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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

No bar com ele

Lá vem o garçom. Enquanto isso, abre esse livro e lê esse poema pra mim. Finge que a cerveja acabou e tenta fazer poesia enquanto a gente espera. Lembra que amanhã nem é feriado, mas dá tempo de brincar de alguma coisa. Dá para fazer dobraduras com o guardanapo usado. Eu quero um barco, e você? Vamos planejar o Natal? Ou prefere ficar em silêncio? Eu aceito, mas enche o meu copo. Pode escolher qualquer coisa, hoje eu deixo. Mas seja sensato. Amanhã a gente corre na praia, pode ser? Aí queimamos tudo. Depois podemos escrever juntos, escrever em voz alta. Só por hoje, deixamos de lado as dúvidas, brindamos tristezas que energizam, acendemos um incenso, fingimos que não existe futuro. E então, tudo flui.