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domingo, 26 de maio de 2013

Para ele



Ele não sabe, mas um dia fiz em verso toda a sua vida
Há que se considerar os encantamentos
Quando você bate o olho e imagina uma cena de amor
Quando você sonha sem saber o nome dele
E sorri sozinha pela rua
E sorri para o desconhecido
Deve haver uma sintonia
Uma linha invisível grudada no coração
As noites mal dormidas não podem ser em vão.
Só os livros conhecem os desejos
Aquela música velha que te toca por dentro
O vento que bate assim que você abre a janela
Tudo é um delírio
Dá um medo de pensar
Que pode passar como chuva de verão
Mas tem uma esperança, há que se respeitar as esperanças repentinas
De que fique mais
De que não acabe nunca
De que seja amor, respeito, paixão
Afinidade, só pode ser ela
Que faz crescer o desejo
De que seja forte
E bonito como nos filmes franceses
É ele não sabe. E ela também não
Porque saber, não pode ser melhor do que sentir
Porque viver o errado, mas com sentimento, não pode ser pecado
Hoje o que resta é correr para viver
Fingindo que não existe normas
E nem modelos de amar

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