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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Vendi meu fígado, mas já comprei o ingresso para ver a Cat...
Talvez eu chore. Mas vai estar escuro, logo, tudo se resolve e se acalma. A única coisa que ainda não está em paz são minhas neuras. Ainda falta um pouco de realidade nos homens. Eles exigem algo que nem eles dão conta. Algo que eles também não são e que estão longe, fora do patamar daquilo que eles desejam. Aí, eu broxo. 
A vida tem que ser mais alguma coisa além dessa poluição visual plastificada. 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Viajar e não visitar pontos turísticos também é ótimo. Ficar sem programação, não ter um roteiro e simplesmente fazer o que der na telha. Sentar em um café qualquer e passar quase uma tarde inteira conversando sobre os mais diversos assuntos. Rir, discutir, dizer “sim” com um sorriso, e “não” com um gesto de cabeça. Levantar e ir para outro lugar. Caminhar sem pressa. Estava precisando de um feriado assim, e voltar a Curitiba foi um ganho enorme.

Não sei como cada um entra em contato consigo mesmo mas, eu, me conecto quando passeio por aí. Seja sozinha ou acompanhada, visitar um lugar é voltar inspirado, cheio de ideias e vontades. É ver a vida um pouco melhor. Renovar algumas velhas esperanças.

Eu não visitei museus, nem fui a monumentos. Mas aprendi um monte de coisas novas com pessoas. O melhor de uma viagem, de qualquer viagem, longa ou curta, não importa o destino, são as pessoas que se encontra pelo caminho. Em Paris, por exemplo, encontrei um cara da Síria que havia saído do seu país por conta da guerra. Ele estava feliz com a nova vida. Em Roma, um cara de Cabo Verde me deu de presente a miniatura de um elefante. No hostel, uma mulher da Sibéria... Eu ganhei tantos sorrisos.

Neste feriado eu ganhei várias outras coisas também. Relembrei músicas enquanto aguardava os amigos. Era Beatles que tocava na casa momentos antes de sairmos para um bar. Eu voltei no tempo e meus olhos se encheram de lágrimas. Apenas uma emoção boba e momentânea.

Ganhei uma pequena listinha de outras músicas que eu precisava ouvir, de filmes bons para ver, de acordo com um monte de gente legal e que tem um tantão a ver comigo. Os gostos, os olhares sobre o mundo, a sensibilidade de poder chorar por qualquer coisa, os autores, os filmes, coisas sobre o jornalismo literário...

Fiquei pensando nas afinidades. É preciso dela para que as relações se tornem mais confortáveis. É preciso se juntar a quem também queira se transformar.   



Calculando rotas


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sinceridades de Julio Damasio:


"Casamento duradouro até a morte; eu no sul, você no norte!" JDamasio 

#sensacional

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Essa semana eu fugi da oficina de crônicas. Não que eu me orgulhe disso, mas eu ando desviando de coisas que me torturam. De coisas que me deixam com a sensação de desperdício de tempo. Logo na primeira aula eu notei: não vai rolar. Não que eu não precise de uma oficina, ou de qualquer outra atividade onde eu possa me aprimorar. Preciso e muito. Mas preciso mais ainda é de vergonha na cara. Deixar as séries de lado, os bares, os filmes, as ideias de jerico e sentar a bunda pra escrever. Fui uma péssima aluna e nem me recordo o nome da professora. Ela não me empolgou, confesso. “Escrever bem é escrever mais”. Só isso que meu cérebro confuso registrou. Uma coisa ajudou, a tirar as teias de aranha desse blog. O tempo está correndo tão depressa. Começo, agora, a organizar a casinha. Que tal começar pela estante?