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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Amiga da dieta e da academia. Só que não.

A apostila que a nutricionista te deu foi para embaixo da cama em menos de duas semanas. Duas nozes de lanche da tarde é a pura falta de sacanagem. Só pode ser pegadinha do malandro, me mata logo de fome, lazarenta!

Caminhar na praia com os amigos pode ser uma atividade muito prazerosa, desde que você não pare nos quiosques do CPE e peça um X Tudo e uma cerveja.

E por falar em comida... Uma prova de que a academia nunca será sua amiga é quando você sente cheiros enquanto treina, claro, sempre com aquela animação. As pessoas se apertam na salinha do abdominal, a janela aberta traz aquele aroma delicioso e você, quase que sem querer, comenta em voz alta: nossa, que cheiro de churrasco!

Apesar de você frequentar o local há um bom tempo, ainda não decorou o nome dos aparelhos e vive enchendo o saco do professor... esse triceps pulley é qual mesmo? E eu tenho que fazer de verdade essas cinco séries, você acha mesmo que é necessário tudo isso?

Geralmente às segundas-feiras são dias que estou sempre animada. Porém...

-Hoje você vai fazer 40 minutos na esteira, vai pro abdominal, depois volta e faz mais 30 de bicicleta.
No seu pensamento: nem fudendo, seu desgraçado, só porque tu tem essa barriga tanquinho não significa que eu também queira. Vou fugir antes.


Enquanto você faz o stiff, o carinha para do seu lado e parece esperar que você termine seu exercício. Você nota que parou bem embaixo daquele bagulhinho que fica pregado no teto. Você olha pra ele e diz:

- Você vai se pendurar aí?

Todos os meus amigos comentam que eu devia ser obesa porque só penso em comida. Eles estão certo, confesso. Comida é sempre recompensa. Se estou feliz, vou lá e me dou uma barra de chocolate. Se estou triste, faço o mesmo. Depois eu pego e preparo um chá de gengibre, ohww, delícia!

Se quer levar a dieta a sério, fuja da sua mãe: você vai comer só isso?!
Mas depois ela mesmo cobra: toma chá de segunda a quinta e sexta vai beber cerveja.

Não existe coisa pior do que voltar da academia e encontrar aquele filho da puta daquele vizinho marombeiro que não sai do carrinho de lanches que tem na esquina da sua casa.

E o pior ainda é quando você vai até o carrinho de lanche e o infeliz ainda comenta: Ué, olha a academia, heim... Desgraçado é que nem mato.

A parte da academia que eu mais gosto é a esteira, desde que o cara do lado não esteja suando que nem um bode véio e fique tudo respingando em você. #aff

Outra coisa: academia cheia me tira todo e qualquer bom humor. É batata, é só chegar novembro que a galera que viveu de big mac o ano inteiro, se ajoelha, olha pro céu e pede: faz um milagre em mim! Aí eles se matriculam com a quase certeza de que em janeiro estarão iguais a Gisele Bündchen.

O texto tá ficando grande, então, deixa eu correr antes que o brigadeiro queime.

domingo, 23 de novembro de 2014

Aquela bagunça de sempre

Agora sou daquelas que toma suco verde, substituí tudo pelos integrais e semana passada fui à feira comprar nozes e castanhas para o lanche da tarde. Passei a adotar pensamentos mais positivos e decidi acreditar em planos de fundos de gaveta. Alguns desejos bobos de fazer compras no supermercado de mãos dadas, com ele, ainda passam pela minha cabeça.

E noto aquela mudança brusca entre raivas repentinas com coisas do trabalho, com aquela linha tênue e sensível que coloca tudo no lugar, e faz me lembrar de que nada daquilo me pertence. E que tenho outras prioridades na vida, muito maiores do que coisas materiais. E fico tão grata por ter nascido assim, meio torta e alheia.

Ando contente porque ele sempre tenta me animar e diz que preciso me dedicar mais aos meus projetos. E penso de repente: não dizem que quem gosta, cuida?
Ainda acho graça porque tem dias que decido mudar todos os meus planos para os próximos três meses. Depois rabisco tudo, ligo o som, abro uma cerveja. Eu deveria ter mais juízo. Só isso. Depois esqueço tudo que prometi a mim mesma e vou levando... porque sei que posso mudar de opinião daqui a pouco.

Apesar de estar toda nessa onda do bem, e tentando levar uma vida mais saudável, como qualquer ser humano normal, caio em tentação, como besteiras, reproduzo um pensamento negativo... e abro uma cerveja. O que fode tudo. Mas tudo bem, a intenção não é  virar nenhum Gandhi nem aquelas pentelhas que ficam levando marmita fitness pro casamento. Ou ainda entrar na onda do whey protein.

Há coisas que me preocupam muito mais do que isso. Viver sonhos alheios, por exemplo. Entrar em uma frequência achando que o outro também está na mesma que a sua, mas não está. E você ainda não consegue ter certeza sobre o que o outro quer, deseja, ou pensa.

Você faz planos de um final de semana, mas o outro... Sei lá. Será que ele também planeja isso?
Isso tudo não são reclamações, não são tristezas, porque, ainda bem, Saturno passou e eu entrei nos eixos. Nem todos os momentos são perfeitos, todo mundo sabe. Sexta-feira eu fui feliz. Sábado, eu estava ainda feliz por sexta. E domingo estava normal... e é assim. Isso eu já aprendi.

O defeito maior é adiar planos, procrastinar. Ele já identificou isso e parece que anda puxando minha orelha. Acho engraçado e sei que ele está certo quando diz algumas coisas. Aí eu encosto a cabeça no ombro dele e só fico pedindo para que aquele momento dure mais. Enquanto todos os outros problemas e neuras permanecem guardados.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Eu quero umas noites

Que tal transformar aquele poema, Ella, em realidade?
Pela manhã, você faz o café, o cheiro me inebria e deixa tudo mais feliz
Penso que eu poderia cozinhar
Só que temo pelo resultado
Quem sabe não seja melhor que fique com você?
Também essa tarefa artística 
Eu posso servir uma bebida
Olhar o molho que ferve no fogão
Tem Billie no rádio
Descalços na cozinha
O que tenho pra te oferecer é quase nada
Só sinceridades

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Sufoco


E eu ouvi dizer que a coisa ali tá preta
Gente cortando palavras e deixando tudo na incoerência da razão
Tá faltando noção, verbo e poesia
Tem ego estragando a arte
Corações em conflito e um eterno pedido de fuga
Naquela quarta ensandecida
Eu quase abdiquei daquele nada
Imaginei corredores vazios
E eu em uma corrida de minutos, horas
O tempo me sufoca
Segue me matando nas oito horas diárias
A coragem. Ela há de chegar