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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Hanami, cerejeiras em flor”

Quando iniciamos este blog ficou combinado que não faríamos resenhas propriamente ditas. O objetivo era apenas comentar, sem compromisso. Escrever o que sente e isso basta!
Misto de alegria e tristeza. Foi assim que saí do cinema após a sessão de “Hanami, cerejeiras em flor”. Triste belo filme. Assim mesmo, sem vírgula, sem ponto. Chorei, ri, pensei…
O filme da cineasta alemã Doris Dorrie quase levou o Urso de Ouro no Festival de Berlim e ganhou 7 outros prêmios internacionais.
Trudi descobre que seu marido, Rudi, está com uma doença terminal. O médico sugere que eles façam juntos uma viagem. Um dos sonhos de Trudy é conhecer o Japão. Porém, convence o marido a visitar os filhos em Berlim.
Quando o casal chega por lá, percebe que os filhos cresceram, formaram suas vidas e, por isso, não têm mais tempo para os pais. Essa é uma das primeiras questões que o filme levanta: o tempo.
Mesmo sem a atenção dos filhos, Trudi e Rudi conseguem administrar a situação. Percebem agora que precisam cuidar um do outro.
Logo, o filme corta a narrativa e dá ao espectador uma surpresa. Rudi, para realizar o sonho da esposa, viaja para o Japão para passar um tempo com um dos filhos. Este, tomado pelo trabalho, logo se cansa da presença do pai. “Ele fica sentado aqui sem fazer nada o dia todo. Não sei mais o que fazer. Ele já foi a todos os passeios da cidade. Não posso sugerir um passeio todo dia. Simplesmente não tenho tempo. Desculpe, mas ele está me deixando nervoso.”
Em um dos passeios, Rudi encontra uma jovem que dá a ele toda a atenção que o filho não dá.
Tempo, relacionamento entre pais e filhos, morte, amor e amizade são tratados com singeleza. Um filme timidamente encantador!

Nota: 9

Publicado no blog da Revista Studio Box

Um comentário:

Liliam Silva disse...

Esse filme deve ser mesmo lindo.