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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Longe


Não me perca. Não me deixe ir.
Você sabe, não me deixe dizer adeus.
Seja rápido, me tenha, me deseje...
Use um cadeado e lembre-se das canções e as manhãs... geladas e as noites com vinho.  
Me prenda.
Já que eu cheguei, gostaria de ficar. 
Grudar em você e correr por estradas frias. 
Eu estava perdida quando cruzei sua rua.
Te avistei de longe.
te enxerguei por inteiro, por dentro e decifrei seus códigos internos. 
E você se esconde e se esconde. E o tempo corre ao contrário... 
Perco e nunca mais me acho... Mas uma hora isso vai mudar e a chave estará para sempre longe, escondida nas razões, as grandes culpadas pela infelicidade, pelas correntes diárias e rotineiras. 
É a rotina, só a palavra já machuca. 
Venha, mude, atravesse a rua. Me chame, me convide.
Ouça aquela canção, isso aquela mesmo, e me tenha por três minutos.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Enfim, minhas férias. Enfim, minha little eurotrip

Estou adorando Barcelona e a simpatia dos catalães. Claro que já passei um pequeno sufoco assim que cheguei no metro. E alguns pequenos micos. Mas a paciência deles para dar informação é incrível! Isso certamente não vai acontecer em Paris, pois parece que os franceses são mais frios e não tem muito saco pra ficar dando informações. Mas tudo bem. Tudo é festa. Agora falta pouco para eu tomar meu café. ;) Terça estarei por lá.

Quero visitar o café onde a Amélie Poulain trabalhava no filme. Já li que os quitutes não são tão gostosos. Só vale um cafezinho mesmo e umas fotos. Agora os franceses vão ter que me aturar pois só aprendi quatro coisinhas: 

Bonjour
Merci
Excusez moi, je ne parle  pas français (Com licença, eu não falo francês)
Au revoir


Tá bom, né? rsrs

Ah, está um frio delicioso! Eu ainda não fui ao estádio do Barça, mas já encontrei um segurança que era a cara do Messi rs. Tomei umas cervejas muito fortes, muito! Experimentei uma comida bem apimentada, ops. Vários bares incríveis com uma decoração muito cool, muito rock, jazz e algo meio parecido com salsa. 

Depois de Paris, Londres e Roma e volto para Barcelona. Mãe, fica tranquila, eu volto! Beijos 

Au revoir! 

: )


Deus, que eu coma muito e engorde pouco, ou melhor, nada! 



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ninguém sabe nada sobre o amor. Sobre o seu amor.


Há que se perder o medo de dizer: eu gosto de ti. Excluir da mente os ensinamentos das revistas adolescentes, e adultas também. Duvidar de todas as 10 maneiras de fazer com que ele fique caidinho por você. Ou como enlouquecê-lo na cama. Deus, libertai-vos de todos esses mecanismos. Tudo é blasfêmia.
Ainda bem, eu lia tudo e não aprendia nada, ou melhor, não seguia nada. Se eu quero, eu falo, insisto se tenho certeza de que gosto. É difícil eu gostar, confesso. Mas quando gosto... É como a jornada do herói, faço uma entrega total. Sei que me machuco, mas, quer saber, e daí?
Não sei qual é a linha tênue da sobriedade. O desejo sempre embriaga demais e parece que é bom porque tem doses a mais de inspiração. Não é todo dia que se encontra alguém na rua e se tem a certeza de que é um alguém especial, de que vale a pena descobrir sobre sua vida. Investigar sorrisos, se entregar para a alegria azul. A alegria é azul.
Conversar à toa sobre coisas sem importância, isso depois, depois do envolvimento. Depois que teve e que já não pode ter mais. E quem consegue encerrar tudo de vez? Quem consegue colocar o ponto final? E se não conseguem, hum, talvez seja um bônus da vida. Para uma tentativa, para uma breve história. Para um fim de semana com as portas trancadas.
Impossível fugir dos clichês quando se gosta, quando se está envolvido. As revistas estão erradas. Sempre estiveram. Quem consegue “dar um gelo no gato”? Que papo mais chato essa coisa de fingir, que não se importa, que não deve demonstrar...
No meio disso tudo é preciso perder o controle, se deixar enlouquecer. Esquecer as lógicas e lembrar que, talvez, as histórias de amor verdadeiro não devem ser vividas.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Cat Power com Nutella

Já escrevi sobre a Cat aqui no blog. Hoje eu refleti a respeito de sua melancolia e o modo como tudo isso me cativou desde o início, logo na primeira vez em que a ouvi. Não sou de ficar buscando informações sobre os artistas que gosto, na verdade, eu demoro a fazer isso. Eu vou ouvindo, ouvindo e só depois me lembro que por trás daquela voz existe toda uma vida cheia de problemas, certamente. E hoje eu fui saber um pouco mais sobre a Cat que é uma depressiva convicta e talentosa, que resolve os problemas com seus demônios através de suas letras. Álcool, depressão forte, relacionamentos frustrados... é a dor impressa como obra de arte.

A música The Greatest já saiu em lista das canções mais "corta pulsos" de todos os tempos. Você que me lê, tem que ouvir. Esse fim de semana o álbum Jukebox me acompanhou enquanto eu arrumava e limpava coisas. O que que foi aquilo, senhor? Logo me apaixonei por todas as músicas, que são covers com versões bem diferentes, músicas que a Cat ouvia e que a deixava feliz. E aí, ela resolveu criar esse álbum, porém, deixar tudo com a sua cara e personalidade. Tem Billie Holiday, Liza Minnelli, James Brown, Joni Mitchel... Cat, faltou Patsy Cline. Será que tu não ouvia não?

Com todo respeito a esses artistas, principalmente a Billie Holiday que eu adoro, mas tenho que confessar que a música que eu mais gostei do CD é de autoria da própria Cat, Metal Heart. Escuta:



Comecei a ouvir Cat em um momento muito triste, mas hoje isso já passou e apesar do pote de Nutella está tudo sob controle.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Foi apenas um sonho


Era um sonho. Você dizia: "agora já posso contar que eu te amo”. 


Que fique claro: duvido muito dos “eu te amo”, em excesso, à toa.
Quem conhece as razões do amor? Como Drummond, eu te amo porque te amo. Querer bem e desejar não teriam a mesma importância? 

sábado, 4 de janeiro de 2014

Feira literária no Guarujá

Vai ter livro da Firmina Dalva nesta feira. Quem puder, apareça por lá. Beijos : )