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quinta-feira, 30 de julho de 2009

E esta nova fórmula: H1N1?!

Na minha viagem ao Brasil, ao chegar no aeroporto de Cumbica (Guarulhos), assustei-me, pois parecia que tinha aterrado numa enfermaria! Era a gripe suína... Eu fiquei tão assustada, que fiquei com gripe. Aos poucos os sintomas foram tomando conta do meu corpo. Lembro-me da minha família reunida em minha casa no dia do jogo entre Santos X Corinthians, final do Paulistão. Ninguém estava acreditando em mim, no que eu sentia. Diziam que era da minha imaginação.
Noutro dia, tava sem voz e com muita tosse seca, aí já acreditavam e com medo!
Este acontecimento vai com quase 3 meses.
A cada dia mais casos vão surgindo. Este surto está em qualquer lugar, tomando conta de cada pedacinho do mundo. Jovens morrem. Mulheres já deram a luz a uma criança gripada.
Mas tenho sérias dúvidas quanto a origem desta gripe...
As farmacêuticas lucram com isso. Quantos Tamiflu já foram vendidos? Quanto a farmacêutica Roche já facturou? Quem é o director desta empresa? A própria farmacêutica Roche teve seus lucros em queda de 29% no primeiro semestre. Isto lembra-me o filme O Fiel Jardineiro de Fernando Meirelles, que além do romance focado na trama, nos passa uma realidade a nível global dos jogos de poderes de Estados e farmacêuticas, e que vale a pena ter pessoas a morrer.
Enfim... deixo a minha visão...
Cuidado que a gripe te pega e pega daqui e pega de lá....

terça-feira, 14 de julho de 2009

O que te faz lembrar?

Nos últimos posts, alguns amigos comentaram de cheiros com ligação a lembranças.
Mas vamos falar de cheiros bons...
O cheiro da massa de modelar e do giz-de-cera, faz -me lembrar a minha pré-escola. Também gosto do cheiro das sandálias Melissa. E os chinelos com cheiro de chiclete?
Quando entro em algum shopping fico looooucaaa com o cheiro de pipoca no ar que vem do andar dos cinemas. O cheiro do Mc Donalds já me enjoa!
... lembranças boas Liliam....
Cheirinho da maresia.... Brasil!
O cheiro da terra molhada, quando começa a chover... delícia!
O Natal no Brasil o cheiro das frutas e o Natal em Portugal o cheiro das castanhas a assar nas ruas. Quando criança adorava fazer feira com a minha avó e sentia o cheiro das frutas de longe.
Aliás sou boa no olfato. Sinto de longe.
Tem um cheiro que me lembra a adolescência, mas seria muito pessoal para postar.... rs.
Ai, o cheiro de uma loja de chocolates....
Algumas fragâncias de perfumes também me lembram épocas e fases da minha vida. Muitas vezes quando uma pessoa passou ao meu lado, deixando o perfume no ar, logo veio em minha mente algum momento....
Cheirinho de roupa lavada... com amaciante....
Cheiros, cheiros e cheiros.... e mais cheiros!
Eu cheiro.
Tu cheiras.
Nós cheiramos...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Caminhar...

As pessoas que caminham na praia parecem seguir o mesmo objetivo: chegar ao ponto de onde partiram. O cenário nem sempre é belo. Há corpos desfigurados, corpos sarados e cores em demasia que gritam umas com as outras. Quando o Verão invade o Inverno, a sensação que predomina é que as pessoas passam a valorizar ainda mais a natureza. Elas se encantam com um belo céu azul, e um calor que nos abraça fora de época.

Quando se começa a caminhar, sente-se a areia quente nos pés. Logo, olhamos para o mar infinito a nossa frente... cada passo traz uma reflexão. Cada reflexão gera um conflito interno, daqueles que trazem ótimos papos na mesa do bar. Se caminharmos sozinhos, bate uma saudade de coisas que nunca tivemos. Encontramos palavras que nunca expressamos e criamos histórias que dariam um belo romance.

Ah como a vida é cruel... há tantas pessoas, mas a solidão parece eterna. Há tantas direções, mas o que vemos é um único caminho. Há tantas palavras, mas elas me faltam... e chegar ao ponto de partida, nem sempre é o que realmente queremos...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Pressão

Desde que nasci, vim com a missão de provar algo à sociedade. Aliás, algo não, algo(s), se é que posso fazer um joguete da Língua Portuguesa.
Por ser menina eu tinha que me comportar, não agir como os meninos e estar sempre limpinha.
Ao crescer, ao entrar na escola, tinha que provar aos meus amigos que me saía melhor do que eles nas lições e deveres, que na aula de Educação Física saltava melhor, mas não deixando de me portar como uma menina...
Na adolescência tinha que mostrar a sociedade e a minha família que ainda era uma menina, mesmo que a minha sexualidade estivesse a flor da pele, não poderia fazer com o que os meus hormônios explodissem de alegria e prazer.
Ao terminar o colegial (que agora chama-se Ensino Médio), tinha que mostrar que eu sabia a profissão a qual seguir, e a família e a sociedade em conjunto, queriam me ver ingressando na universidade.
Agora no estágio em que estou, a sociedade quer me ver casada e com filhos no colo, mesmo que eu ganhe pouco para sustentar uma família (não esquecendo do lado paterno), por mais que o jovem da minha idade ainda não tenha uma casa própria (a não ser que tenha herdado), que tenha que pular de casa em casa alugada conforme as inúmeras crises que afetam trabalhadores que do seu dia pouco sobra para o prazer, que tenha que pagar inúmeras faturas, impostos e produtos de marca para estar dentro desta sociedade.
Eu não quero terminar a minha vida pagando o financiamento de uma casa que nem os meus filhos querem estar mais lá. Não quero olhar para trás e ver que não desfrutei dos meus sonhos, ânsias e desejos.
Quero mostrar a sociedade o que eu sou, o que eu quero fazer e como gosto de fazer.
Quero cantar bem alto, quero dançar em qualquer momento e lugar, quero conhecer pessoas e lugares, quero me redescobrir a cada etapa da vida, mesmo que a sociedade me reprima. Mesmo que os meus amigos e a minha família não me entendam. Pois para quê estou neste mundo, se a vida é tão curta e que após a morte não sei o que será da minha alma?