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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Viajar e não visitar pontos turísticos também é ótimo. Ficar sem programação, não ter um roteiro e simplesmente fazer o que der na telha. Sentar em um café qualquer e passar quase uma tarde inteira conversando sobre os mais diversos assuntos. Rir, discutir, dizer “sim” com um sorriso, e “não” com um gesto de cabeça. Levantar e ir para outro lugar. Caminhar sem pressa. Estava precisando de um feriado assim, e voltar a Curitiba foi um ganho enorme.

Não sei como cada um entra em contato consigo mesmo mas, eu, me conecto quando passeio por aí. Seja sozinha ou acompanhada, visitar um lugar é voltar inspirado, cheio de ideias e vontades. É ver a vida um pouco melhor. Renovar algumas velhas esperanças.

Eu não visitei museus, nem fui a monumentos. Mas aprendi um monte de coisas novas com pessoas. O melhor de uma viagem, de qualquer viagem, longa ou curta, não importa o destino, são as pessoas que se encontra pelo caminho. Em Paris, por exemplo, encontrei um cara da Síria que havia saído do seu país por conta da guerra. Ele estava feliz com a nova vida. Em Roma, um cara de Cabo Verde me deu de presente a miniatura de um elefante. No hostel, uma mulher da Sibéria... Eu ganhei tantos sorrisos.

Neste feriado eu ganhei várias outras coisas também. Relembrei músicas enquanto aguardava os amigos. Era Beatles que tocava na casa momentos antes de sairmos para um bar. Eu voltei no tempo e meus olhos se encheram de lágrimas. Apenas uma emoção boba e momentânea.

Ganhei uma pequena listinha de outras músicas que eu precisava ouvir, de filmes bons para ver, de acordo com um monte de gente legal e que tem um tantão a ver comigo. Os gostos, os olhares sobre o mundo, a sensibilidade de poder chorar por qualquer coisa, os autores, os filmes, coisas sobre o jornalismo literário...

Fiquei pensando nas afinidades. É preciso dela para que as relações se tornem mais confortáveis. É preciso se juntar a quem também queira se transformar.   



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