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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Quando o mistério não é suficiente

Nunca desejei tanto a morte de alguém. Sabia que no fundo ela atrapalhava a vida e a história dele. No primeiro momento, inclusive, achei que teria apenas uma pequena passagem, que logo sumiria, como uma paixão de infância. Mas não, e isso passou a me preocupar, irritar.

Quando a outra surgiu, a garota inocente de 17 anos, que foi em busca de conhecimento atrás de um escritor que ninguém conhecia senti uma pontada no coração e tive
a certeza que ela seria a saída para todos os seus problemas. Passei a torcer incessantemente por uma história de amor. Vibrava a cada cena criada, e cada página virada.

Mas o escritor carrancudo não se entregava. Era duro e continuava a pensar em um amor que não viveu, que só sentiu. 

Foi traído por seu melhor amigo e também por sua amada, que aceitou o pedido de casamento de outro, que era o melhor amigo do escritor. Que confusão!


É claro que o que cerca O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón é muito mais do que uma paixonite juvenil. Se é que essa paixonite existiu. (Talvez tenha sido fruto da minha imaginação).
Pelo que senti a intenção de Zafón nem era essa, e isso me entristeceu. Não importava que a garota tivesse apenas 17 e ele quase 30. 
Há um cenário de mistério novamente na Barcelona dos anos 20, assim como no livro anterior, a Sombra do Vento, que também achei fenomenal, mas perde para O Jogo do Anjo. Não é só a cenário que retorna no novo romance, mas também o Cemitério dos Livros Esquecidos e a família Sempere. David Martín é um escritor jovem que tem uma vida triste e recebe uma proposta irrecusável de um editor misterioso. Mas inicialmente não aceita, pois descobre que lhe resta pouco tempo de vida. No decorrer do livro, o leitor percebe que isso é apenas um detalhe e a cada página há uma novidade.

Das resenhas que li sobre O Jogo do Anjo, nenhuma trata de Isabela, sim a tal adolescente de 17 anos. Ela aparece de repente na vida de David e por um momento achei que fosse crucial para a história. De certa forma é, mas não da maneira como eu queria.


Como dessa vez a intenção não era criar uma resenha, não me importei com regras estabelecidas. É só um desabafo mesmo.


4 comentários:

a que deseja disse...

Oi Érika!

Pois é, estou voltando aos pouquinhos para o blog. Mas estou sempre de olho no seu, viu?

Sobre a pergunta feita aí embaixo, normalmente se estou no litoral, gosto de pular ondas. O problema é que esse ano eu dancei tanto que esqueci desse detalhe!

E vc, comemorou como se deve a chegada de mais um ano de possibilidades?

Beijos!

A Flor do Sul disse...

Não li o livro, mas pela capa já julgo ser interessante...

Geraldo Pinho disse...

Pensou certo, Érika, sou fã do programa e também gosto muito do estilo do Diogo. Bem que eles poderiam considerar isso e me convidar a participar do programa, aí, quem sabe, eu poderia passear em NY. Hahahahahaha. Sempre dou uma olhadinha por aqui. Legal o seu blog também.

Geraldo Pinho disse...

Ainda não tinha ouvido falar desse livro, mas você o fez parecer interessante.