Páginas

domingo, 23 de junho de 2013

Dez páginas por dia, assim decretou Bukowski


Decidi me impor 10 páginas por dia, assim como Bukowski fazia. Ele se obrigava a isso. Tudo bem que com várias doses de whisky e cerveja tudo fica bem mais inspirador. Mas escrever tem que ser também uma obrigação, da mesma forma que o seu trabalho te exige fazer aquela ligação chata para cobrar, ou escrever aquele texto que nem você entendeu sobre o que se trata.

Estou lendo Bukowski e quero pra mim esse jeito direto e sem rodeios. A leitura simplesmente flui porque ele não fica floreando, sabe? Tentando escrever bonito. Ele pega e conta, tipo, como se estivesse na mesa do bar contando pros amigos como foi a noite anterior, como foi fazer a leitura de poesias em determinado lugar. Tipo assim:

“Tirei meus sapatos, calças e cuecas. Ajoelhei no chão de linóleo e fui deslizando lentamente sobre ela, até me esticar. Comecei a beijá-la. Logo fiquei duro; senti que a penetrava. Comecei a bombar... uma, duas, três...”

E também assim:

“Ele nos levou até lá. Fomos de carro até o centro do campus e estacionamos no gramado em frente ao auditório. Quinze minutos de atraso apenas. Saí do carro, vomitei, e entramos juntos. Tínhamos comprado meio litro de vodca no caminho pra me segurar durante a leitura. Li durante uns vinte minutos, daí larguei os poemas.
- Essa merda está me entendiando – eu disse. – Vamos conversar um pouco".   


Mais Bukowski, por favor. 

Nenhum comentário: