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domingo, 24 de abril de 2011

Dois filmes: um ótimo e um ruim

Enquanto a maioria torrava na praia, lá ia eu para o conforto e ar condicionado das salas de cinema. Sério mesmo, praia não é muito minha praia.

Bom, o filme de quinta significa que eu o assisti na quinta-feira, pois o filme é de primeira, “O Concerto”. Fui assim, por acaso e sem planejar. Estávamos na rua e de repente cogitou-se “Vamos lá no CineArte? Deve começar uma sessão às 16h”. E demos sorte. Como foi tudo meio assim, eu nem sabia do que se tratava o filme. Não sei por que, mas tinha em mente que fosse um drama. Que nada, é comédia. E como eu ri. Claro que isso não é muito difícil no meu caso, mas é bem bom, gente.

Depois da sessão fiquei pensando que o melhor é não criar expectativas. Eu sempre crio e criei muito com os últimos filmes, como foi o caso de “Cisne Negro” e “Inverno da Alma”. Você que me lê pode começar a atacar pedras, mas não, não gostei de nenhum dos dois. Tanto que nem comentei no blog, como deve ter percebido.

Como saí decepcionada nesses dois filmes, havia prometido não esperar mais nada. No caso de “O Concerto” nem havia dando tempo de pensar alguma coisa. Então...

É história é mais ou menos assim: “Há 30 anos, o renomado maestro Andrei Simoniovich Filipov (Alexei Guskov) foi demitido da orquestra de Bolshoi, mas seguiu trabalhando por lá como auxiliar de limpeza. Um dia, ele acaba descobrindo que o Bolshoi foi convidado para tocar no Châtelet Theater, em Paris, e decide reunir seus antigos amigos para tocar no lugar da atual orquestra. Para integrar sua equipe ele pretende que a jovem e exímia solista de violino Anne-Marie Jacquet (Mélanie Laurent) os acompanhe. Se os planos derem certo, este tem tudo para ser um concerto muito especial e um verdadeiro triunfo”. (Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/o-concerto/)

Gente, a história é incrível, divertida e emociona porque mostra no meio de toda a comédia o amor pela música que todos ali apresentam.

O filme de sábado foi “Amor?”. Esse, descumprindo com minha promessa de não criar expectativas, criei e muito. Ah, sei lá. É porque eu tinha assistido ao trailer e fiquei super empolgada. Fora que com um elenco desses: Lília Cabral, Eduardo Moscovis, Ângelo Antônio, Júlia Lemmertz, Fabíula Nascimento... Impossível não pensar no melhor.

A ideia era bacana: reunir depoimentos reais recolhidos em entrevistas e colocar atores para representá-los. Mas em determinado momento, a receita parece não funcionar mais, se perde. Acho que uma boa alternativa seria mesclar depoimentos com cenas, as ações propriamente ditas que ilustrassem os testemunhos. Ou então, já que se tratava de um “documentário ficcional” colocar outras visões para falar da questão “amor e violência”, tema central do filme. Sabe quando um enredo levanta uma questão e não desenvolve? É como fazer um bolo e não colocar o recheio. Perde a graça e dependendo do bolo, o recheio é a causa máxima.

3 comentários:

Malu disse...

Li sobre o concerto, mas não sabia que estava passando aqui! Fiquei interessada. Eu gostei muito de cisne negro... estou curiosa para conversar sobre o filme com você. Bom tema para o próximo café!
Um beijo,
PS: concordo plenamente quanto ao excesso de expectativa estragar, sinto o mesmo.

Cecilia Nery disse...

Érika, isso me lembra um filme que assisti há muito tempo no cinema: "Nada a perder", com Tim Robbins. Também fui sem muitas pretensões, já que não era este que queria ver, mas no fim gostei muito. Divertido, leve, bacana. É assim mesmo, as grandes surpresas vêm de onde se menos espera. Beijos!

Mary disse...

Concordo com vc amiga , tbém não gostei de Cisne Negro , muita expectativa porém sem entendimento ....Bjksssss