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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Speed Preso


Um cão foi detido. Sim, eu disse: - Um cão foi detido! Não é Pitbull. Speed é da raça Yorkshire e esteve em prisão domiciliária em Famalicão.
Este quando saía do seu prédio para fazer suas necessidades, foi surpreendido por um familiar de um dos inúmeros vizinhos.
Speed anda estressado, pois a sua esposa Nina deu a cria, e nos tempos de crise não sabe muito bem como dará o sustento aos filhotes, e então rosnou. A senhora que se deparou com a fúria de Speed por sua vez o enfrentou.
Foi tamanha a confusão, que Speed arranhou a perna da senhora. Com os nervos, a senhora em vez de se dirigir ao hospital mais próximo, isto com o apoio dos donos do Speed, preferiu chamar a polícia.
Assista ao vídeo de indignação:


domingo, 25 de outubro de 2009

"Caim" 2009 POLÊMICO!!!



*Texto de Jefferson Santos
Mais uma vez a polêmica! Não sou grande fã deste autor e acho que ele conseguiu dar um golpe de mestre no lançamento deste livro, cá não se fala de outra coisa, José Saramago contra a igreja.... e ai posso dizer que tornei-me fã nº 1 deste senhor. Sou religioso? Não! Acredito em DEUS? Não! Cada um cada um, acho que as pessoas têm que ter suas opiniões e respeitar a dos outros.
Sou contra a igreja católica e todo o monopólio que os cercam, pensam que são intocáveis com os seus clãs e cleros, na verdade não passam de uma seita!!! Choque, não!!!! é apenas a minha opinião, Bispos e padres molestam e violam crianças em todo o mundo!!! Mas são contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pessoas em todo o mundo morrem de fome, de sede, não tem o que vestir, nem onde morar. Mas no Vaticano, os santos e as igrejas são feitas de ouro, vestem-se com roupas feitas pelos melhores "estilistas" e depois falam sobre a pobreza e a miséria!
Hilário???!!! Contraditório o que mais me deixou fulo nesta história e que apenas os católicos, ficaram ofendidos!!!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A Rua Doze

A Rua Doze agora é outra. As crianças da geração atual não precisam mais se aventurar no matagal para pegar bolas, cordas, chinelos e tudo aquilo que servir para brincar.
Elas também não precisam correr e se esconder, quando a bola bater com toda força no portão de alumínio do seu Vadinho - que Deus o tenha! “Desculpe ae, seu Vadinho, muitas daquelas boladas foram minhas”.
O degrau do portão da dona Lindalva também se foi. A nova moradora, cada vez mais, amplia a residência, seja para frente, para tras ou para o lado: só Deus sabe aonde ela quer chegar. O confortável degrau era uma espécie de Roda Viva, Café Filosófico e porque não, Show da Xuxa?
O orelhão, que servia para que as crianças segurassem as mãozinhas durante a brincadeira que se chamava “Banana Podre”, também se foi. Hoje, todos os cidadãos ruadozenses têm telefone em casa.
Preciso voltar ao matagal. Ele fez história, não há como negar. Tem gente que jura de pé junto que jamais caiu ali, depois de beber meio litro de vinho Chapinha.
“Eu fiz de propósito”. A gente finge que acredita.
Aquele espaço sempre foi o terror dos moradores. “Vamos fazer um abaixo assinado!”. Pensaram em transformar em praça, piscina ou palco para shows do guitarrista de plantão que insistia em tocar bem na hora da novela.
Depois de darem muitos autógrafos em vão, alguns moradores providos de imaginação artístico-cultural arregaçaram as mangas e não só cortaram as gramas. Formaram um espaço de gastronomia e lazer e foi daí que surgiu o “Quiosque do Vaguinho”. “Ai, que saudade daqueles lanches!”
Durante os tempos do Quiosque, Vaguinho não mostrou apenas seus dotes culinários: porção de calabresa, X Egg, X Salada, X Tudo, e até pastel ele fez. Mostrou que era um garoto prodígio: fez o dinheiro dos moradores circular e em menos de seis meses conquistou crítica e público.
Percebendo o sucesso, foi ainda mais engenhoso. Contratou a Paulos’ Band para alegrar as noites de sábados com música ao vivo, e com direito aos espectadores de pedir mais uma. O mega empresário ainda acrescentou Vídeokê às sextas-feiras e, aos domingos, o Campeonato Brasileiro alegrava a rapaziada.
Tamanho sucesso só poderia despertar a fúria dos concorrentes!
Ficamos sem Quiosque!
Mas nada era páreo para a turma de jovens da Rua Doze. Inventaram outra maneira de diversão a preços baixos. Vaquinha para a bebida, violão do Foló com participação especial de Érika e Elton.
Essa turma de jovens passou todas as fases da vida na Rua: nasceram, cresceram e hoje são adultos, mas não significa que deixaram as sandices de lado.
Agora, a turma de jovens que habita a Rua Doze é outra. Eles são mais tecnológicos e mais “espertos”. Eles não têm um matagal, mas tem uma praça com playground. (Isso mesmo minha gente, a praça virou realidade).
Pular corda, amarelinha, jogar taco, mana mula, bico na bola, queimada, vôlei e futebol são brincadeiras em extinção. Pois é, até futebol é difícil de ver.
E olha que eles nem sofrem mais com o terror da bola furada do Seu Charutinho. É que toda bola que caía no quintal do seu Charutinho, sofria um corte profundo, e que nunca dava chances de sobrevivência à vítima. Para salvá-la era preciso que alguém muito habilidoso pulasse o muro com toda cautela para despistar o assassino.
Mas seu Charutinho, no fundo, tinha uma alma boa: ele jogava as vítimas de volta para a rua, para que tivessem um enterro digno.
Personagens é o que não faltam nesta Rua. Alguns já se foram e deixam saudades, outros ainda permanecem e causam desgosto. A Rua Doze parece a Vila do Chaves, tem até a bruxa do 71. A Rua Doze é uma rua sem saída, o que lhe dá ares de condomínio fechado. A Rua Doze também é acolhedora. A Rua Doze também já formou casais e já “desformou”. As pessoas que vivem nesta Rua são alegres e estão sempre dispostas a ajudar.
Continua...

domingo, 11 de outubro de 2009

Amor Platônico

Mesmo que não esteja, perto o coração dispara só com o simples pronunciar do nome. Mesmo sem nunca beijar, sentimos o gosto. Mesmo sem nunca ter tido, sentimos saudades.
Como se só o amor sozinho não bastasse, por causar maremotos e destruição em massa, ainda inventaram um tal de amor platônico.
Alguns dizem que o senso comum se encarregou de roubar a nomenclatura e entendimento errôneo da filosofia de Platão, para definir aquele tipo de amor que sentimos por alguém que nunca tivemos. Um amor perfeito e idealista que criamos e imaginamos o outro um ser primoroso.
Aquele que serve para ser o pai dos filhos, aquele que por convicção nossa, ou simples achismo, é inteligente, bem humorado, bonito, sensual e nem é pão-duro! É com ele que passamos as noites em claro, ou quando conseguimos dormir, ele invade nossos sonhos. É por ele que escrevemos poemas, e é ele que nos faz suspirar; aquele suspiro de garota apaixonada que aparece nos finais de novela.
Se Platão caiu de pato nessa história, eu não sei - não tive tempo de ir ao Google. Mas se fizermos um esforço e lembrarmos das aulas de Filosofia, talvez a definição não seja tão equivocada.
Afinal, o que mais fazem aqueles que amam platonicamente, do que projetar as sombras e acreditar que é somente essa realidade que existe? Nós, literalmente quando vivemos esse tipo de amor, damos as costas para o mundo, não olhamos ao nosso redor e acreditamos que se não for com aquela pessoa, não será com outra que se conhecerá o que de fato é felicidade.
O pior, ou melhor, é que todos já sentiram um dia, ou se ainda não sentiu, não se desespere, pois não existe idade, e nem prazo de validade. Dura, dura muito!
É mais fácil esquecer um ex-namorado, do que esquecer um amor platônico. E sabe por quê? Por que conhecemos de traz para frente os defeitos de um ex. Lembramos com amargura cada “pisada na bola”, cada palavra ofensiva, cada presente sem graça, cada transa ruim... Agora, um amor platônico é belo, é perfeito. Por mais que tentamos, não conseguimos enxergar um só defeito. Nesse tipo de amor, colocamos o ser amado, como se fosse até melhor do que nós mesmos. Com ele, missa de domingo vira programa, Zorra Total fica engraçado e até série D vira Copa do Mundo. O dia fica azul, pimenta fica doce e goiabada vira sobremesa!
E é exatamente por tudo ser perfeito, claro, como nós idealizamos, é que demora ainda mais para passar. Meses, anos, décadas... Alguns acreditam até que nunca esquecemos, porque sempre ficará o gostinho de “e como teria sido?, “quem me dera”, “e se...”.
O triste do amor platônico, é que as recordações permanecem só na memória. Não há presentes guardados, nem bilhetinho de bala, nem fotos, nem música, nem sabor...
Como podemos amar se nunca tivemos? Lamento em dizer, mas neste tipo de amor, não há um ser superior, dono de conhecimento e super evoluído que solte suas amarras, para te livrar dessa triste escuridão e levá-lo para a realidade.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Drama de um cotidiano.

Ontem na minha querida folga fui no Consulado do Brasil no Porto pedir o atestado de antecedentes criminais que a empresa a qual trabalho lembrou-se que era necessário para a documentação estar completa. Enfim... uma distância de 53km e mais um pouco. De carro? Não. Peguei o comboio (trem). Uma seca!
Chegando lá, caos total. Muita gente. E muitos papéis pelas paredes. Um destes informativos dizia que a partir do dia 21 de setembro deste ano, o Consulado do Brasil não emitia mais os antecedentes criminais, e que o cidadão brasileiro teria que trazê-lo já impresso para o Consulado homolgar, e que isto teria um custo de 5 euros. Ah! Também informava que há 3 lan houses no shopping mais próximo.
Eu ri. Sim, eu ri. A cada dia que coloco lá os meus pés descubro que o Consulado faz menos tarefas.
Então eu tenho que me deslocar até uma lan house, entrar no site da Polícia Federal, colocar todos os números de documentos e imprimir...
Bem, o meu drama estava só no princípio.
O formulário pedia o CPF. Bem, o SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras) acede à página da Polícia Federal e vê os meus antecedentes criminais para aquisição do título de residência sem o CPF. Moro há 6 anos em Portugal, e não ando com o CPF. Apenas com passaporte e título de residência fora os documentos portugueses.
Um euro por 30 minutos mal utilizados foi à vida. Toca a ligar para o namorado que estava a trabalhar e pedir para que ele retornasse por favor a casa e me passasse o número do CPF. Enquanto isso tomei meu pequeno- almoço, com um delicioso croissant quentinho. Pensei, agora consigo!
Voltei na lan house, e paguei mais um euro. Toda contente a preencher o formulário, confirmo os dados, repito aquelas letras de segurança e: Não foi possível emitir o seu atestado de antecedentes criminais com os documentos fornecidos. Se dirija até uma repartição da Polícia Federal mais próxima. Isto não quer dizer que não haja o seu registro.
Endoidei!
Voltei no Consulado, e perguntei na recepção se havia acontecido com outros cidadãos e o que eu tinha que fazer. A atendente disse que eu tinha que pedir uma procuração para que alguém resolvesse meu caso no Brasil. Passou-me uma folha e uma senha com uma delicadeza que ouviu-se o bater da mão dela no balcão. Gentileza! Deu-me uma vontade de mandá-la pra...
Lá também haviam pessoas a querer autenticar o registro de casamento. Mas o Consulado também não dispõe mais deste serviço.
Tenho cara de palhaça?
Para descontrair caminhei devagar pelas ruas do Porto a respirar, depois sentei-me no Mc Donald´s para degustar um lanche rápido, mas sempre rondava a pergunta em minha mente: Tenho cara de palhaça?!
Volto para Braga sem o que queria, gastei dinheiro, gastei horas da minha folga, e voltei numa viagem de 1h e 15 minutos a dormir.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cor, raça, sexo! Qual é a sua origem?

Preconceito; conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou razoável; superstição; prejuízo.
Quem nunca sentiu na pele? Quem nunca o fez? É ridículo mas por vezes fazemos juízo de determinada pessoa, da maneira como ela veste-se, da maneira como ela come, e etc.. É impossível eu como Imigrante não falar do preconceito que camuflado existe pelo facto de ser Brasileiro. Confesso que em determinada altura tenho orgulho de pertencer a minha pátria, mas a maior parte das vezes tenho preconceito com os meus compatriotas é ridículo, sim eu sei, mas acho que quando nascemos no Brasil, colocam-nos um chip em que é muito difícil confiar em alguém, e aqui então nem se fala.
Descobri que posso confiar na palavra de uma pessoa mas não consigo confiar na palavra de um conterrâneo, credo é horrível! Parece que julgo uma nação por meia dúzia de pessoas, há tempos quero escrever sobre isso mas é complicado, o texto torna-se muito pessoal... é triste porque falo sobre coisas que no dia a dia eu abomino, mas pratico sem me dar conta.
Não critico a religião mas não gosto de fanatismo! (preconceito)
Não me importa a cor, mas digo preto! (preconceito)
Não suporto a xenofobia, mas não gosto dos Franceses, Alemães e Norte Americanos! (preconceito)
Conclusão critico mas faço tudo e sem me dar conta, e sinto na pele o que é isso há anos Hitler tentou criar uma raça superior o maluco queria a Europa fosse controlado por Alemães, começou por invadir os países de língua germânica, Áustria, Polónia, Checoslováquia, etc.. Ele era dominado pelo ódio e mandou exterminar milhares de pessoas, judeus, ciganos, e homossexuais. Este ultimo eu sei bem o que é, ouço muito, não tenho nada contra mas deus que me livre que meu filho ( a ) fosse assim.
Não os critico não somos obrigados aceitar ninguém, mas é preciso que haja respeito... educação... vivemos em um mundo livre, onde todas as pessoas podem circular sem ter problemas, miscigenação, religião, cultura, onde a vida dos outros não nos diz respeito.... Talvez seja mais cómodo tentar cuidar da vida dos outros ou criticar.