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sábado, 30 de abril de 2011

Firmina Dalva, uma gata!

Oi, gente!
Eu adoro ir ao Pet Shop tomar banho. Mas esses dias eu saí toda enfeitada e ainda não sei se gostei muito de parecer a Jade, da novela. É por isso que fiz essa cara feia aí na foto!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Maria Bonita e Josephina, perdidas em western


- Alô, e aí, Maria Bonita, qual é a boa pra esse feriadão?


- Ah, tá rolando o Itanhaém Rodeo Festival. Pega o busão na rodoviária, Josephina, e vem pra cá. Pega o das 16h30 porque a estrada vai tá osso.

- BLZ


***


Quase três horas depois.

Josephina de mau humor no busão de viagem que parece mais aquele circular azulão que cruza Santos e São Vicente. Ônibus sem ar condicionado e ela se perguntando por que caiu nessa história de ir pra rodeio em Itanhaém?

Mal desceu na província escura com cara de cidade fantasma e já pensava na hora de voltar pra casa. Lá estava Maria Bonita, esperando pela amiga.

- Nossa, onde fica sua casa? Tem que pegar trilha?, perguntou Josephina.

- Que nada, é logo ali. Mas antes vamos passar na padaria.

- Bom mesmo, porque tô com fome.

- E quando que tu não tá?


***

Depois de passar por duas borracharias, quatros bares, três matagais, uma creche, um presídio, uma vala, um nóia pedindo dinheiro e indo atrás, três cobras e um cipó, chegaram à padaria que parece mais um bar que vende pão. Duas esquinas depois, era a casa de Maria Bonita.

- Ufa! Maria, mas tu mora longe, heim? Tem certeza que veio pra cá só pra mudar de emprego? Não tá fugindo da polícia, né, mulher? Abre o jogo ae.

- Para de chateação e coloca a água no fogo

- Mas agora me fala, qual é o roteiro que tu preparou pro feriadão?

- Bom, hoje vamos no rodeio, vai ter show do Luan Santana e tudo.

- Show de quem?

- Luan Santana

- Você tá de brincadeira?

- Sério mesmo

- Mas que meteoro é esse que tu me arruma, heim?

- Vai ser legal. A festa é uma tradição na cidade.

- Não me diga que na entrada tu ganha uma latinha de Kaiser?

- Olha, quase acertou, mas é Bavaria.

- Mas que cilada!

***

Mais três horas depois e lá iam Josephina e Maria Bonita. Colocaram até camisa xadrez e bota. Só faltou a espora, mas tava valendo.

- Maria Bonita, o rodeio fica longe?

- Então, temos que atravessar o viaduto, andar umas quatro quadras e pegar um ônibus

- Meu Deus, tudo isso só pra pegar um ônibus?

- É rapidinho

- É uma odisséia, isso sim


Depois que atravessaram o viaduto, Josephina ficou assustada, tudo o que via era um breu e mato. Muito mato.

-Mas que lugar é esse, Maria Bonita? Tu tem certeza que existe vida por aqui?

-Aqui é bem movimentado em dia normal, as pessoas caminham, os carros passam...

- Mas eu só vejo mato. Logo, logo sai o Jason desse meio. Ou então sai o macaco, porque tá parecendo pegadinha do Malandro.

- Fica tranqüila, Josephina, vai dar tudo certo.

- É, to vendo que vai!


***

Quando estavam quase na metade do caminho que faltava para pegar o ônibus, surge de repente um homem segurando um lampião e montado em um burrico.

- Vocês sabem onde ficam o rodeio?

- Não sei não, moço, respondeu Maria

- Ué, pensei que ia pra lá. Por que tá carassscterizada, então?

- Hã?

- Carassscter....

Pow, Pow, Pow, Pow, Pow

Eles ouviram tiros. Vinham da rua da frente.

O moço mais do que depressa deu ré com seu burrico que naquele momento acabara de virar uma Viúva Negra, tamanha era a rapidez. Para Maria Bonita e Josephina o que restava era correr.

- Corre, Josephina, mas não esquece de rezar, gritou Maria Bonita

Mas Josephina ficou é cega e em vez de correr ao contrário dos tiros, foi ao encontro deles.

Pow, Pow, Pow, Pow, Pow

Maria Bonita correu, pegando na mão da perdida Josephina. Correram muito.

- Maria Bonita, você disse que íamos para um rodeio, não fazer um remake de “Era uma Vez no Oeste”

Cidade escura, tudo fechado, nem uma coruja na rua. Lá vinha o tal do bondinho.

- Vamos pegar o bondinho, gritou Maria Bonita

Entraram na geringonça que começou a desbravar a cidade inteira. O bondinho não chegava a lugar nenhum e Josephina começou a pensar que estava em uma emboscada. Que logo apareceriam mascarados armados, prontos para matar todo mundo.

Quase uma hora depois, Josephina e Maria Bonita desceram do bondinho e pegaram o taxicowboy, espécie de carruagem nada romântica e sem cavalos brancos, mas era o que restava pra chegar em casa com segurança.

Quase três horas depois, lá iam Maria Bonita e Josephina para dentro de casa. Maria Bonita nem tinha bebido sua Bavaria, mas não conseguia encaixar a chave na fechadura.

- Vai, Maria Bonita, Lampião já se foi faz tempo e não tá aqui pra te defender. Portanto entra logo pra não tomar outro tiro.

- Calma, Josephina, agora está seguro.

- Seguro morreu é de velho.


***

- Poxa, perdemos o show do Luan Santana, lamentou Maria Bonita

- Ainda bem, uma bomba a menos na minha cabeça. Chega de tiro por hoje, respondeu Josephina.

- Agora o que nos resta é se empanturrar de pizza e dormir, porque a carroça sai bem cedo amanhã.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

UrbanARTE - Um espaço para discussão & performances da arte contemporânea

Gente, vai rolar um evento supimpa e ainda gratuito. Saca só:




A arte contemporânea é tema do UrbanARTE, iniciativa do Instituto Artefato Cultural (www.artefatocultural.com.br) em parceria com o Fórum da Cidadania e Cultura  (www.forumdacidadania.org.br) e a Revista Pausa (http://revistapausa.blogspot.com). O evento inaugural ocorre no dia 27(quarta-feira), sempre às 20h, na sede do Fórum (Avenida Ana Costa, 340, Campo Grande,) com a presença do arquiteto e professor de História da Arte Egydio Colombo Filho e da artista plástica e professora Márcia Santtos, idealizadora do Estúdio Valongo. O tema será Artes Plásticas Hoje. A entrada é gratuita.

Toda última quarta-feira de cada mês o UrbanARTE promoverá um espaço para discussão da arte contemporânea, apresentando seus procedimentos, desafios e rupturas. Artistas discutirão uma linguagem (dança, música, literatura, teatro, etc) e, em seguida, apresentarão uma pequena performance para fazer “aparecer” as criações após a exposição de seu método pelo artista. O objetivo é atualizar na cidade as discussões sobre produção artísticas em âmbito local e global, levando em conta seus diálogos e influências, debater as tendências da arte, valorizar e difundir o trabalho de pesquisa realizado pelos artistas na Baixada Santista.

O evento tem curadoria da jornalista, produtora e pesquisadora cultural, doutoranda em cultura e comunicação Márcia Costa, do Instituto Artefato Cultural. A mediação ficará a cargo do escritor e agitador cultural Flávio Viegas Amoreira, que fará o papel de provocador frente às amplas questões que abrandem o universo artístico.

A divulgação e o registro do evento ocorrerão a partir da utilização do equipamento áudio-visual do Ponto de Cultura do Fórum da Cidadania e Cultura. O registro do evento também se dará pela fotografia. Com isso, pretende-se inserir a comunidade na discussão sobre arte, assim como a imprensa que cobre cultura.


Artes Plásticas Hoje

Na abertura do UrbanARTE Egydio Colombo vai falar sobre a arte na contemporaneidade, suas tendências, além de abordar seu amplo trabalho de pesquisa e registro da História da Arte, que desenvolve há décadas. A coleção doada por ele ao Museu Paulista da USP (o Museu do Ipiranga) integra a exposição “Papel de Bala”, cuja repercussão internacional levou à sua prorrogação até maio. Das 5.266 embalagens de balas, chicletes, pirulitos e chocolates de uma coleção doada por Egydio Colombo Filho em 2003, 206 foram selecionadas para a mostra.
Mestre em Artes Visuais, arquiteto pela Faculdade de Arquitetura da USP, tem especialização em Museologia também pela USP e foi diretor do Museu Estadual de São Luis do Paraitinga. Em São Paulo é professor de Estética, História da Arte e coordena o curso de pós-graduação em História da Arte da Universidade de Guarulhos.
A vasta experiência de Egydio é fruto principalmente do contato direto com originais de grandes artistas, espalhadas por centenas de museus e instituições culturais no mundo, além do mergulho na bibliografia sobre o tema, seja no ambiente acadêmico ou até mesmo em casa, nas horas de lazer. Todo esse conhecimento é compartilhado semanalmente com os alunos do Ciclo de Estudos sobre Estética e História da Arte, na Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos pela Campo Visual – Difusão de Cultura, empresa que Egydio e Nelson Pirotta dirigem. A idéia é implantar em Santos um projeto de difusão cultural mais amplo, proposta que será explanada por Egydio durante o UrbanARTE.
A artista plástica, arte educadora e pesquisadora na área de gravura Márcia Santtos vai apresentar e falar sobre sua obra, premiada e reconhecida internacionalmente. Também vai abordar a atuação do Estúdio Valongo, um espaço associativo de Artes Visuais localizado no centro histórico da cidade de Santos onde ocorrem exposições, debates, cursos e práticas de ateliê livre.
Outro tema será a Bienal Internacional de Gravura – Santos 2011, que ocorrerá entre 5 de maio a 5 de junho de 2011 na Pinacoteca Benedito Calixto em Santos, evento da qual Márcia participa como organizadora.

Mestra em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, Márcia leciona desde 1986 no curso de Artes Visuais da Unisanta onde é docente nas disciplinas de Gravura e Desenho. É a responsável pelo trabalho do Grupo Gravura Mariana Quito da Secult e artista residente do Estúdio Valongo ambos na cidade de Santos – SP.

A artista especializada em gravura vem se dedicando à produção de arte e à pesquisa na área de gravura sobre materiais não convencionais como o policarbonato.  Como artista plástica participou de exposições coletivas por todo o Brasil e individuais no Museu da Gravura Brasileira, Bagé – RS, Museu Olho latino, Atibaia, etc. No exterior expôs em Portugal, diversas cidades do Japão, Alemanha, Porto Rico, Estados Unidos, Itália, França, Espanha, Republica da Macêdonia, Argentina, Polônia, dentre outros.

Suas gravuras estão em acervos como: Fundação Lemos Brito – São Paulo, Museu do Estado – Pernambuco, Museu Postal e telegráfico – Brasília, Phillips do Brasil – São Paulo, Museu da Gravura Brasileira, Bagé – RS, Kanagawa e Yokusuka Gallery– Japão, Instituto de Cultura Puertorriquenã – Porto Rico, Universidade de Funchal – Portugal, Le Parc Maurice Rocleteau de Revin – França, Itimuseum – Argentina, Tama Art University Museum – Japão, Karlonoskie Museum – Polonia, etc. Para conhecer a obra da artista, visite http://sites.google.com/site/marciasanttos

domingo, 24 de abril de 2011

Dois filmes: um ótimo e um ruim

Enquanto a maioria torrava na praia, lá ia eu para o conforto e ar condicionado das salas de cinema. Sério mesmo, praia não é muito minha praia.

Bom, o filme de quinta significa que eu o assisti na quinta-feira, pois o filme é de primeira, “O Concerto”. Fui assim, por acaso e sem planejar. Estávamos na rua e de repente cogitou-se “Vamos lá no CineArte? Deve começar uma sessão às 16h”. E demos sorte. Como foi tudo meio assim, eu nem sabia do que se tratava o filme. Não sei por que, mas tinha em mente que fosse um drama. Que nada, é comédia. E como eu ri. Claro que isso não é muito difícil no meu caso, mas é bem bom, gente.

Depois da sessão fiquei pensando que o melhor é não criar expectativas. Eu sempre crio e criei muito com os últimos filmes, como foi o caso de “Cisne Negro” e “Inverno da Alma”. Você que me lê pode começar a atacar pedras, mas não, não gostei de nenhum dos dois. Tanto que nem comentei no blog, como deve ter percebido.

Como saí decepcionada nesses dois filmes, havia prometido não esperar mais nada. No caso de “O Concerto” nem havia dando tempo de pensar alguma coisa. Então...

É história é mais ou menos assim: “Há 30 anos, o renomado maestro Andrei Simoniovich Filipov (Alexei Guskov) foi demitido da orquestra de Bolshoi, mas seguiu trabalhando por lá como auxiliar de limpeza. Um dia, ele acaba descobrindo que o Bolshoi foi convidado para tocar no Châtelet Theater, em Paris, e decide reunir seus antigos amigos para tocar no lugar da atual orquestra. Para integrar sua equipe ele pretende que a jovem e exímia solista de violino Anne-Marie Jacquet (Mélanie Laurent) os acompanhe. Se os planos derem certo, este tem tudo para ser um concerto muito especial e um verdadeiro triunfo”. (Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/o-concerto/)

Gente, a história é incrível, divertida e emociona porque mostra no meio de toda a comédia o amor pela música que todos ali apresentam.

O filme de sábado foi “Amor?”. Esse, descumprindo com minha promessa de não criar expectativas, criei e muito. Ah, sei lá. É porque eu tinha assistido ao trailer e fiquei super empolgada. Fora que com um elenco desses: Lília Cabral, Eduardo Moscovis, Ângelo Antônio, Júlia Lemmertz, Fabíula Nascimento... Impossível não pensar no melhor.

A ideia era bacana: reunir depoimentos reais recolhidos em entrevistas e colocar atores para representá-los. Mas em determinado momento, a receita parece não funcionar mais, se perde. Acho que uma boa alternativa seria mesclar depoimentos com cenas, as ações propriamente ditas que ilustrassem os testemunhos. Ou então, já que se tratava de um “documentário ficcional” colocar outras visões para falar da questão “amor e violência”, tema central do filme. Sabe quando um enredo levanta uma questão e não desenvolve? É como fazer um bolo e não colocar o recheio. Perde a graça e dependendo do bolo, o recheio é a causa máxima.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Livro "A elegância do ouriço" vira filme

Fiquei sabendo hoje que o sensacional livro "A elegância do ouriço", da escritora francesa Muriel Barbery, foi adaptado para o cinema. O trailer já está disponível.

Agora é esperar a estreia e torcer para não ser uma decepção, como acontece normalmente com filmes que são adaptados de livros.






Gente, o livro é muito bom. Super indico.

domingo, 3 de abril de 2011

“O Retrato de Dorian Gray"

Para poupar o meu tempo e dos meus três leitores, o que tenho a dizer sobre o filme “O Retrato de Dorian Gray" é: conseguiram transformar numa pornochanchada-gótica. Pode isso?

Pior é o retrato tentando dar sustinho. Que coisa ridícula!

Apoio o comentário de Lucas Salgado que li no site Adoro Cinema: “Difícil encontrar algum ponto positivo em O Retrato de Dorian Gray. A boa dica é que leia o livro de Oscar Wilde e deixe este filme de lado".