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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A culpa é de Sarturno

2013 foi um ano difícil, lento, chato, triste, quase sem objetivos e, os poucos, não deram certo. Preguiça foi a palavra de ordem. Aliás, estou com uma preguiça enorme de escrever esse texto. Usei muito do meu tempo livre para ficar deitada assistindo a seriados, o que foi muito bom, porque eu vi séries incríveis, como Breaking Bad, por exemplo, só para citar a que eu mais gostei. American Horror Story e Twin Peaks, graças ao Netflix, minha melhor aquisição do ano. Eu li pouco e escrevi menos ainda. Mas... fui a muitos shows importantes: Incubus,  Pearl Jam , Criolo, Lana Del Rey, Blur, Palma Violets, Stevie Wonder... este último, por causa de Saturno, assisti deitada porque já estava com preguiça. Foi bom, porque prestei atenção, ainda mais, e pude sentir cada canção.

Tive muito sono durante todo o ano, por duas vezes, dormi praticamente o dia todo. A culpa foi de Saturno. Eu tive muitas ideias e não coloquei em prática nenhuma. Viajei muito a trabalho e gostei desses momentos de reflexão pela estrada.

Não, eu nunca fui ligada em Astrologia e não entendo nada sobre o tema, mas eu sei que a culpa foi de Saturno, porque nesses encontros de confraternização de fim de ano, que por sinal eu adoro, cheguei a comentar com duas amigas: eu tive um ano difícil e, as duas, em momentos diferentes, foram categóricas: sim, para quase todo mundo, por causa de Saturno...

Se você não fez quase nada de importante e sentiu muita preguiça, parecia que a vida estava emperrada, agora já sabe que a culpa foi de Saturno. Deus do céu, por favor, não deixe que Saturno nos reja novamente! É meu pedido de Ano Novo. Dizem por aí que 2014 será um ano muito bom, tranquilo e de alegrias. Pois eu já tenho certeza, porque um ano pior do que 2013 eu duvido.

De acordo com os especialistas, "Saturno representa também as nossas defesas psicológicas, nosso carma, o nó que devemos desatar em nossas vidas materiais e emocionais. Quando Saturno influencia nossas vidas, nossos medos são desencadeados e não temos outra saída a não ser enfrentá-los. Nossas ambições também são representadas por esse planeta, assim como nossa capacidade de, lentamente, através de muito trabalho, construirmos, tijolo por tijolo, responsavelmente, nossa história de vida".

E mais: “Quando estamos sob a influência de Saturno, nos sentimos contraídos, fechados e até mesmo um pouco deprimidos. Estaremos sempre mais sérios e de certa forma introspectivos e reflexivos. Precisamos sempre tomar cuidado com o pessimismo que podemos instalar em nossos corações. Não será um ano de resultados fáceis e nem um ano leve, no que se relaciona ao trabalho que devemos desempenhar, mas certamente, aos que se entregarem com coragem e determinação, os resultados serão os melhores possíveis. O princípio da forma estará presente e todos trabalharão duramente para atingir nossos objetivos.”

Tive momentos maravilhosos, como não poderia deixar de ser. Conheci pessoas importantes, que mudaram um tanto, o rumo da minha vida, dos meus sentimentos, da minha maneira de pensar. O tipo de gente que eu torço para permanecer por perto, seja lá qual for o tipo de relação...

Em 2014 quem comanda tudo é o senhor Júpiter, o que dizem dele? "Este será um ano que favorecerá mudanças e quebra de paradigmas. Se deseja libertar-se de algo que lhe causa algum tipo de tensão, 2014 será bem favorável. Também é um ano positivo para ganhar dinheiro, fazer bons negócios. 2014 tem tudo para ser bem melhor que 2013. Quem teve um ano ruim, anime-se, vem aí um grande ano, deixe o otimismo de Júpiter, o pensamento positivo tomar conta de você”.

Saturno, nada contra, mas não volte... e se voltar, seja leve, seja breve. Traga, pelo menos, energia, ação. E como será quando for Marte? Que o vermelho inunde tudo, que influencie paixões e inspirações para quem cria.  


sábado, 21 de dezembro de 2013

Noite fantasia


Foi quando ela se descobriu. Nua dançando na chuva, na rua quase deserta com demônios escondidos atrás de árvores. Ela sabia que havia enganos, gente disfarçada de coração gigante. Pulando corda como quem brinca no parque, se fazendo notar. Ela, toda soberana, se derreteu. Saiu colhendo seus pedaços enquanto lágrimas escorriam. Ela corria enquanto o vento noroeste soprava forte. Os carros buzinavam. Ela nem notou, mas já era dia, logo também já era noite. Ainda bem, ela pensou, era um sonho, aquilo de dançar sem roupa. Que pena... ainda não havia enlouquecido.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O que eu desejo é pouco


Não sei se vou de trem ou se pego um avião para determinado trecho... o legal do trem serão as paisagens pelo caminho. Estou planejando uma viagem e posso dizer que burocraticamente ela tem passagens de ida e volta. Mas no coração existe o desejo de ser só ida. Ficar por lá mesmo, alugar um quarto bem pequeno, colocar uma escrivaninha bem no canto e arrumar um emprego com a menor responsabilidade possível. Pode ser em um café, parisiense

Chegar em casa ainda na parte da tarde e tomar uma xícara de chá enquanto olho a janela e a chuva que cai desmedida. Quem sabe no domingo eu me aventure na cozinha, enquanto escuto uma música velha. Ainda existe aquele sonho do café da manhã com Billie Holiday... e a ida ao supermercado, de mãos dadas. Mas, por enquanto, tudo isso será adiado mais uma vez. Até que meu coração se abra novamente. Talvez ele não se abra. Talvez ele use máscaras. Talvez ele não acredite no impossível. O impossível ainda não existe. Talvez ele duvide das juras de amor.

Quem sabe alugo por três dias um conversível vermelho que me levará pelas estradas mais solitárias. Com lenço florido no cabelo e o vento desarrumando tudo. Tudo são sonhos, desleais, e a gente finge que, quem sabe um dia, tudo que o que desejamos possa finalmente acontecer.


domingo, 24 de novembro de 2013

Um salve aos amores loucos


Uma moça acaba de colocar no face:
"Como seria me apaixonar agora?"
Eu eu refleti comigo: 
Lindo e louco, como sempre! Ninguém quer a sorte de um amor tranqüilo, Cazuza, ninguém. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Vento no Litoral

Ilhabela, by me : )

O vento que soprou na Ilha me disse:

Tenha calma. Ele vem, na ponta do pé, beirando a madrugada. Fugindo sem anel. De braços abertos para o novo. 

domingo, 27 de outubro de 2013

Solidão em dó maior



O tempo ficou parado em quatro meses
Madrugadas sem fim e manhãs de sonolência 
A cama grudou em mim. Billie Holiday cantou pra mim 
Sonhei que passava uns dias na casa dele. Fingindo condolências 
Acordei em prantos. Aquela não era eu 
E a vida tinha que sorrir de alguma forma
Ela tinha que se virar para me jogar na estrada
Outra vez, assim daquele jeito que sempre foi 
Correndo e fazendo mil coisas no mesmo minuto 
Em dimensões diferentes e dando conta de ainda escrever no futuro 
Foram tantas as noites que grudei no seu pescoço como quem dizia:
Não quero que vá agora! Fique mais!
 E ele ria. Ele estava sempre precisando ir 
E eu ficava com os pensamentos em preto e branco 
Demora muito. Demora ainda mais para ser de verdade 
E quando acontece. Fica pouco 
E permanece nos rodeando porque a distância não é um fim

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Cat Power no seu tempo

Deve ter sido em 2004 quando vi o nome da Cat Power pela primeira vez. Eu participava de um fórum na internet e um dos tópicos servia para os integrantes postarem as músicas que estavam ouvindo naquele momento. E tinha sempre uma menina que ouvia Cat Power.

Cat, diva.
Ainda não tinha chegado minha hora. Tudo tem seu tempo, até para ouvir Cat Power, porque o som precisa ir ao encontro do seu estado emocional. Depois de muitos anos, cá estou eu, entregue. Me rendi. Na verdade, eu tenho até diminuído um pouco nas últimas três semanas. Porém, passei os três últimos meses só ouvindo Cat Power. 

Misto de dor, às vezes uma breve alegria, mais pela sensação de “nossa, como tenho bom gosto”, do que pela melodia em si. Porque Cat Power é doído. É solidão. É carro na estrada deserta com óculos escuros e cabelos ao vento. É acordar sem ter vontade e se obrigar a levantar da cama, porque é preciso ganhar dinheiro. E aí você coloca Cat Power e vai se machucando por dentro, deixa uma melancolia quase boa tomar conta do seu dia, enquanto você reza para as crises passarem logo. Crise dos quase 30, crise da balança, das afetividades. Cat Power dói, mas dói bonito.

Aquela introduçãozinha de “Good Woman” me sufocou por dias e dias, e eu via tudo cinza. Mas eu queria continuar com todas as melodias. Não podia mudar a canção. Depois, a alegria breve de "Free" me fazia sentir melhor, não sei por que, mas me fazia me sentir ainda mais jovem. Dava vontade de sair correndo pra viver. Mas aí,  "The Greatest" roubava tudo de mim. E lá estava eu, novamente entregue em minha nuvem preta.

Hoje a Cat está um pouco de lado. Mas lembro de tudo, até com carinho, confesso, mesmo daqueles dias sombrios em que ela cantava pra mim.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Separados pelo casamento?

Mais uma da Regina Navarro Lins:

"O tesão no casamento pode acabar por vários motivos: rotina, brigas e, principalmente pela falta de mistério, quando se sabe tudo sobre o outro".


E essa, heim?! :(


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Nota sobre o amor romântico


Olha só o que a psicanalista Regina Navarro Lins disse:

“O amor romântico é regido pela impossibilidade. Quanto mais difícil, mais apaixonada a pessoa fica pelo outro”.


Será?!?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Poema de nós dois


Sempre que me vem uma inspiração para escrever, envolve amores
Fico brava comigo. Não tem outro tema não, é?
Não é o amor na palavra, no sentido de amor de novela
É um amor embaraçoso. Amor que não dá certo
Mas aí, se não dá certo não é amor, né?
Então, penso que escrevo sobre teimosias
Sobre o escuro
Escrevo de lado olhando o horizonte em uma tela
Nunca me ocorrem as certezas
Se há conexões
Nem se termino os verbos
E muito menos se estão no tempo correto
O tempo é sempre às sextas-feiras
O cenário é uma rua pouco iluminada onde um carro foi abandonado
Tem paredes com plantas grudadas
E árvores que guardam segredos
Não dá para ver a lua
Só um canal escoando mágoas
E uma felicidade de três horas  

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Razão de Ser


Acordei e me deparei com esse poema de Paulo Leminski:

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.

Tem que ter por quê?

É a razão de ser de alguns amigos e eu fico tão encantada. Admiro a coragem de quem se joga nas palavras,  sem pudor algum. 

domingo, 23 de junho de 2013

Dez páginas por dia, assim decretou Bukowski


Decidi me impor 10 páginas por dia, assim como Bukowski fazia. Ele se obrigava a isso. Tudo bem que com várias doses de whisky e cerveja tudo fica bem mais inspirador. Mas escrever tem que ser também uma obrigação, da mesma forma que o seu trabalho te exige fazer aquela ligação chata para cobrar, ou escrever aquele texto que nem você entendeu sobre o que se trata.

Estou lendo Bukowski e quero pra mim esse jeito direto e sem rodeios. A leitura simplesmente flui porque ele não fica floreando, sabe? Tentando escrever bonito. Ele pega e conta, tipo, como se estivesse na mesa do bar contando pros amigos como foi a noite anterior, como foi fazer a leitura de poesias em determinado lugar. Tipo assim:

“Tirei meus sapatos, calças e cuecas. Ajoelhei no chão de linóleo e fui deslizando lentamente sobre ela, até me esticar. Comecei a beijá-la. Logo fiquei duro; senti que a penetrava. Comecei a bombar... uma, duas, três...”

E também assim:

“Ele nos levou até lá. Fomos de carro até o centro do campus e estacionamos no gramado em frente ao auditório. Quinze minutos de atraso apenas. Saí do carro, vomitei, e entramos juntos. Tínhamos comprado meio litro de vodca no caminho pra me segurar durante a leitura. Li durante uns vinte minutos, daí larguei os poemas.
- Essa merda está me entendiando – eu disse. – Vamos conversar um pouco".   


Mais Bukowski, por favor. 

sábado, 22 de junho de 2013

Elena



Acabei de ver Elena. É lindo. A arte mexe, machuca e para quem se identifica da forma que Elena se identificava certamente daria em algo doentio.

O documentário conta a história da irmã da diretora, Petra Costa, Elena, que sonha em ser atriz e viaja para Nova Iorque para estudar e tentar tornar o sonho realidade. Por aqui ainda, ainda o período militar, o que tornava o sonho quase que impossível. Vinte anos depois, Petra viaja para encontrar a irmã e conta com pequenas pistas que a levam a um fato pouco feliz. Para Elena, se a arte não estivesse em sua vida, não valeria a pena viver. E essa desilusão com as coisas que não dão certo tornam seu caminho tortuoso, suicida.

Gostei muito do jeito que o filme foi feito, a narração deu um tom ainda mais sensível...  Petra, cumpriu bem com a “homenagem” à irmã e se mostrou muito talentosa ao dirigir seu primeiro longa.

A história tinha tudo para arrancar lágrimas, mas isso não ocorre. Concordo com a escritora Ivana Arruda Leite: “Hoje fui ver Elena preparada pra morrer de chorar. Acreditem, não tive nem o mais leve nó na garganta. Nem de longe. O filme é lindo. Um poema de imagens, palavras e cores. Mas é um filme doente sobre mulheres doentes. E a loucura não me emociona."

Vale sim a pena ver o filme que se difere bastante do que tem sido feito no cinema nacional recentemente. Se bem que "Insolação" está bem no topo. Bom mesmo.

Que Petra viva e muito para fazer mais obras de arte como “Elena”.

Corre lá no Espaço Unibanco (atual Miramar Cinemas) que logo deve sair de cartaz. Todos os dias, às 18 horas.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ella na cozinha


Ninguém sabe da barreira que existe aqui dentro
Hoje, acabei com ela
Prometo ir ainda mais fundo
Assim que ele chegar na noite de primavera
Sem flores na mão
Apenas desejo no coração e vontades
Liberto das agonias e alegre como uma blusa azul
Não demora porque o tempo já foi cruel
Paciência. Tive que aprender 
Aprendi também a tecer memórias futuras 
Sem ter vivido na pele
Sem ter doído de fato
Falta pouco para escrever junto com você
Falta pouco para aquele café que me prometeu coar
Na cozinha cinza e cheia de vida
Vou escolher uma música, Ella, tudo bem? 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Perdas


Perdi o que se passou contigo, me perdi de você depois de uma conversa desconexa. Te perdi. Para o tempo e sobre o tempo. Me perdi em você. Que não se perdeu, não se desprendeu. Daquilo que não te agrada, mas que tem que ficar. Ficar como punição para adiar o amor. Não haverá fotografias, nem cartas para contar os planos. E que planos? Não dá certo. Mesmo se combina. Mesmo que se queira. Não dá certo. Não teve música. Nem despedida, porque ninguém consegue admitir que não dá para viver agora. Por que é tão difícil romper? Quem é capaz de esperar? Que a vida resolva por nós. Aqui, fracos, se conformando com os fracassos dos amores de verão.  

sábado, 1 de junho de 2013

Zen e a Arte da escrita... e a leitura no Iphone


Ler no Iphone. Está aí algo que eu nunca havia feito. Isso porque ainda tenho minhas reticências sobre o e-book e os leitores digitais. Pegar no livro é bom e melhor ainda é rabiscá-lo.

Há alguns dias o cronista da Folha Xico Sá escreveu em seu blog sobre o livro “Zen e a Arte da escrita”, de Ray Bradbury. Foi imediato meu interesse em ler a obra e logo pesquisei pelo livro, e também aproveitei para compartilhar minha descoberta com meu amigo João que, assim como eu, desfruta do prazer (ou não) de escrever.

Eu e ele vivemos trocando figurinhas sobre o assunto. João é um cara mega tecnológico e, ao contrário de mim, já lê e defende e-books e leitores digitais. Ele me “humilha” por eu rabiscar os livros, acha isso um disparate. Além disso, ele diz que os leitores digitais também oferecem ferramentas para marcar os trechos, etc. Eu ainda prefiro sair andando com o livro na mão...

Hoje, porém, fiz o teste com a ajuda de meu amigo, que havia me mandado o arquivo de “Zen e a Arte da escrita”, que eu abri no Iphone através do Ibooks. É prático e realmente tem as ferramentas de marcação e tal. Mas dá uma agonia ver aquela telinha... e você virando as páginas a cada 10 segundos...
Mas o danado deixa tudo bonitinho e ainda te dá opções para mudar a cor da página, alterar tamanho de fonte, etc.






Certamente eu logo irei encomendar o livro na Saraiva, mas a experiência de pelo menos saber como funciona sempre é válida.

Agora o mais interessante são as dicas de Ray Bradbury que, resumidamente são: escreva sem saber aonde vai parar, faça listas de substantivos...

Ainda não cheguei ao fim da leitura, mas o apoio de Ray é muito animador. Ainda mais para mim que ando com uma preguiça, boicotando todas as minhas ideias.



Ah, nesse texto eu acho que usei a dica de Ray, pois saí escrevendo sem pensar. Desculpe se estiver faltado coerência  


domingo, 26 de maio de 2013

Para ele



Ele não sabe, mas um dia fiz em verso toda a sua vida
Há que se considerar os encantamentos
Quando você bate o olho e imagina uma cena de amor
Quando você sonha sem saber o nome dele
E sorri sozinha pela rua
E sorri para o desconhecido
Deve haver uma sintonia
Uma linha invisível grudada no coração
As noites mal dormidas não podem ser em vão.
Só os livros conhecem os desejos
Aquela música velha que te toca por dentro
O vento que bate assim que você abre a janela
Tudo é um delírio
Dá um medo de pensar
Que pode passar como chuva de verão
Mas tem uma esperança, há que se respeitar as esperanças repentinas
De que fique mais
De que não acabe nunca
De que seja amor, respeito, paixão
Afinidade, só pode ser ela
Que faz crescer o desejo
De que seja forte
E bonito como nos filmes franceses
É ele não sabe. E ela também não
Porque saber, não pode ser melhor do que sentir
Porque viver o errado, mas com sentimento, não pode ser pecado
Hoje o que resta é correr para viver
Fingindo que não existe normas
E nem modelos de amar

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Nice Lopes ministra oficina de ilustração na Fábrica Cultural

A Nice foi a amiga e ilustradora que fez o livro da Firmina Dalva. Ela manda muito bem! Queria ter 13 anos para poder participar da oficina. snif snif


O Fábrica Cultural – Escola de Artes abre inscrições para a oficina gratuita de ilustração, voltada a crianças de 10 a 13 anos, na segunda-feira (20) e terça-feira (21), das 14h às 18h, no Cais Milton Teixeira (avenida Rangel Pestana, 150, Vila Mathias). 

As aulas, ministradas por Nice Lopes, mostram como pode ser o processo criativo de um livro artesanal, que será o resultado final da oficina. O curso tem duração prevista de seis meses (sempre aos sábados) e usa como ponto de partida cinco poemas do escritor mato-grossense Manoel de Barros, de 98 anos. Os encontros terão caráter lúdico, utilizando música, filmes, exercícios, além de apresentação das técnicas mistas de desenho. 

Nice Lopes é ilustradora, artista plástica e publicitária. Já ilustrou dois livros infanto-juvenis ('As aventuras de Firmina Dalva e seus amigos' e 'A Nuvem vermelha') e tem seus trabalhos publicados na revista Cláudia (editora Abril) e no Wall Street Journal (Nova York).

Para a inscrição (com limite de 15 vagas) é necessário levar cópia e original do RG, cópia do comprovante de residência atual, uma foto 3x4 e declaração de escolaridade. O responsável pelo inscrito deve comparecer munido de RG. Informações: 3202-3568.

Fonte: http://www.santos.sp.gov.br

sábado, 27 de abril de 2013

“Um pouco de nós”



Tem texto meu no livro “Um pouco de nós”. “Trata-se de uma coletânea de contos vencedores do 2º Concurso Literário, promovido pelo blog Um Pouco de Mim da Elaine Gaspareto e pela Digitexto Editora”.

Meu conto é o "Verbos Inacabados". : )
Segue link: http://www.digitexto.com.br/um-pouco-de-nos.html