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terça-feira, 15 de julho de 2014

A gente se perde pelo caminho

Ontem eu recebi um email de uma editora com a negativa de um livro que já foi publicado há quase dois anos. Quando vi, nem acreditei. Porque na verdade eu tinha até esquecido que havia enviado o original da Firmina Dalva para avaliação naquela editora.

O email de contato é de maio de 2012. Mais de dois anos. Pude ver de perto aquela história que muitos escritores contam sobre a demora das editoras para dar uma resposta, muitas das vezes, negativa como a que recebi. Dizia que o livro era interessante, mas que não se encaixava no perfil editorial.

O livro em questão já foi publicado e lançado no dia 12 de outubro de 2012. Incrível. Eu escrevi meu primeiro e único livro infantil, até o momento, e ele já foi publicado. Talvez porque a sorte estivesse ao meu lado naquela época. Do livro, surgiram algumas visitas em escolas e bibliotecas, crianças me dando beijo e dizendo que gostaram da história.

Quase dois anos depois, tem dias que eu esqueço dessa conquista. Desse sonho realizado. Esqueço dentro das abas do cotidiano, quando exerço minhas obrigações e adio minhas vontades. Quando penso em escrever e já desisto porque tem o quarto para arrumar, uma vida inteira para organizar. Finjo que escrever não é mais importante para mim, porque tenho que ganhar dinheiro ao invés de planejar tantas histórias que rondam minha cabeça. É como se um lado obscuro da mente me dissesse: não perca tempo com bobagens.

Assim que fechei o email me senti mal-agradecida por não estar até hoje comemorando a publicação. Lamentei por não ter escrito tantas outras que, quem sabe, dariam outros livros. Fiquei pensando na minha memória fraca, na minha ansiedade e inquietude de pular para a próxima etapa sem ao menos viver um pouco o período presente. O livro, que também era um projeto cultural, terminou e eu fiquei pelo caminho... Quase parada por pensar e não fazer.

O livro é lindo. A ilustradora, que hoje virou amiga, cuidou de cada cena com tanta delicadeza, transmitindo tudo o que eu imaginava. Eu gostei de verdade do que fizemos, mesmo sendo suspeita. Só não gostei por não ter prolongado minha comemoração.  

Não sei como vai ser por agora. Não sei se vai sair outra história, muito menos se irei publicar. Só que eu quero me acalmar, mesmo tardiamente, e ficar naquela marola. Respirar calmamente e enxergar. Notar, perceber e se entregar nas coisas que realmente fazem sentido. O que vale a pena para nós, nos traduz. 
E eu tenho que tirar o pé do freio para viver cada uma delas. 



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Alabama Shakes - Hold On

Eu só tenho uma coisa a dizer para meus caros três leitores (agora deve ter diminuído), vocês precisam ouvir minha nova descoberta: Alabama Shakes.


Porque a música não para, minha gente! Beijos no coração.