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domingo, 23 de novembro de 2014

Aquela bagunça de sempre

Agora sou daquelas que toma suco verde, substituí tudo pelos integrais e semana passada fui à feira comprar nozes e castanhas para o lanche da tarde. Passei a adotar pensamentos mais positivos e decidi acreditar em planos de fundos de gaveta. Alguns desejos bobos de fazer compras no supermercado de mãos dadas, com ele, ainda passam pela minha cabeça.

E noto aquela mudança brusca entre raivas repentinas com coisas do trabalho, com aquela linha tênue e sensível que coloca tudo no lugar, e faz me lembrar de que nada daquilo me pertence. E que tenho outras prioridades na vida, muito maiores do que coisas materiais. E fico tão grata por ter nascido assim, meio torta e alheia.

Ando contente porque ele sempre tenta me animar e diz que preciso me dedicar mais aos meus projetos. E penso de repente: não dizem que quem gosta, cuida?
Ainda acho graça porque tem dias que decido mudar todos os meus planos para os próximos três meses. Depois rabisco tudo, ligo o som, abro uma cerveja. Eu deveria ter mais juízo. Só isso. Depois esqueço tudo que prometi a mim mesma e vou levando... porque sei que posso mudar de opinião daqui a pouco.

Apesar de estar toda nessa onda do bem, e tentando levar uma vida mais saudável, como qualquer ser humano normal, caio em tentação, como besteiras, reproduzo um pensamento negativo... e abro uma cerveja. O que fode tudo. Mas tudo bem, a intenção não é  virar nenhum Gandhi nem aquelas pentelhas que ficam levando marmita fitness pro casamento. Ou ainda entrar na onda do whey protein.

Há coisas que me preocupam muito mais do que isso. Viver sonhos alheios, por exemplo. Entrar em uma frequência achando que o outro também está na mesma que a sua, mas não está. E você ainda não consegue ter certeza sobre o que o outro quer, deseja, ou pensa.

Você faz planos de um final de semana, mas o outro... Sei lá. Será que ele também planeja isso?
Isso tudo não são reclamações, não são tristezas, porque, ainda bem, Saturno passou e eu entrei nos eixos. Nem todos os momentos são perfeitos, todo mundo sabe. Sexta-feira eu fui feliz. Sábado, eu estava ainda feliz por sexta. E domingo estava normal... e é assim. Isso eu já aprendi.

O defeito maior é adiar planos, procrastinar. Ele já identificou isso e parece que anda puxando minha orelha. Acho engraçado e sei que ele está certo quando diz algumas coisas. Aí eu encosto a cabeça no ombro dele e só fico pedindo para que aquele momento dure mais. Enquanto todos os outros problemas e neuras permanecem guardados.

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