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domingo, 27 de outubro de 2013

Solidão em dó maior



O tempo ficou parado em quatro meses
Madrugadas sem fim e manhãs de sonolência 
A cama grudou em mim. Billie Holiday cantou pra mim 
Sonhei que passava uns dias na casa dele. Fingindo condolências 
Acordei em prantos. Aquela não era eu 
E a vida tinha que sorrir de alguma forma
Ela tinha que se virar para me jogar na estrada
Outra vez, assim daquele jeito que sempre foi 
Correndo e fazendo mil coisas no mesmo minuto 
Em dimensões diferentes e dando conta de ainda escrever no futuro 
Foram tantas as noites que grudei no seu pescoço como quem dizia:
Não quero que vá agora! Fique mais!
 E ele ria. Ele estava sempre precisando ir 
E eu ficava com os pensamentos em preto e branco 
Demora muito. Demora ainda mais para ser de verdade 
E quando acontece. Fica pouco 
E permanece nos rodeando porque a distância não é um fim

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