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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Pressão

Desde que nasci, vim com a missão de provar algo à sociedade. Aliás, algo não, algo(s), se é que posso fazer um joguete da Língua Portuguesa.
Por ser menina eu tinha que me comportar, não agir como os meninos e estar sempre limpinha.
Ao crescer, ao entrar na escola, tinha que provar aos meus amigos que me saía melhor do que eles nas lições e deveres, que na aula de Educação Física saltava melhor, mas não deixando de me portar como uma menina...
Na adolescência tinha que mostrar a sociedade e a minha família que ainda era uma menina, mesmo que a minha sexualidade estivesse a flor da pele, não poderia fazer com o que os meus hormônios explodissem de alegria e prazer.
Ao terminar o colegial (que agora chama-se Ensino Médio), tinha que mostrar que eu sabia a profissão a qual seguir, e a família e a sociedade em conjunto, queriam me ver ingressando na universidade.
Agora no estágio em que estou, a sociedade quer me ver casada e com filhos no colo, mesmo que eu ganhe pouco para sustentar uma família (não esquecendo do lado paterno), por mais que o jovem da minha idade ainda não tenha uma casa própria (a não ser que tenha herdado), que tenha que pular de casa em casa alugada conforme as inúmeras crises que afetam trabalhadores que do seu dia pouco sobra para o prazer, que tenha que pagar inúmeras faturas, impostos e produtos de marca para estar dentro desta sociedade.
Eu não quero terminar a minha vida pagando o financiamento de uma casa que nem os meus filhos querem estar mais lá. Não quero olhar para trás e ver que não desfrutei dos meus sonhos, ânsias e desejos.
Quero mostrar a sociedade o que eu sou, o que eu quero fazer e como gosto de fazer.
Quero cantar bem alto, quero dançar em qualquer momento e lugar, quero conhecer pessoas e lugares, quero me redescobrir a cada etapa da vida, mesmo que a sociedade me reprima. Mesmo que os meus amigos e a minha família não me entendam. Pois para quê estou neste mundo, se a vida é tão curta e que após a morte não sei o que será da minha alma?

9 comentários:

Érika Pereira disse...

Belo texto!
Será que isso é a crise dos 25? Pois ando sentindo as mesmas coisas. Também penso de que vale tanto esforço se a vida é tão curta? Mas mesmo assim amiga, acho que temos que persistir....

Vanessa Ribeiro disse...

Adoro o blog de vcs!!!!!!! Já sou mais uma seguidora!!!!!!!!!!!!

Liliam Silva disse...

Se calhar é crise dos 25 já perto dos 30... a vida tá fo**!

Liliam Silva disse...

Uma parte deste texto veio a minha cabeça na rua, chovendo e voltando da biblioteca depois de um dia de estudos, a procura de emprego e organizando os documentos para renovar a minha residência... tantas voltas e burocracias... claro que o texto na rua tinha um melhor formato (ao meu ver), só k cheguei em casa, tomei banho e fui comer e acabei por me esquecer, aí tive k retomá-lo... mas saiu diferente pela minha vaga memória.

Liliam Silva disse...

ao som de Love Song de Sara Bareilles... =)

Érika Pereira disse...

Eu sei como é isso. Se eu anotasse todas as idéias que tenho durante o dia, e os textos que vão formando na minha cabeça. Já teria feito um best seller rsrsrsrs é que minhas idéias são foda!

Jeff Santos disse...

É complicado mesmo mas vou te falar uma coisa, não é uma crise dos teus 25 anos pode ficar feliz porque depois PIORA!!! Tudo isso tem um lado bom refletimos sobre a vida, aprendemos com os nossos erros e acertos, aprendemos com as nossas desilusões. Mas acima de tudo aprendemos a estar no mundo, o que a sociedade pensa ou deixa de pensar, hummm que se foda, o importante é que sejas feliz e se ainda não o és, LUTA! Mostra quem és e o que queres da tua vida... Só isso importa, dai no fim de tudo ou será no inicio???!!!! saberas o que sera da tua BELA alma.
Bjinhos grande!

Liliam Silva disse...

obrigada pela tua visão Jeff! Bjx

regina disse...

Crescer como pessoa, esse é o objetivo de uma existência. Danem-se a regras ,ou o que as pessoas pensam. Se elas não aprovam o problema é delas e não nosso. Adoro a vida, e curtir cada minutinho que ela possa me modificar, pois tudo que passamos são aprendizados, bons ou ruins, que nos tornam diferentes. Meu filho tem um amigo, bem coroa que diz com seu sotaque português: "se falam mal de mim, fodam-se, se falam bem, fodam-se também..." Justa essa frase, pois não importa o que o outro pensa ou fala sobre nós, o que vale é ser feliz!!!!