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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Moço, eu não ia fugir!


Barcelona, minha primeira parada, porém, uma conexão em Amsterdam. Na fila da imigração para ganhar o carimbinho no passaporte, encontrei uma brasileira que conseguia estar mais perdida do que eu. Assim que me ouviu falando português, se aproximou com muito entusiasmo: “Nossa, uma brasileira!”. Logo descobrimos que ambas estávamos indo para Barcelona, e que tínhamos que parar na mesma praça: Catalunha. Não deu outra. Juntamos as forças e saímos carregando malas, um tanto desajeitadas pelo aeroporto afora, e seguimos para pegar o voo para o destino (quase) final.

O problema é que, com a empolgação, assim que chegamos em Barcelona acabamos não passando no escritório da imigração. Eu até estava procurando, mas antes mesmo que encontrasse algo parecido, chegamos à porta de saída do aeroporto e não é que lá estava uma penca de policiais? Eles vieram em nossa direção e perguntaram de onde estávamos vindo.

Brasil.
Aha, encosta!

Depois de nos separar e fazer um monte de perguntas, um deles pediu para eu abrir minha mala e tirar algumas coisas, enquanto minha nova colega era levada para  o muro das lamentações.
Abri minha mala e depois de cair um disco voador, um martelo e uma bola de basquete, o policial desistiu de olhar e me deixou arrumando as coisas, dizendo apenas um OK antes de sair. Minha colega continuava sendo sabatinada no paredão da Catalunha. Como já estava liberada, achei melhor esperar do lado de fora. 

Depois de algum bom tempo, lá vem ela reclamando: “O problema é comigo, só pode ser”. É que ela já havia sido barrada para visitar os EUA e teve o visto negado. Tadinha. Não lembro mais o nome da menina... talvez Renata ou Mariana...

A policial que tinha lhe escolhido para “examinar” fez perguntas bastante pertinentes para um turista assalariado: “Quanto você pagou pela passagem? Por que que você não comprou de tal forma, teria saído mais barato”.

Oi? Na boa, o que ela tem a ver com isso?
Achei aquela abordagem da imigração muito esquisita, mesmo. Até porque, outros dois amigos que já tinham ido visitar a cidade comentaram que a polícia de lá era a mais sossegada, e que a de Londres sim, a mais chata e exigente. Fiquei sem entender, será que tínhamos cara de farsantes perigosas? Ou de mulheres bombas?   

Quando finalmente encontrei minha amiga que vive em Barcelona, depois de pegar o aerobus e metrô na praça Catalunha, contei a ela sobre o ocorrido com a querida imigração. “Eles acharam que vocês estavam tentando fugir”.

Oi?

Mas deu tudo certo e eu visitei Barcelona por quatro dias. Depois, parti para Paris... : ) 

Castelo de Montjuic

Parque Labirinto

Vista do Parque Turó de la Peira

Montjuic

Montjuic

Um comentário:

Liliam Silva disse...

lol.... ainda não tinha lido isso sobre a IMIGRAÇÃO... KKKKKKK