Páginas

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Convite pra viver sem medo

Pra que aliança? 
Pode ser de supetão pelas esquinas
Escuras
Quase um vento
E os cabelos grudando no braço. Dele
Pode ser de vez em quando
Desde que seja sincero
Esse sentimento sem nome
Nada de paixão muito menos amor
Não vamos classificar
Pode bilhetinhos eletrônicos. Pode
Pra comentar o ontem
E planejar uma viagem
Não pode sumir. Ficar sem dizer olá
Tem que ouvir música para recordar
No meio do poema inacabado, me pergunto
Para que servem palavras?
É possível recuperar encantos?
Ser livre por algumas horas?
Viver o desejo
Voltar naquele Outono
De sonhos reais
Onde vivíamos sem receios
Onde éramos de verdade



Um comentário:

Malu disse...

Gostei, amiga. O essencial é fluido, diáfano, foge do mundo concreto das alianças no dedo e papéis assinados...
bj