom, vamos mudar novamente de assunto: Não sei o que anda acontecendo, mas eu peguei raiva de algumas coisas. Sabe aquela música “Acho que te amava, agora acho que te odeio”, lembra? É isso que eu estou sentindo. Fiquei triste por desperdiçar tanta energia, tanto tempo... Sentimento é uma coisa meio rara e bonita demais para dar a alguém que não te percebe.

Outra mudança: Faltam menos de quatro meses para o Natal e pela primeira vez em muitos anos eu não terei um décimo terceiro. Isso me deixa preocupada, pois não é fácil passar em frente a Stilleto.

Também não é fácil chegar o Natal e não ter ninguém para presentear. Eu adoro dar presentes e esse ano não há alguém que eu possa dar. É claro que não to falando de família.

Tudo muda, na verdade não em 24 horas, mas em apenas 1 minuto.

domingo, 23 de agosto de 2009

O que começa, termina.

São várias as sensações, os sonhos e os desejos. Nos deixamos levar. A vida, os dias, tomam formas e cores. Sorrimos. Sorrimos à toa. Nenhum problema nos estressa ou nos entristece. O cheiro, o toque, o olhar que nos conforta, como se neste ou naquele agora encontramos o nosso porto seguro. Cada dia vivido, cada experiência nova, cada descoberta, é uma surpresa e que no começo esta idéia é abraçada. Nos entregamos. O amor desejado, feito e celebrado, tem mais fogo, paixão e fantasia. Há conexão e deixamos de fazer parte da realidade a volta nos transportando para aquele momento único. O começo.
Após as descobertas, buscamos maneiras de não perder as sensações já vividas, de maneira a não perder a ligação. Seja num presente, num botão de rosa, num jantar especial, num bom vinho, num passeio longíquo no silêncio das montanhas ou no barulho do correr de um rio e do canto dos pássaros..., infinito são os momentos que nos surpreendem e que nos marca eternamente com uma música, um cheiro ou um sabor.
Mas a vida a dois seria mais fácil se não houvessem os problemas e as mudanças drásticas da vida. E por mais que sejamos fortes, maduros, precisamos da ajuda do outro que larga tudo para não te deixar cair, e que por vezes se deixa cair também.
Cair na rotina.
Um sonho, uma casa que foi contruída a dois, começa a trincar, a rachar o alicerce. Os desejos são postos a parte. O cheiro, o toque, aquelas sensações vividas já não são iguais. As qualidades não são vistas e os defeitos são evidentes.
As primeiras lágrimas rolam. Sensação de perda e insegurança.
Os anos passam. Podemos estar bem, como não.
Saturação.
As perguntas surgem em nossas mentes. Não há desabafo, com o medo do fim.
Mas o fim chega e é doloroso, pois encontrei a minha alma gêmea, mas esta quer seguir e os desejos e sonhos que construímos já não se encontram mais.



Ao som de Biquini Cavadão, Vou te levar comigo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lavagem Cerebral

O Bispo Edir Macedo foi novamente acusado há uns dias atrás. Mais um processo para a colecção dos vinte em que se safou.
Hoje a noite, após umas horas de sono, ligo a televisão e ao passar pela rede televisiva Record me deparo com um dos seus documentários informativos. Mas este não era.
Estava a detonar a rede televisiva carioca, Globo. A fomentar o que já sabemos, acerca de apoios nas campanhas de alguns políticos, um exemplo, o Collor. E que a mesma ajudou a derrubá-lo com as Diretas Já. Isto foi denominado: Monopólio.
Foram muitas as imagens em arquivo apresentadas e narradas por um jornalista que já trabalhou na Rede Globo.
Este depois, começou a falar do crescimento da Record e da guerra ao ibope. Com estatísticas de 2004 a 2009. Também comentaram sobre a rica vida da família Marinho, donos da Rede Globo, e de seus gostos, hobbies e viagens.
Depois foram até Manhattan conversar com o Bispo Edir Macedo que dizem ser alvo da Rede Globo e mostraram um culto evangélico celebrado por ele. O redimindo.
Mas nem entro nesta questão do Bispo, fico mais horrorizada com a falta de assunto para um documentário de uma hora, um assunto mal abordado por uma parte, ainda ocultando informações e fazendo da minha pessoa e de outras idiotas.
Todas as redes televisivas, revistas, em geral o meio de comunicação, tem os seus direitos e a quem apoiar. Sempre puxam a sardinha a alguém. Não nos façamos de imbecis.
Para a minha pessoa, ainda bem que há a internet e a televisão a cabo, e que posso buscar outros meios para me informar e mudar de canal, e que tenho este interesse em buscar melhores conhecimentos e perspectivas.
Mas fico preocupada com os milhares de brasileiros que não tem a mesma sorte e condições que eu desta escolha, e que por fim, um triste fim, não tem uma base de educação, pois todos os governos que passaram por Brasília entre outros locais não se preocuparam nos projectos para isto. E são essas pessoas, a maioria, são estas que vão para as urnas e que elegem o mesmo, o mesmo filho da puta (se é que me perm
item).

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Regras estabelecidas

É engraçado como a sociedade insiste em seguir algumas “regras” e nós acabamos por ter que dar satisfação se estamos cumprindo-as da maneira que deve ser. E se o que falamos, não vai ao encontro do que é determinado pela maioria, o errado é você. Na verdade, eu não diria errado, eu diria esquisito mesmo.

Apesar de saber de cor essas “regras”, ainda não me acostumei, pois quando sofro uma inquisição, acho espantoso. “Em que mudo esse ser que está à minha frente vive?”, penso eu. E acreditem: ele pensa o mesmo de mim, quando respondo aquilo que ele não espera.

Não é raro encontrarmos pessoas, amigos de infância, familiares que não vemos há muito tempo e pela falta de intimidade, ou excesso dela, as perguntas giram em torno dos mesmos assuntos.
Recebemos o indivíduo com um belo sorriso, ele retribuiu e atira:
- E aí, já casou?

Agora eu vos pergunto: Onde está escrito que é preciso casar antes dos 30?
Você responde toda orgulhosa de si mesma que não. Mas o orgulho é só seu, pois a realidade, a dura realidade é que o indivíduo está morrendo de pena de você, pois acredita que és uma pobre coitada que aos 24 anos, não tem mais chances de arrumar um bom partido e corre o risco de ficar pra titia.

É que para a maioria, nesta idade você já deveria estar com todo o enxoval cheirando a naftalina, com a prestação do buffet quase quitada, e planejando a Lua de Mel no Guarujá. No currículo, um namoro de 10 anos (aff), e com o puxadinho na casa da sogra todo mobiliado.

Não que quem queira isso para sua vida esteja errado. Cada um sabe aquilo que lhe cabe. Tem gente que sonha em ser Maria, mas tem gente que sonha em ser Madonna.

No tempo da minha avó, era motivo de vergonha ser mãe solteira. Hoje não tem problema nenhum e acho benéfico que as coisas tenham mudado. Não é justo mulheres serem “marcadas” por serem mães e não terem um marido. Como se isso quisesse realmente dizer alguma coisa sobre a maneira como ela educará seu filho.

Mas as coisas mudaram e quando você não tem filho, você é a esquisita. Pior ainda é o olhar que lhe dão quando afirma que não pretende ter filhos. Aí, você é a escória do mundo... E quando diz que não quer se casar, e que morar junto é melhor, dá menos trabalho. Você nem precisa se enfeitar feito um bolo de aniversário no dia do casamento – bem melhor.

Aposto que meus três queridos leitores já passaram por isso e entendem bem o que quero dizer. Não só na questão do casamento, de ter filhos, de seguir os padrões... Diga-me, qual é a regra que você foge? No que você discorda da maioria?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Quando começamos a errar na vida?


Tem dias que essa pergunta nos vem à mente. É quando tudo dá errado, é quando olhamos para trás e percebemos que nada mudou, que o mundo parou de girar e que os passarinhos não cantam mais.
É triste quando a gente chega atrasado. Chegar atrasado não é legal. Dá um desespero quando a vaga de emprego já foi preenchida, quando os ingressos da sua banda preferida, que vinha tocar no Brasil para fazer apenas um show acabou e você chegou atrasado e ficou sem. E quando a pessoa que você se apaixonou já é comprometida? É porque você chegou atrasado.

Às vezes até respiramos e pensamos que é só uma fase, mas fase é uma coisa que dura pouco tempo e que depois passa, mas a sensação é que isso está durando mais que missa de 7º dia! Aí bate aquele desespero.

Como é difícil aprender a viver. Aprender que a vida é uma luta e que se não estivemos preparados, ela vem e nos dá uma rasteira e aí fica mais difícil levantar. Como é difícil aceitar o atraso. Se conformar que a vaga já foi preenchida, que o trem já passou, que alguém chegou na frente e conquistou primeiro, o coração daquela pessoa tão especial.
Quando se começa a chegar sempre atrasado, somos invadido por um medo incontrolável. Medo de que nunca chegaremos à frente e de que estamos destinados ao atraso.

Como é difícil viver sem o amor, sem a alegria e vontade de levantar todas as manhãs e sorrir porque o sol está brilhando. Como é difícil aceitar que é preciso jogar para disputar um lugar ao sol. Como é difícil disputar espaço nos corações, nas lembranças, nos desejos, nos sonhos... como é difícil estar fora dos planos de alguém. Não olhar na mesma direção que o outro, não dividir o mesmo espaço...

Mas quando de fato chegamos à frente? Será que o mais fácil é seguir, sem esperar nada da vida? Não esperar que o outro lhe enxergue e sim, que você se enxergue primeiro? Porque sempre temos a sensação de que estamos agindo certo, mas, como diz a letra da música, “foi só o tempo que errou”. E não dá para brigar com o tempo é nocaute na certa.

E mais uma vez como diz a letra, “quando vejo o mar, algo me diz que a vida continua e se entregar é bobagem. Já que você não está aqui o que posso fazer é cuidar, de mim de mim”.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

E esta nova fórmula: H1N1?!

Na minha viagem ao Brasil, ao chegar no aeroporto de Cumbica (Guarulhos), assustei-me, pois parecia que tinha aterrado numa enfermaria! Era a gripe suína... Eu fiquei tão assustada, que fiquei com gripe. Aos poucos os sintomas foram tomando conta do meu corpo. Lembro-me da minha família reunida em minha casa no dia do jogo entre Santos X Corinthians, final do Paulistão. Ninguém estava acreditando em mim, no que eu sentia. Diziam que era da minha imaginação.
Noutro dia, tava sem voz e com muita tosse seca, aí já acreditavam e com medo!
Este acontecimento vai com quase 3 meses.
A cada dia mais casos vão surgindo. Este surto está em qualquer lugar, tomando conta de cada pedacinho do mundo. Jovens morrem. Mulheres já deram a luz a uma criança gripada.
Mas tenho sérias dúvidas quanto a origem desta gripe...
As farmacêuticas lucram com isso. Quantos Tamiflu já foram vendidos? Quanto a farmacêutica Roche já facturou? Quem é o director desta empresa? A própria farmacêutica Roche teve seus lucros em queda de 29% no primeiro semestre. Isto lembra-me o filme O Fiel Jardineiro de Fernando Meirelles, que além do romance focado na trama, nos passa uma realidade a nível global dos jogos de poderes de Estados e farmacêuticas, e que vale a pena ter pessoas a morrer.
Enfim... deixo a minha visão...
Cuidado que a gripe te pega e pega daqui e pega de lá....

terça-feira, 14 de julho de 2009

O que te faz lembrar?

Nos últimos posts, alguns amigos comentaram de cheiros com ligação a lembranças.
Mas vamos falar de cheiros bons...
O cheiro da massa de modelar e do giz-de-cera, faz -me lembrar a minha pré-escola. Também gosto do cheiro das sandálias Melissa. E os chinelos com cheiro de chiclete?
Quando entro em algum shopping fico looooucaaa com o cheiro de pipoca no ar que vem do andar dos cinemas. O cheiro do Mc Donalds já me enjoa!
... lembranças boas Liliam....
Cheirinho da maresia.... Brasil!
O cheiro da terra molhada, quando começa a chover... delícia!
O Natal no Brasil o cheiro das frutas e o Natal em Portugal o cheiro das castanhas a assar nas ruas. Quando criança adorava fazer feira com a minha avó e sentia o cheiro das frutas de longe.
Aliás sou boa no olfato. Sinto de longe.
Tem um cheiro que me lembra a adolescência, mas seria muito pessoal para postar.... rs.
Ai, o cheiro de uma loja de chocolates....
Algumas fragâncias de perfumes também me lembram épocas e fases da minha vida. Muitas vezes quando uma pessoa passou ao meu lado, deixando o perfume no ar, logo veio em minha mente algum momento....
Cheirinho de roupa lavada... com amaciante....
Cheiros, cheiros e cheiros.... e mais cheiros!
Eu cheiro.
Tu cheiras.
Nós cheiramos...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Caminhar...

As pessoas que caminham na praia parecem seguir o mesmo objetivo: chegar ao ponto de onde partiram. O cenário nem sempre é belo. Há corpos desfigurados, corpos sarados e cores em demasia que gritam umas com as outras. Quando o Verão invade o Inverno, a sensação que predomina é que as pessoas passam a valorizar ainda mais a natureza. Elas se encantam com um belo céu azul, e um calor que nos abraça fora de época.

Quando se começa a caminhar, sente-se a areia quente nos pés. Logo, olhamos para o mar infinito a nossa frente... cada passo traz uma reflexão. Cada reflexão gera um conflito interno, daqueles que trazem ótimos papos na mesa do bar. Se caminharmos sozinhos, bate uma saudade de coisas que nunca tivemos. Encontramos palavras que nunca expressamos e criamos histórias que dariam um belo romance.

Ah como a vida é cruel... há tantas pessoas, mas a solidão parece eterna. Há tantas direções, mas o que vemos é um único caminho. Há tantas palavras, mas elas me faltam... e chegar ao ponto de partida, nem sempre é o que realmente queremos...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Pressão

Desde que nasci, vim com a missão de provar algo à sociedade. Aliás, algo não, algo(s), se é que posso fazer um joguete da Língua Portuguesa.
Por ser menina eu tinha que me comportar, não agir como os meninos e estar sempre limpinha.
Ao crescer, ao entrar na escola, tinha que provar aos meus amigos que me saía melhor do que eles nas lições e deveres, que na aula de Educação Física saltava melhor, mas não deixando de me portar como uma menina...
Na adolescência tinha que mostrar a sociedade e a minha família que ainda era uma menina, mesmo que a minha sexualidade estivesse a flor da pele, não poderia fazer com o que os meus hormônios explodissem de alegria e prazer.
Ao terminar o colegial (que agora chama-se Ensino Médio), tinha que mostrar que eu sabia a profissão a qual seguir, e a família e a sociedade em conjunto, queriam me ver ingressando na universidade.
Agora no estágio em que estou, a sociedade quer me ver casada e com filhos no colo, mesmo que eu ganhe pouco para sustentar uma família (não esquecendo do lado paterno), por mais que o jovem da minha idade ainda não tenha uma casa própria (a não ser que tenha herdado), que tenha que pular de casa em casa alugada conforme as inúmeras crises que afetam trabalhadores que do seu dia pouco sobra para o prazer, que tenha que pagar inúmeras faturas, impostos e produtos de marca para estar dentro desta sociedade.
Eu não quero terminar a minha vida pagando o financiamento de uma casa que nem os meus filhos querem estar mais lá. Não quero olhar para trás e ver que não desfrutei dos meus sonhos, ânsias e desejos.
Quero mostrar a sociedade o que eu sou, o que eu quero fazer e como gosto de fazer.
Quero cantar bem alto, quero dançar em qualquer momento e lugar, quero conhecer pessoas e lugares, quero me redescobrir a cada etapa da vida, mesmo que a sociedade me reprima. Mesmo que os meus amigos e a minha família não me entendam. Pois para quê estou neste mundo, se a vida é tão curta e que após a morte não sei o que será da minha alma?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Jornalismo? Pra que serve?

Ah meu idealismo! Sou tão inocente. Sim, eu acreditava no Jornalismo!
Sobre o diploma? Alguém pode me dizer o que eu faço com ele? Melhor deixar para lá né.
Ahh esses dias meu MTB serviu para eu jogar no bicho.





segunda-feira, 15 de junho de 2009

As voltas.

Dando voltas. Sim, ele estava dando voltas. Sem destino, sem ter o que fazer.
Até que ele encontrou, e para o primeiro casal que avistou naquela esplanada de café, para junto foi. E logo achou que aquele rosto feminino, amigável e de caracóis claros não lhe era estranho. O que nele despertou no íntimo um sentimento de conforto e de certa liberdade.
Sem intervalo, nem tempo para diálogos ou respostas negativas, ele começou:
Eu ofendo, não agrido e não perdoo.
Eu não ofendo, mas agrido e não perdoo.
Eu não ofendo, não agrido mas perdoo.
Eu ofendo, eu agrido, eu perdoo.
Eu não ofendo, eu não agrido e não perdoo.
Este mesmo, terminado de deixar a sua mensagem, e sem destino, virou-se e continuou a sua trajetória.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Brasil

Ao som da música Brasis do Seu Jorge refleti bastante acerca destas minhas férias aqui no Brasil. Observei algumas mudanças como as novas gírias, novos museus e esculturas, as novas moradias que são mais concentradas (mesmo as casas de luxo), algumas aves na praia e que não pertencem àquele habitat, pessoas que cresceram, pessoas que mudaram a atitude, pessoas que evoluíram e outras regrediram. Também muitas coisas permanecem, como a eterna crise, alguns buracos e poças d´água, a continuidade de queimadas e desmatamentos, a deficiência da nossa educação, os mesmos "abutres" na política, as CPIs, entre outras que vagam em minha mente.
O crack! É mesmo... havia esquecido, mas esta droga nos relembra a sua existência, e que chegou nas outras classes sociais.
O cheirinho da maresia e do esgoto.
Os meus ouvidos a escutar boa música! Bandas novas... e más músicas, que nada me acrescentam, que não me fazem reflectir.
A sonoridade do brasileiro a falar que me encanta, mas que quando quero resolver algo com as centrais de telecomunicações, tudo me aborrece.
O sol na minha pele. Sensação maravilhosa. E a água do mar que por mais que eu saiba que está poluída, onde há todo tipo de fezes dos paulistanos, santistas e etc... quero sentir a onda bater em meu corpo.
Maravilha...

sábado, 16 de maio de 2009

Quando o amor acaba



Por JOSÉ ROBERTO TORERO
Não foi fácil perceber o fim deste amor. Primeiro, dei-me conta de que tinha virado amizade. Depois, indiferença
SIM, EU SEI, enamorado leitor e namoradeira leitora, esse não é um título para uma coluna de futebol. Mas há coisas que há que se dizer, e às vezes não há como escolher hora ou lugar. Pois a verdade, a dura e cruel verdade, é que eu já não a amo mais. Não quero ser aquele tipo de homem covarde que diz que a culpa foi dela, mas acho que tudo começou, ou acabou, porque eu a senti mais distante. Era como se, pouco a pouco, ela fosse deixando de fazer parte da minha vida.
Eu já não queria saber como era o seu dia e já não me importava com os mínimos detalhes da sua existência. Já não fazia diferença como ela se vestia, o que ela bebia, se estava feliz ou não. E, acho, ela sentia o mesmo em relação a mim. No começo, eu sacrificava mundos e fundos para vê-la, para estar com ela. Mas, depois, parei de fazer questão de estar ao seu lado em todos os momentos. Se fosse possível ficar com ela, tudo bem. Se não fosse, fazer o quê?
Ela não era mais a única coisa importante no mundo. E isso é triste. Quando um amor morre, é como se morresse um pedaço de nós. Todo aquele passado que construímos juntos parece escoar pelo ralo. Todas as viagens, as alegrias, as tristezas, tudo se torna parte de um passado inútil, que não levou a nada. E todo o futuro que sonhamos, já não importa.
O futuro que não virá também se transforma em passado. Não foi fácil para mim perceber o fim deste amor. Primeiro, dei-me conta de que ele tinha se tornado em amizade. Depois, tornou-se em indiferença. E, quando isso acontece, você fica pensando: “Para onde terá ido tudo aquilo que eu sentia por ela? Porque meu peito não bate mais rápido quando a vejo entrar? Terei eu mudado ou mudou ela? Eu devia ter feito algum gesto desesperado para salvar o que sobrava entre nós? De quem é a culpa?” Falando em culpa, o que me deixa com mais remorso é que às vezes ela parece se importar comigo, parece lutar para que o amor não morra. Há dias em que está especialmente bela, põe uma roupa nova e diz palavras doces.
Fala que me respeita, que eu tenho o direito de estar chateado, fala que tudo o que faz, faz por mim. Mas pouco adianta. Eu já não acredito nela. Até gostaria de acreditar, mas o amor é uma planta delicada, que tem que ser regada dia a dia. E ela já não fazia isso. Pronto, cá estou dizendo novamente que a culpa é dela. Mas não, não seria honesto. Também sou culpado. Eu devia ter feito alguma coisa. Devia ter brigado, exigido mudanças, talvez até dar-lhe um tapa. Sim, às vezes, só às vezes, poucas vezes, um tapa reaproxima, reacende a chama.
Se o leitor não me crê, é porque nunca levou um tapa de amor. Mas nem este tapa eu lhe dei. Dei-lhe apenas desprezo, o seco e estéril desprezo. Sei que muitos dos leitores que chegaram até esta linha já sentiram o mesmo. Já deixaram de amar aquela que parecia ser o sal da vida, o motivo de suas maiores alegrias. É decepcionante, não é? Mas, enfim, o amor acabou. Tanto que, no fim de semana, por várias vezes me vi distraído, olhando para o lado, lendo alguma coisa e até mudando de canal. Não, já não amo mais a seleção como antigamente…

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Quando o mistério não é suficiente

Nunca desejei tanto a morte de alguém. Sabia que no fundo ela atrapalhava a vida e a história dele. No primeiro momento, inclusive, achei que teria apenas uma pequena passagem, que logo sumiria, como uma paixão de infância. Mas não, e isso passou a me preocupar, irritar.

Quando a outra surgiu, a garota inocente de 17 anos, que foi em busca de conhecimento atrás de um escritor que ninguém conhecia senti uma pontada no coração e tive
a certeza que ela seria a saída para todos os seus problemas. Passei a torcer incessantemente por uma história de amor. Vibrava a cada cena criada, e cada página virada.

Mas o escritor carrancudo não se entregava. Era duro e continuava a pensar em um amor que não viveu, que só sentiu. 

Foi traído por seu melhor amigo e também por sua amada, que aceitou o pedido de casamento de outro, que era o melhor amigo do escritor. Que confusão!


É claro que o que cerca O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón é muito mais do que uma paixonite juvenil. Se é que essa paixonite existiu. (Talvez tenha sido fruto da minha imaginação).
Pelo que senti a intenção de Zafón nem era essa, e isso me entristeceu. Não importava que a garota tivesse apenas 17 e ele quase 30. 
Há um cenário de mistério novamente na Barcelona dos anos 20, assim como no livro anterior, a Sombra do Vento, que também achei fenomenal, mas perde para O Jogo do Anjo. Não é só a cenário que retorna no novo romance, mas também o Cemitério dos Livros Esquecidos e a família Sempere. David Martín é um escritor jovem que tem uma vida triste e recebe uma proposta irrecusável de um editor misterioso. Mas inicialmente não aceita, pois descobre que lhe resta pouco tempo de vida. No decorrer do livro, o leitor percebe que isso é apenas um detalhe e a cada página há uma novidade.

Das resenhas que li sobre O Jogo do Anjo, nenhuma trata de Isabela, sim a tal adolescente de 17 anos. Ela aparece de repente na vida de David e por um momento achei que fosse crucial para a história. De certa forma é, mas não da maneira como eu queria.


Como dessa vez a intenção não era criar uma resenha, não me importei com regras estabelecidas. É só um desabafo mesmo.