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domingo, 23 de agosto de 2009

O que começa, termina.

São várias as sensações, os sonhos e os desejos. Nos deixamos levar. A vida, os dias, tomam formas e cores. Sorrimos. Sorrimos à toa. Nenhum problema nos estressa ou nos entristece. O cheiro, o toque, o olhar que nos conforta, como se neste ou naquele agora encontramos o nosso porto seguro. Cada dia vivido, cada experiência nova, cada descoberta, é uma surpresa e que no começo esta idéia é abraçada. Nos entregamos. O amor desejado, feito e celebrado, tem mais fogo, paixão e fantasia. Há conexão e deixamos de fazer parte da realidade a volta nos transportando para aquele momento único. O começo.
Após as descobertas, buscamos maneiras de não perder as sensações já vividas, de maneira a não perder a ligação. Seja num presente, num botão de rosa, num jantar especial, num bom vinho, num passeio longíquo no silêncio das montanhas ou no barulho do correr de um rio e do canto dos pássaros..., infinito são os momentos que nos surpreendem e que nos marca eternamente com uma música, um cheiro ou um sabor.
Mas a vida a dois seria mais fácil se não houvessem os problemas e as mudanças drásticas da vida. E por mais que sejamos fortes, maduros, precisamos da ajuda do outro que larga tudo para não te deixar cair, e que por vezes se deixa cair também.
Cair na rotina.
Um sonho, uma casa que foi contruída a dois, começa a trincar, a rachar o alicerce. Os desejos são postos a parte. O cheiro, o toque, aquelas sensações vividas já não são iguais. As qualidades não são vistas e os defeitos são evidentes.
As primeiras lágrimas rolam. Sensação de perda e insegurança.
Os anos passam. Podemos estar bem, como não.
Saturação.
As perguntas surgem em nossas mentes. Não há desabafo, com o medo do fim.
Mas o fim chega e é doloroso, pois encontrei a minha alma gêmea, mas esta quer seguir e os desejos e sonhos que construímos já não se encontram mais.



Ao som de Biquini Cavadão, Vou te levar comigo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lavagem Cerebral

O Bispo Edir Macedo foi novamente acusado há uns dias atrás. Mais um processo para a colecção dos vinte em que se safou.
Hoje a noite, após umas horas de sono, ligo a televisão e ao passar pela rede televisiva Record me deparo com um dos seus documentários informativos. Mas este não era.
Estava a detonar a rede televisiva carioca, Globo. A fomentar o que já sabemos, acerca de apoios nas campanhas de alguns políticos, um exemplo, o Collor. E que a mesma ajudou a derrubá-lo com as Diretas Já. Isto foi denominado: Monopólio.
Foram muitas as imagens em arquivo apresentadas e narradas por um jornalista que já trabalhou na Rede Globo.
Este depois, começou a falar do crescimento da Record e da guerra ao ibope. Com estatísticas de 2004 a 2009. Também comentaram sobre a rica vida da família Marinho, donos da Rede Globo, e de seus gostos, hobbies e viagens.
Depois foram até Manhattan conversar com o Bispo Edir Macedo que dizem ser alvo da Rede Globo e mostraram um culto evangélico celebrado por ele. O redimindo.
Mas nem entro nesta questão do Bispo, fico mais horrorizada com a falta de assunto para um documentário de uma hora, um assunto mal abordado por uma parte, ainda ocultando informações e fazendo da minha pessoa e de outras idiotas.
Todas as redes televisivas, revistas, em geral o meio de comunicação, tem os seus direitos e a quem apoiar. Sempre puxam a sardinha a alguém. Não nos façamos de imbecis.
Para a minha pessoa, ainda bem que há a internet e a televisão a cabo, e que posso buscar outros meios para me informar e mudar de canal, e que tenho este interesse em buscar melhores conhecimentos e perspectivas.
Mas fico preocupada com os milhares de brasileiros que não tem a mesma sorte e condições que eu desta escolha, e que por fim, um triste fim, não tem uma base de educação, pois todos os governos que passaram por Brasília entre outros locais não se preocuparam nos projectos para isto. E são essas pessoas, a maioria, são estas que vão para as urnas e que elegem o mesmo, o mesmo filho da puta (se é que me perm
item).

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Regras estabelecidas

É engraçado como a sociedade insiste em seguir algumas “regras” e nós acabamos por ter que dar satisfação se estamos cumprindo-as da maneira que deve ser. E se o que falamos, não vai ao encontro do que é determinado pela maioria, o errado é você. Na verdade, eu não diria errado, eu diria esquisito mesmo.

Apesar de saber de cor essas “regras”, ainda não me acostumei, pois quando sofro uma inquisição, acho espantoso. “Em que mudo esse ser que está à minha frente vive?”, penso eu. E acreditem: ele pensa o mesmo de mim, quando respondo aquilo que ele não espera.

Não é raro encontrarmos pessoas, amigos de infância, familiares que não vemos há muito tempo e pela falta de intimidade, ou excesso dela, as perguntas giram em torno dos mesmos assuntos.
Recebemos o indivíduo com um belo sorriso, ele retribuiu e atira:
- E aí, já casou?

Agora eu vos pergunto: Onde está escrito que é preciso casar antes dos 30?
Você responde toda orgulhosa de si mesma que não. Mas o orgulho é só seu, pois a realidade, a dura realidade é que o indivíduo está morrendo de pena de você, pois acredita que és uma pobre coitada que aos 24 anos, não tem mais chances de arrumar um bom partido e corre o risco de ficar pra titia.

É que para a maioria, nesta idade você já deveria estar com todo o enxoval cheirando a naftalina, com a prestação do buffet quase quitada, e planejando a Lua de Mel no Guarujá. No currículo, um namoro de 10 anos (aff), e com o puxadinho na casa da sogra todo mobiliado.

Não que quem queira isso para sua vida esteja errado. Cada um sabe aquilo que lhe cabe. Tem gente que sonha em ser Maria, mas tem gente que sonha em ser Madonna.

No tempo da minha avó, era motivo de vergonha ser mãe solteira. Hoje não tem problema nenhum e acho benéfico que as coisas tenham mudado. Não é justo mulheres serem “marcadas” por serem mães e não terem um marido. Como se isso quisesse realmente dizer alguma coisa sobre a maneira como ela educará seu filho.

Mas as coisas mudaram e quando você não tem filho, você é a esquisita. Pior ainda é o olhar que lhe dão quando afirma que não pretende ter filhos. Aí, você é a escória do mundo... E quando diz que não quer se casar, e que morar junto é melhor, dá menos trabalho. Você nem precisa se enfeitar feito um bolo de aniversário no dia do casamento – bem melhor.

Aposto que meus três queridos leitores já passaram por isso e entendem bem o que quero dizer. Não só na questão do casamento, de ter filhos, de seguir os padrões... Diga-me, qual é a regra que você foge? No que você discorda da maioria?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Quando começamos a errar na vida?


Tem dias que essa pergunta nos vem à mente. É quando tudo dá errado, é quando olhamos para trás e percebemos que nada mudou, que o mundo parou de girar e que os passarinhos não cantam mais.
É triste quando a gente chega atrasado. Chegar atrasado não é legal. Dá um desespero quando a vaga de emprego já foi preenchida, quando os ingressos da sua banda preferida, que vinha tocar no Brasil para fazer apenas um show acabou e você chegou atrasado e ficou sem. E quando a pessoa que você se apaixonou já é comprometida? É porque você chegou atrasado.

Às vezes até respiramos e pensamos que é só uma fase, mas fase é uma coisa que dura pouco tempo e que depois passa, mas a sensação é que isso está durando mais que missa de 7º dia! Aí bate aquele desespero.

Como é difícil aprender a viver. Aprender que a vida é uma luta e que se não estivemos preparados, ela vem e nos dá uma rasteira e aí fica mais difícil levantar. Como é difícil aceitar o atraso. Se conformar que a vaga já foi preenchida, que o trem já passou, que alguém chegou na frente e conquistou primeiro, o coração daquela pessoa tão especial.
Quando se começa a chegar sempre atrasado, somos invadido por um medo incontrolável. Medo de que nunca chegaremos à frente e de que estamos destinados ao atraso.

Como é difícil viver sem o amor, sem a alegria e vontade de levantar todas as manhãs e sorrir porque o sol está brilhando. Como é difícil aceitar que é preciso jogar para disputar um lugar ao sol. Como é difícil disputar espaço nos corações, nas lembranças, nos desejos, nos sonhos... como é difícil estar fora dos planos de alguém. Não olhar na mesma direção que o outro, não dividir o mesmo espaço...

Mas quando de fato chegamos à frente? Será que o mais fácil é seguir, sem esperar nada da vida? Não esperar que o outro lhe enxergue e sim, que você se enxergue primeiro? Porque sempre temos a sensação de que estamos agindo certo, mas, como diz a letra da música, “foi só o tempo que errou”. E não dá para brigar com o tempo é nocaute na certa.

E mais uma vez como diz a letra, “quando vejo o mar, algo me diz que a vida continua e se entregar é bobagem. Já que você não está aqui o que posso fazer é cuidar, de mim de mim”.