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sábado, 26 de novembro de 2011

Desordem


Quando chove aqui dentro fica uma inundação de dúvidas. Aquele que parecia ter partido às vezes aparece sem ser chamado, causando um sabor de coisas não vividas. A gente olha para as fotos e enxerga o que não ficou, o que jamais existiu. E lamenta. Será que um dia terei uma vida parecida com aquelas que todo mundo tem?

Tem gente que se encontra enquanto trabalha, na rua, numa casa abandonada, no meio da lama e gosta porque o exótico encanta. São assim que surgem as paixões. Quando procura, o que vem é desilusão, é saber uma quase certeza de que tem acasos que não vem mesmo. Já pensou se isso é pra você? Então, é assim. Nem todo mundo nasceu pra isso.

As tardes de sábado deixaram de fazer sentido há muito, o café acabou e não tem razão para se fazer mais, o vocabulário esvaziou-se e, não tem palavras, muitos menos frases. Cadê minha caixa de sonhos? Sei que ainda está cheia, perdida no meio da desordem. Alguém veio aqui e bagunçou tudo de propósito para que eu não encontrasse. E eu permiti porque as forças um dia acabam e demoram a recarregar. Fácil mesmo é deitar na rede e esperar o sol se pôr enquanto o gato te encara sem entender seu drama.

Bom é quando a gente esbarra e sem querer aperta um novo botão, ligando tudo novamente, até a esperança.

3 comentários:

Lufe disse...

Eu gosto de dizer que as grandes paixões aparecem quando a gente menos espera. Sabe aquele dia de chuva que nos pega desprevenidos e a gente corre em busca de abrigo, debaixo de uma marquise, de cabelos molhados e escorridos e quando a gente levanta os olhos.....tá lá, diante da gente...trocando sorrisos.

bjos procê

Érika Freire disse...

Lufe, concordo com você.
Aquele seu texto, "Namoradeira", também fala um pouco sobre isso também. Aliás, não faz muito tempo que nós o lemos lá no grupo de literatura. Foi muito elogiado!
bjoks ;)

Jeff Santos disse...

Ai tão romântico....