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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O que eu desejo é pouco


Não sei se vou de trem ou se pego um avião para determinado trecho... o legal do trem serão as paisagens pelo caminho. Estou planejando uma viagem e posso dizer que burocraticamente ela tem passagens de ida e volta. Mas no coração existe o desejo de ser só ida. Ficar por lá mesmo, alugar um quarto bem pequeno, colocar uma escrivaninha bem no canto e arrumar um emprego com a menor responsabilidade possível. Pode ser em um café, parisiense

Chegar em casa ainda na parte da tarde e tomar uma xícara de chá enquanto olho a janela e a chuva que cai desmedida. Quem sabe no domingo eu me aventure na cozinha, enquanto escuto uma música velha. Ainda existe aquele sonho do café da manhã com Billie Holiday... e a ida ao supermercado, de mãos dadas. Mas, por enquanto, tudo isso será adiado mais uma vez. Até que meu coração se abra novamente. Talvez ele não se abra. Talvez ele use máscaras. Talvez ele não acredite no impossível. O impossível ainda não existe. Talvez ele duvide das juras de amor.

Quem sabe alugo por três dias um conversível vermelho que me levará pelas estradas mais solitárias. Com lenço florido no cabelo e o vento desarrumando tudo. Tudo são sonhos, desleais, e a gente finge que, quem sabe um dia, tudo que o que desejamos possa finalmente acontecer.


2 comentários:

Anônimo disse...

Ela é tão perfeita, que consegue puxar o leitor para dentro do texto, transformando assim uma leitura prazerosa...

MARIANA ESTEVES disse...

Lindo amiga !!!!!!!