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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Longe


Não me perca. Não me deixe ir.
Você sabe, não me deixe dizer adeus.
Seja rápido, me tenha, me deseje...
Use um cadeado e lembre-se das canções e as manhãs... geladas e as noites com vinho.  
Me prenda.
Já que eu cheguei, gostaria de ficar. 
Grudar em você e correr por estradas frias. 
Eu estava perdida quando cruzei sua rua.
Te avistei de longe.
te enxerguei por inteiro, por dentro e decifrei seus códigos internos. 
E você se esconde e se esconde. E o tempo corre ao contrário... 
Perco e nunca mais me acho... Mas uma hora isso vai mudar e a chave estará para sempre longe, escondida nas razões, as grandes culpadas pela infelicidade, pelas correntes diárias e rotineiras. 
É a rotina, só a palavra já machuca. 
Venha, mude, atravesse a rua. Me chame, me convide.
Ouça aquela canção, isso aquela mesmo, e me tenha por três minutos.

Um comentário:

Malu disse...

inspirada, querida... gostei.
bj