Páginas

domingo, 28 de março de 2010

A imbecilidade de Comer Rezar Amar X Os maravilhosos livros de Vargas Llosa e Joan Didion

Nos últimos dias, três livros caíram em minhas mãos: O elogio da Madrasta, de Mario Vargas Llosa; O ano do pensamento mágico, de Joan Didion e Comer Rezar Amar, de Elizabeth Gilbert. Na realidade, este último foi indicado por uma colega jornalista.
Já havia ouvido falar do livro, e pude perceber que ficou por semanas na lista dos mais vendidos (se é que ainda não está). Porém, nunca me interessei em lê-lo, pois pensava, não sei o porquê, que se tratava de auto-ajuda. Foi então que essa colega jornalista disse que eu precisava ler, pois eu ia gostar, que era maravilhoso e que se tratava de uma história real onde a personagem, a própria autora, Elizabeth Gilbert, retrata sua experiência de um ano viajando por três países: Itália, Índia e Indonésia.
Ops, pensei: ‘então trata-se de um ensaio pessoal’. E ensaio pessoal é um gênero que muito me interessa. Tanto que faz parte de uma das disciplinas da Pós-Graduação que faço em Jornalismo Literário. Sendo assim, não titubeei e pedi o livro emprestado.
No dia seguinte, a colega de trabalho o levou para mim e na hora do almoço optei por comer um pão dentro da redação mesmo, para que eu pudesse começar ler o livro o quanto antes. E assim foi...
Acredito que estava próximo da página 50 quando os pedidos que fiz pelo Submarino chegaram: O elogio da Madrasta, de Mario Vargas Llosa; O ano do pensamento mágico, de Joan Didion; e Canalha, de Fabrício Carpinejar. Dos três, o que queria começar primeiro era o de Vargas Llosa. Porém, o de Joan Didion era item “obrigatório” na bibliografia da Pós. Mas eu tinha que terminar Comer Rezar Amar. E agora?
Insisti mais um pouco nas entrelinhas de Elizabeth, mas fui vencida pelo SACO CHEIO! Puta mulher chata e infantil. Para se ter uma idéia do quanto ela é boba, há uma cena onde ela está dentro do carro com uma amiga, e, aconselhada pela mesma, decide escrever um abaixo-assinado onde todas as pessoas que ela pudesse imaginar, assinariam seu pedido de divórcio. Ela escreve enquanto sua amiga dirige, e logo ela começa uma sucessão de nomes, que, em seu pensamento, teriam assinado seu abaixo- assinado:
“Então comecei a citar os nomes de todas as pessoas que pensei que assinariam aquele abaixo-assinado... Abraham Lincoln acabou de assinar! E Gandhi, e Mandela, e todos os defensores da paz. Eleonor Roosevelt, Madre Teresa, Bono, Jimmy Carter, Mohamed Ali, Jackie Robinson e o Dalai Lama...”
Tamanha imbecilidade foi o ponto máximo para eu me irritar e abandonar a leitura. Pensei: ‘poxa, eu tenho tanta coisa boa para ler, não vou perder tempo com essa boba!’
Eu sei que o livro é um best seller e já vendeu cerca de 4 milhões de exemplares. Mas isso não significa que seja bom de fato. O texto dela é pobre, seu pensamento então é de doer. Nem parece que já é uma mulher de trinta e poucos anos (época que escreveu o livro).
Foi então que decidi começar a leitura de O Ano do pensamento mágico. O livro é um ensaio pessoal onde a jornalista Joan Didion retrata sua experiência após a morte trágica de seu marido.
“A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante. Você senta para jantar, e aquela vida que você conhecia acaba de repente....”
Essas são as primeiras frases do livro. E é exatamente isso. Durante uma noite, enquanto preparava o jantar e conversava com seu marido, John Gregory Dunne que morre de repente. Ao invés de falar do quanto sofreu e do quanto foi duro, Didion faz uma narrativa inteligente, cheia de questionamentos e diálogos interiores muito atrativos.
A única coisa que me incomodou um pouco foi o fato de, em muitos momentos, ela querer dar uma de sabe tudo. Tirando isso, o livro é muito bom!
Assim que terminei esse fui correndo pegar O elogio da Madrasta, de Mário Vargas Llosa, pois era o livro que estava mais ansiosa para ler quando fiz os pedidos.
O livro é genial e os personagens Dom Rigoberto, Dona Lucrécia e Fonchito são ótimos. Literatura da boa! É impressionante a riqueza de detalhes e as descrições minuciosas de Vargas Llosa. Fiquei apaixonada! Um vocabulário riquíssimo. Aprendi muito com este livro e recomendo para todos.
Apesar de ser uma narrativa meio erótica, o livro é de uma singeleza extraordinária! Não posso falar muito para não estragar a surpresa, mas fiquei contentíssima com este livro. O que posso dizer é que conta a história do casal Lucrécia e Dom Rigoberto que vivem um momento de muita felicidade. Após completar 40 anos, Lucrécia sente-se bela e sensual. O casal vive uma eterna lua de mel e acreditam que nada pode atrapalhar suas fantasias. Até que o filho de Dom Rigoberto, Fonchito, se descobre apaixonado pela madrasta, podendo assim, mudar toda essa história.
Como vocês podem perceber, abandonei um livro e me diverti à beça com outros dois maravilhosos. Por isso, não tenho mais medo e aconselho a todos a fazerem o mesmo: foi até a página 50 e o livro não lhe encantou, abandone. Não há motivos para se torturar em um livro ruim. Afinal, há muita coisa boa para se ler!

26 comentários:

Érika Pereira disse...

Ué, por que ninguém comentou? Escrevi muito?? rsrs

Jeff_Santos disse...

Nossa que ansiedade!!! Uma coisa podes ter certeza escreveste muito!!!! O texto é enorme! Penso que a leitura é muito pessoal,... eu odeio best sellers, não gosto de filme vencedor do Oscar!!! Credo é verdade não gosto desta cena, acho que muita coisa é moda... Acho que a leitura tem tudo haver com o momento que estamos passando, tenho todos os livros do Paulo Coelho e no entanto, hoje era incapaz de comprar um. Dan Brow então esquece!!! Mas isso é porque eu não me identifico com eles, esta minha fase já passou... Eu tenho um livro a mas ou menos 5 anos, começo a ler e de repente paro, a leitura é chata, dificil, a escritora da tantas voltas que eu acho que até ela se perdeu no meio do enredo!!!!! Mas não me dou por vencido um dia termino de ler.... Adoro ler a historia do mundo, coisas da 2º guerra, é claro que estou aberto a tudo, mas não sou fiel a nenhum tipo de literatura. Claro que isso não inclui a turma da monica.

Érika Pereira disse...

Ahhhhhh eu gosto da Turma da Mônica! uhauhauhauha
Você está tentando teminar Comer Rezar Amar, é isso? Se sim, esqueça essa merda!

regina disse...

oi Linda, que boas dicas. Quem nunca abandonou um livro chato ? Eu não insisto se chego na página 50 e não me apaixono por ele. Prá que perder tempo? Eu ganhei o livro A menina que roubava livros e claro, comecei a mastigar a história, mas não passava na garganta. Não li!!! Se é bom ? Se ficou meses como um dos mais vendidos não me interessa, é simplesmente chato. A cabana também, um livro muito divulgado e li até o final, pois queria tirar minhas próprias conclusões. mas não gostei. Faço isso também, largo um e pego outro, pena que livros são tão caros... Bjus!!!

Cecilia Nery disse...

Érika, que bom que meus posts estão lhe dando dicas de leitura. Também pretendo fazer ensaio pessoal, por isso estou lendo alguns livros desse tema. Também li O Ano do Pensamento Mágico e me identifiquei bastante, e logo farei um post sobre ele. Ágora vou ler "O lugar escuro", de Heloísa Seixas, também Ensaio Pessoal, se quiser conferir a dica... Beijos.

Liliam disse...

Amei a dica e o seu texto tá 10! Comprei dois livros: Jane Eyre k já li e o tenho no Brasil, mas comprei este pela ilustração maravilhosa da Paula Rêgo, e tbm é um clássico da literatura inglesa k adoro, e outro k tô pra ler e nao tive tempo k é o Idiota do Fiodor Dostoiévsk...

Jeff_Santos disse...

Acho que não tem coisa pior que um livro chato.... é claro que tudo tem um lado bom, aquele livro chato pode ser maravilhoso nas noites de insonia.... O livro que eu falei chama-se Maria Madalena e o Santo Graal..... Eu tambem adoro a turma da monica.... e os gibs da Marvel....

People preciso de um favor perdi o vosso contacto do MSN e o telemovel, Érika e Liliam mande-me por mail....
jeffersonpt.santos@live.com.pt

Wanessa Alves disse...

hauhahauuhaa vou começar a ler Comer Rezar Amar. Ganhei de aniversário há 8 meses e não li nm a contracapa. Agora que a Érika falou que é ruim deu vontade de ler, assim já vejo o quanto aguento e repasso... chega de livros encalhados.

Érika Pereira disse...

Depois que você começar a ler, venha dar aqui seu testemunho. rsrsrssr

Jeff_Santos disse...

Chegamos a um impasse!!!! Hoje estive na conversa com uma cliente e descobri que este tal livro, foi indicado pela Ophra talvez tenha se tornado um best seller por causa disso.... Resumo da historia a minha cliente adora o livro.... e eu pergunto;
E agora como ficamoos...????

Érika Pereira disse...

O livro é ruim! A autora é imatura e tem um texto sem graça, repetitivo. Bom, a Vanessa vai começar a ler. Acho que ela pode dar um parecer sobre esse livrinho. rsrs

Anônimo disse...

Comecei a ler ontem à noite, mas até momento estou tentando decifrar a Introdução ou o que a autora refere-se de " Como funciona este livro".

Wanessa Alves disse...

Comecei a ler ontem à noite, mas até momento estou tentando decifrar a Introdução ou o que a autora refere-se de " Como funciona este livro".

Elenice disse...

Minha pergunta é "Você acabou de ler Comer, Rezar e Amar?" Pelo visto, não. Eu li é adorei. Na minha opinião qualquer pessoa inteligente que se presa, começa e termina de ler um livro, seja ele bom ou ruim, para poder dar uma opinião decente. Então aos inteligentes acima, que não conseguiram sair nem do "Como funciona esse livro" pensem: Porque o livro que vocês estão falando mal, está no topo de melhor best seller? Será que maioria realmente é burra ou vocês que são?!
Boa semana!!

Érika Pereira disse...

Elenice, Não diria que a maioria que lê best seller é burra. Acho meio indelicado chamar alguém de burro, entende? Não é porque um livro está na lista dos mais vendidos que ele necessariamente seja bom. Eu discordo de você com essa história de que é preciso terminar de ler um livro. Se ele for ruim, sou a favor de que se pare e comece outro, nem que um dia você volte a lê-lo, caso sinta vontade, claro. O tempo por aqui é curto e acho um desperdício se torturar em um livro chato, só para se sentir inteligente. Afinal, há tanta coisa boa para ler.

Liliam Silva disse...

Há livros com o qual não nos identificamos. Seja a escrita, a mensagem passada que não recebemos bem com o momento que estamos a viver...há vários "poréns".
A visão que tenho, no geral,é que os livros que estão no "top" são de leitura fácil, leitura corrida... há pouco conteúdo linguístico e cultural.

Liliam Silva disse...

Eu já abandonei livros. Também já parei várias vezes no mesmo ponto e não consegui avançar...

Elenice disse...

Érica, como podemos ver temos opiniões bem diferentes. Como vou falar que giló é ruim se só senti o cheiro dele?! Então, o último livro que eu li, foi A CABANA (outro Best...) e sinceramente o começo é um saco, mas quando cheguei na metade do livro vi que todos aqueles detalhes serviram para enteder o livro até o final e por fim fiquei maravilhada pela história. Por isso continuo com minha opinião de só falar do que eu conheço inteiramente, seja livros, comida e pessoas.

Érika Pereira disse...

Sim, Elenice e isso é ótimo. Já pensou se todos tivessem as mesmas opiniões? Como o mundo seria chato? Eu também não acho que quem só lê beste seller, tem muita propriedade para falar mal de uma crítica. Best sellers seguem uma fórmula de sucesso e como a Liliam disse, não há uma preocupação com cultura e muito menos com literatura.
Mas precisamos de opiniões diversas, portanto, continue a nos visitar.
Abraço e boa semana!

Wanessa Alves disse...

hahaha eu faço parte dos burros. Ser intelectual dá muto trabalho e não tenho paciência para provações.

Eu parei o livro no "Como funciona este livro". Sinceramente, não quero entender como funciona.

Mas ainda bem que exitem pessoas com bom senso, senão daqui a pouco as pessoas vão começar a comer fezes para ter certeza que não é ruim, pular do penhasco para saber se é mesmo dura a queda ou continuar perdendo tempo com coisas que não estão agradando só para chegar no final e dizer: Que droga!

Se alguém quiser este livro de presente, é só pedir!

Liliam Silva disse...

Comer Rezar Amar já tem um filme... Alguém já viu?

Liliam Silva disse...

http://www.youtube.com/watch?v=iZzmqHJ0gPU

Érika Pereira disse...

Não vi. Não chegou ainda por aqui. Bem da verdade, nem sei se foi lançado ainda.

Liliam Silva disse...

Estréia nos EUA neste verão... (verão americano e Europeu), e a atriz principal é a Julia Roberts.

Virgínia disse...

Finalmente encontrei pessoas que não dizem mil maravilhas sobre o livro, só porque ele virou modinha!

Só tenho 2 certezas na vida. A primeira é a da morte. A segunda, é que não vou terminar esse livro porque ele é abarrotado de clichês e muito, muuuuuuuito chato.

Não tenho paciência com esse dramalhão todo por causa de um divórcio (como se a autora fosse a primeira pessoa no mundo a se divorciar), tampouco com gente que gasta 5 laudas pra descrever uma po##%$# dum chafariz em Roma.

Neste caso, confesso que prefiro as historinhas da Mônica. De verdade!

Érika Freire disse...

Olá Virgínia,
Sem sempre bem-vinda por aqui.
abraço e obrigada pelo comentário.
Érika