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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Pout pourri de filmes

Resolvi fazer um pout pourri de alguns filmes que assisti nos últimos dias, e que não tive tempo de resenhá-los:

DVDs

Hotel Ruanda: Fazia parte da minha listinha, e o coitado sempre era deixado de lado. Resolvi dar uma oportunidade a ele, que não me decepcionou. Fez-me lembrar de “Diamantes de Sangue”. O Filme é bom e retrata o conflito político que aconteceu em Ruanda, onde quase um milhão de pessoas foram mortas em apenas cem dias.

Edukators: Alguns amigos já haviam indicado este filme. Três jovens rebeldes que querem mudar o mundo. Invadem mansões, mas não roubam nada. Apenas trocam os móveis de lugar, deixando em seguida uma mensagem. O conflito começa quando o grupo precisa, por falta de opção, sequestrar um empresário. Gostei bastante principalmente porque é daqueles tipos que não se fecham. Dão margem à reflexão e isso é ótimo.

Eu você e todos nós: Indicado por um amigo mais que especial. O filme mostra uma singeleza incrível ao abordar questões complexas, como o medo, por exemplo: medo de se relacionar, de se abrir ao novo, de se descobrir.

Brilho eterno de uma mente sem lembrança: Eis aqui outro que estava na minha lista. Confesso que, neste caso, fiquei adiando porque desconfiava muito de Jim Carrey em um papel dramático. Mas ele me impressionou muitíssimo. O filme é bom e também levanta várias questões: “Afinal, nem a “ciência” pode acabar com um amor?”. Ou “Será que tudo nesta vida são meras repetições?”.

Zelig: Decepcionante!Principalmente por se tratar de um filme cujo diretor é Woody Allen. Mas há coisas boas! Achei o filme belo, quase todo em preto e branco. Achei diferente, original. Mas, mesmo assim, não gostei porque não tem boas piadas.

Noivo neurótico, noiva nervosa: Gostei, mas ri pouco.

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom: Tudo é clichê, mas tem lá seus encantos, como, por exemplo, o editor, Luke Brandon (Hugh Dancy). É um típico “filme domingo”.

Bem me quer, mal me quer: Uma surpresa! Ele estava meio perdido, em um cantinho escondido da locadora. É um filme francês estrelado por Audrey Tatou. Há quem diga que a moça perdeu a moral depois de protagonizar, ao lado de Tom Hanks, o filme “O Código da Vinci”. Porém, ainda me simpatizo por sua atuação. Ela me surpreendeu muito em "Coco antes de Chanel", um filme do qual eu não esperava nada. E, claro, o inesquecível “O Fabuloso Destino de Amelie Poulin”. A sinopse de “Bem me quer, Mal me quer” dizia mais ou menos que: “Angèlique (Audrey Tatou) é uma estudante de artes que só pensa em Loïc (Samuel Le Bihan), um homem casado que não liga para ela, e ainda a trata mal. Mas ela não desiste! Achei que poderia ser apenas “legalzinho”, mas foi uma grande surpresa. Angèlique é simplesmente uma apaixonada? Vive um amor platônico? Há muito mais por trás de tudo isso. Vale muito a pena vê-lo.

Fale com ela: Belíssimo! Como quase tudo que o Pedro Almodóvar faz. Um enfermeiro se apaixona por uma bailarina. Ela sofre um acidente de carro que a deixa em coma. Passa a ser cuidada de forma toda especial por este enfermeiro, que passa a conversar com ela todo o tempo. Há mais surpresas, mas prefiro ficar por aqui para não estragar.

Cinema

A origem: Simplesmente espetacular! Há muito mais neste filme do que apenas tecnologias e maneiras diferentes de se fazer. Apesar do roteiro complexo, a história é bem amarrada. O filme está gerando diversas interpretações, o que demonstra um lado muito positivo.

Quincas Berro d’água: O filme é engraçadinho e só. Estava muito ansiosa para ver, principalmente porque Quincas é interpretado por Paulo José, que vive um ex-funcionário público. Quincas é encontrado morto, mas seus amigos decidem levá-lo para continuar as bebedeiras e passam a brincar de “um morto muito louco”. É baseado na obra de Jorge Amado. Tem umas piadas bacanas. É um filme OK.

O estranho em mim: Filme péssimo! Inaugura o mais novo cinema mudo! Brincadeiras à parte, o filme é silencioso, o roteiro é ruim e não passa nenhuma mensagem otimista para mães, ou para aquelas que desejam ser. Levanta uma questão e não resolve nada.

Meu Malvado Favorito: Esperava muito desta animação, mas gostei médio. A voz do malvado é de fazer rir, e ele como malvado é um ótimo bunda mole.

O Escritor Fantasma: Maravilhoso! Ótimo roteiro, tem poucas, mas boas piadas e uma fotografia belíssima. Roman Polanski consegue manter um suspense interessante ao contar a história de um jovem escritor, (Ewan McGregor). Ele é contratado para reescrever e terminar um livro de memórias sobre o ex-primeiro-ministro britânico Adam Lang (Pierce Brosnan).

O Bem Amado: É bem ruim! Adoro cinema nacional, mas este deixou muito a desejar. Péssimas interpretações, coisas muito teatrais e desnecessárias.

4 comentários:

Dani Marino disse...

Ótima seleção de filmes, principalmente O Brilho eterno e bem me quer , mal me quer.... Eu adoro a Audrey Tatou, por isso tb recomendo: coisas belas e sujas e " Amar não tem preço"... eu sou cinéfila, então, posso te dar um montão de dicas tb! rs
Esse conto foi inspirado no " Brilho eterno..."
Até sábado.
http://stardustandotherdreams.blogspot.com/search?q=regretless

Eliana Pace disse...

Érika: vc falou de Edukators, que nao vi, mas cheque Casa Vazia, um filme japonês-coreano sobre um rapaz que entra em casas vazias. É emocionante. Bela lista a sua, parabéns. Eliana Pace

Liliam Silva disse...

Ainda quero ver a Origem. Amooo Hotel Ruanda e Fala com ela de Almodóvar...

WANESSA ALVES disse...

Curti bastante "A Origem". Juro que esperava um filme chato, mas fui surpreendida. Meus sonhos não são mais os mesmos rssss.