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terça-feira, 5 de julho de 2011

Você, de novo?





Parece que foi ontem que te vi. Acho que tenho essa impressão porque o tempo voa, amor. Você tá bem? Jura? Não parece... E essas olheiras? Caramba... Que triste. Ah, foi embora, é? Pra onde? Pra longe? Xi, que chato. Mas fica assim, não. Logo passa. Lembra que você me disse isso? Então, e passa mesmo. Quer café? Acabei de passar.

Por que você veio, heim? Pra me dizer o que preciso fazer, né? Essa sua mania é tão feia. Por que você acha que tenho que fazer aquilo que você pensa ser correto? E mais, você me perguntou se eu estou bem? Se estou satisfeita? Então, gosto assim. De viver assim. Que mania de ficar olhando na janela dos outros...

Vem cá, me diz uma coisa, vai demorar muito, é? Preciso sair. Sabe como é, né? A vida continua. Vai ficar mais um pouco? Mas pra quê? Quer recordar? Sentir o cheiro? Tudo bem, eu deixo. Quando sair, fecha a porta.

Um comentário:

CEM PALAVRAS disse...

É sempre tudo tão igual. Só mudam os endereços.