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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Os textos de Ivan Martins

Agora virou mania ler toda a quarta-feira a coluna do Ivan Martins, editor-executivo da revista Época. Você já leu? Ele é tão sensível, escreve sobre coisas comuns a todos e com olhar diferenciado. 

A de hoje é: Mulheres mandonas: por que os homens gostam tanto delas?

Leia, vale a pena:

Conheço um cara que morre de medo da namorada. Ele não pega carona com mulher, não almoça sozinho com mulher, não fica de papo com mulher em público. “Vai que alguma amiga da Fulana passa e conta pra ela...” Entre as amigas e amigos, A Fulana virou uma instituição.

Uma vez, ele estava entrando no cinema com ela quando deram de cara com uma ex, que saia da sala. Sabedor da fera que tem em casa, meu conhecido fez um mínimo movimento com a cabeça, esboçou um terço de um sorriso e cumprimentou: “Oi Paula”. Foi o que bastou. Assim que a ex virou as costas, A Fulana saltou sobre ele, possessa: “Oi Paula? Oi Paula? Você pensa que eu sou idiota? Acha que eu não percebi?”...


Ah, a da semana passada tava melhor ainda: Elas amam demais?

Todo mundo conhece mulheres que amam demais - são aquelas que desabam quando os homens vão embora.

Ainda que elas vivam reclamando do sujeito, desmoronam no momento em que ele as deixa: não conseguem trabalhar, não conseguem dormir, não conseguem viver. Os amigos acorrem, a família se alarma, médicos são acionados. Mas nada é capaz de ajudá-las, nem ninguém. O desejo de viver parece ter sido levado pelo cara que foi embora. Tudo o que elas conseguem fazer é pensar nele. Mulheres que amam demais são obcecadas.

Conheci um rapaz que se envolveu num enredo desses.

Depois de um ano de namoro disfuncional – muita briga, um monte de sexo e nenhum plano em que coubessem os dois – o cara resolveu que era hora de terminar. Achou que a moça, que vivia reclamando dele, receberia a notícia sem surpresa, até com alívio. Qual nada. Assim que ele anunciou que não queria mais, ela sucumbiu.

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11 comentários:

Lufe disse...

Erika,

Nunca li a coluna dele. Você teve a capaidade de me instigar, com estes textos que postou. Ele tem uma fala simples, direta, sem frescuras que me agrada muito.

Você faz aniversario e nem conta pra gente? Parabens!!!!

bjo procê

Érika Freire disse...

Oi, Lufe

Que bom que gostou. Também gosto de quem escreve simples e sem frescuras.

Então, eu nem falo muito sobre o meu aniversário. Essa foi a primeira vez que falei e, na verdade, foi para colocar pra fora toda minha "raiva" rsrsrs

bjoss

;)

regina disse...

Obrigada por compartilhar, adorei a forma como ele escreve, simples e objetivo. Fácil viajar... a gente lê e quer mais...
Beijos!!!!
e curta muito os outros 364 dias de seu ano, eles são especiais.... bjus

Jeff Santos disse...

Desculpa lá eu também gosto da maneira que ele escreve, mas, onde está o fim da história? Como é que eu vou fazer para saber o que aconteceu a maluca do cinema??? E a coitada que foi abandonada???

Érika Freire disse...

Amigooo, clique ali, no continue lendo. Aí você vai conseguir ver tudo e saber o final. bjokss ;)

Gabriella Mancini disse...

Ele é recordista na minha caixa de entrada, os amigos sempre encaminham pra mim, rs. Bem bom

Jefferson Santos disse...

E eu que me considero o rei da tecnologia, não vi o link!!! Que mancada, agora tenho que ir ler o final da história. Tjá.

Jeff Santos disse...

Há também o drama da cronologia. Homens com 30 anos acham que a vida está começando. Algumas mulheres com 30 anos sentem que já estão perdendo o bonde da própria vida. Dois relógios quebrados, mas cada um deles produz seu tipo de maluquice...
Seja ele feminino ou masculino, por trás desse bolero agonizante há um tipo de personalidade cuja principal característica, me parece, não é amar demais – é sofrer demais. Arrisco dizer que essa explosão de sentimentos não tem sequer relação verdadeira com o amor. Penso nos milhões de pessoas que amam de forma tranquila e profunda os seus parceiros. Penso em muitos que são deixados a cada dia e atravessam com dignidade o seu percalço. Penso naqueles que acordam de manhã, encaram o vazio e se levantam. Minha conclusão, diante do exemplo deles, é que não há correspondência entre a dor que se exibe e o amor que se sente. A dor dos sofredores é real. O amor eu não sei.
Adorei esta parte.
E agora pergunto eu; Porque amor magoa?

eva mooer disse...

que demais....amei ler os textos dele...amei"Há também o drama da cronologia. Homens com 30 anos acham que a vida está começando. Algumas mulheres com 30 anos sentem que já estão perdendo o bonde da própria vida. Dois relógios quebrados, mas cada um deles produz seu tipo de maluquice" como é verdadeiro e comum...Foi uma boa opotunidade de ver esses dramas que observo,escrito na telinha.
Valeu!!!!obrigada e um abração

Érika Freire disse...

Pois é, Eva, ele escreve muito bem. E diz essas verdades que tocam a todos. bjoksss

Jé, sua pergunta... Não tenho uma resposta. E se eu jogar em um post pra ver o que as pessoas pensam? Você tentaria responder? bjsss

Jeff Santos disse...

Claro que sim, assumi o compromisso de voltar. Já tinha esquecido o prazer que isso me dá.