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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Adoro essas seções de cartas... as que a psicanalista Regina Navarro recebe são as melhores: 

"Que dilema! > Recebi o seguinte e-mail de um leitor: “Sou engenheiro, 34 anos. Quero muito uma namorada, mas está difícil. Se saio com uma mulher e ela vai pra cama comigo no primeiro dia, caio fora. Como vou me ligar a alguém que faz sexo com um homem logo que o conhece? Se saio com uma mulher, que depois de ficar de beijos e abraços não quer transar, caio fora. Afinal, adoro fazer sexo e acho um absurdo ir dormir sozinho, cheio de tesão. O que fazer?”

Se eu fosse a Regina, minha resposta para o infeliz seria: morra sozinho, filha da puta. 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

vai passar um tempo e você vai querer renascer dentro de mim
será tarde, porque a vida muda, outros ventos seguem
tirando a gente do eixo, mudando a gente de lugar
não é convencimento, acredite
insisto por sentir pena de deixar um sentimento assim evaporar
você faz evaporar, todos os dias
não se desperdiça sentimentos dessa forma 
esse jeito que você faz
essa sua teimosia em não querer admitir nada
não tem como renascer depois
não tem como consertar
hoje posso sentir frio, um vazio quase sufocante
mas assim que passar...
a agonia muda de lado
não é convencimento
repito e sempre...
é o tempo. é validade






domingo, 25 de outubro de 2015

A garota no trem, Paula Hawkins


Amando esse livro... comprei ontem e não consigo largar!

A garota no trem, Paula Hawkins

"Perdi o controle sobre tudo, até sobre os lugares dentro da minha cabeça"

"Escrever é um refúgio extraordinário para encontrar a paz, a calma, em momentos de grande desassossego, de incertezas", Mario Vargas Llosa.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Na vida a gente precisa mesmo é de ousadia. E uma certa cara de pau.
Que nem o moço da Vivo
Já estava me levantando quando ele finalizou o atendimento
Ele se apressou e disse
Assim que se celular for habilitado, a Vivo vai te ligar para avaliar meu atendimento
Se você puder me dar um 10, eu te agradeço

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

"Vivemos em bares
E dançamos nas mesas
Hotéis, trens e navios pelo mar"

Amo bares porque ali todo mundo é igual
Saciamos afetos, dividimos dias difíceis
Recordamos o passado
Aquela adolescência com paixão pelo vizinho
E rimos disso
Essa leveza é necessária
Porque eu enlouqueço semanalmente

domingo, 18 de outubro de 2015

A culpa é do complexo B


Não que eu seja hipocondríaca, mas eu gosto de tomar uns remedinhos. Desde os 22 frequento o cardiologista pelo menos 1 vez ao ano e. O médico é um argentino que nunca me dá ‘alta’, e que fica pedindo um exame atrás do outro para confirmar se de fato aquelas pontadas não vão me enfartar a qualquer momento. Preciso me manter atenta para compreender o que ele diz. Hum, ok meu colesterol está perfeito
Na última consulta, no ínio deste ano, minha queixa era desânimo... tô com desânimo, uma preguiiiiçaa, um sono que não tem fim. A tireoide continua a mesma, seu metabolismo é lerdo. Afinal, porque parou de tomar o euthyrox, mocinha? É... eu sei que errei...
Bem, vai ter que voltar a tomar. E junto dessa receita veio mais uma para Complexo B. Você toma um por dia, depois do café. Beleza.
E assim foi, vida que segue. Não reparei mais em desânimos, ou pelo menos não tive mais nenhum dia muito complicado, daqueles que eu mesma me questionava se já não estava morta na cama. Apenas esperando o serviço funerário chegar para recolher tudo.
Só que eu sou dessas de parar. Eu paro de tomar remédios. Do nada, me dou alta.
Semana passada uma nuvem esquisita. A praia estava nublada, muitos turistas e praticamente não tinha espaço para mim. Escolhi a ciclovia, não funcionou. Tudo estava cheio, fiquei irritada. Depois fiquei deprê. Vim pra casa, não sem antes trazer um pacote de coxinhas do Ragazzo. Que se foda essa coisa toda de ficar magra, seca. Que se foda.
Só de raiva fiz brigadeiro e me joguei no sofá com Netflix. Melhorou um pouco.
No dia seguinte. Ódio. Um ódio... era a tpm? Podia ser, mas era algo a mais, muito mais forte. E a semana seguiu com delírios até finalmente um surto psicótico pela madrugada do dia... sei lá que dia.
Na manhã seguinte, eu buscava respostas. Poxa vida, eu andava tão bem... eu já estava conformada com as coisas que não deram certo nos últimos meses. Tinha momentos de alegria constantes, ficava chateada de vez em quando. Tudo dentro da normalidade. Apesar que perguntas do tipo ‘e o próximo feriado, heim?’, ainda me irritavam fortemente.
Cheguei em casa à noite, olhei pra estante cheias de xícaras de café esquecidas e vi o frasco do Complexo B. Meu Deus... era isso. 

As pilulazinhas de Complexo B fazem isso por nós, seres humanos lunáticos e sobreviventes:

"As vitaminas do complexo B são responsáveis pela manutenção do cérebro, estômago, intestino e pele. São as maiores responsáveis pela manutenção da saúde emocional e mental do ser humano. Essas vitaminas ajudam você a pensar melhor, ter mais disposição, ânimo e força para as lutas do dia a dia"

Hum, não sei viu. Mas acho que agora vai. 

sábado, 17 de outubro de 2015


Todo mundo que passa por nós, deixa um pouco de vida. Pode ser uma história pela metade.
Uma noite escondida pelas folhas de bananeiras. Era arrepio, era excitante. Quando pessoas se vão, fica uma música, qualquer coisa assim que vai completando a vida.
Tem gente que vem pra bagunçar tudo. Tem gente que chega e a gente nem entende o porquê.
Tem aquelas que só esbarram, causando uma raiva passageira.
Ainda é complicado conviver com quem foi embora, mas permanece. Vive meu dia junto comigo, deita na cama gelada. Saboreia a ceia de Natal enquanto dou um gole no vinho. Tem dias de escuridão, nem a Cat salva.

Mesmo sem compreender tantas lacunas, agradeço cada registro. Eu não teria descoberto aquela cantora de voz forte. Não teria me deparado com Warpaint enquanto escrevia de madrugada. Não teria encontrado tantas verdades.    

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Vem logo, porque tá osso!

Quase que diariamente, eu pergunto... por que a vida separou tanto essa história?
Essa nossa história que teria dado tanto certo, eu sei que sim.
Pare de colocar a culpa nos atrasos. Só o hoje basta. A gente só precisa de mais coragem, menos fricote.
A gente precisa se ficar mais, um no outro. Sem receio do futuro. Sentindo nossos cheiros.
Queria te pedir uma coisa bem séria. Para de ficar falando de horas. De tempo que corre. Sempre sei quando já está tarde, mas quer saber? Eu não estou nem aí.
Eu também acordo cedo, trabalho como todo mundo. Mas não tenho coragem de terminar conversas. Não sou dessas de encerrar. Pelo contrário, sempre me falta mais de ti. Você sempre sai me deixando em vazios.
Você nunca é suficiente. Vem, deixa um rastro e se não corro ele some sem deixar pistas. E eu sofro quase sempre calada, quase sempre sem poder compartilhar o quanto ainda dói. Mas essa coisa de você ficar só na metade não está legal. Não tem que ser apenas quando você quer, quando pode.
De preferência. A mim.
Você me chama de convencida, eu sei.
Mas eu costumo trazer entardeceres. Dedicação e dedicatórias... Poemas.
Quem mais poderia te eternizar em palavras? Precisa de sentimento pra isso.
Acredite no meu.

Ao som de:


sábado, 26 de setembro de 2015

O amor e seus desdobramentos


Eu queria te dizer que me arrependo de não ter notado a mulher que você é...
Vim te dar o livro como pretexto para te dizer isso.

beijou minha mão
e foi embora

domingo, 30 de agosto de 2015

Como se fosse imune ao frio, havia escolhido um shorts naquele dia. Pegou um casaco apenas para combinar com os sapatos. Ainda não era inverno para se empacotar por inteira. Já bastavam todos os sonhos embaixo de cobertas enormes e pesadas. Costumava dizer que as pessoas não se encontravam por aí, nos cafés, nos bares, na entrada do cinema...Isso era coisa de filme francês. E dizia com uma ponta de esperança de que estivesse errada. Tinha guardado na memória a imagem do cara que a tiraria do eixo. Inevitável, as primeiras impressões se apegam à aparência e sabia que daquele tipo ainda não havia chegado nem perto. Tinha que ter os cabelos grisalhos, jeito tranquilo, olhar sensível e mãos fortes. As mãos definitivamente são importantes.

Foi naquele ponto de ônibus escuro, parada sozinha após um dia cheio. Atravessou a rua vestindo jeans e uma jaqueta preta. Era ele.   

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Já sei faz tempo que não tem jeito, que o tempo está correndo tão depressa e quase tudo do seu lado está imóvel, intacto. Do lado de cá, eu sinto que transbordei, não tem mais espaço para mim dentro da cidade. Eu não represento nenhum estilo, estou fora de moda da vida típica, estou de lado.
Eu sei tudo o que preciso fazer, sei que preciso ir embora, mas quem disse que vou em paz sem ao menos um fim de semana feito de nós? Eu não aceito isso. Preciso do seu sentimento e consentimento. Estou quase implorando para você me jogar, xingar, dizer que me odeia. Aí quem sabe eu vou embora de vez.

Enquanto sigo sem palavras, me faltam verbos, torço cá dentro para que a rebeldia se aproxime de ti. Sua vida tem que ser mais doida, por favor. 

sábado, 4 de julho de 2015

Sou totalmente responsável pelas loucuras, mas só tive intenção de afeto. Queimo por dentro, insisto em sempre dizer, sufocar você com meus desejos. Desculpe pelos exageros, é que eu tenho mania de transbordar. 
Dias frios e cinzentos
Costumo me recolher em tuas memórias
Faço uma estrega total a ti
Recrio passagens
Edito textos velhos enquanto bebo vinho
Ouço músicas que dão nós, na garganta
Retrato sentimentos guardados
Dou cores às nossas aventuras

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Ainda que tudo pareça morno, mesmo se as linhas continuarem opostas, eu insisto. Um dia isso tudo vai ter que se acontecer. A gente vai ter que se ter. 

sábado, 20 de junho de 2015

Das coisas que eu queria te contar

Sempre vou escolher ficar na tua ausência sincera

Por mais que tente olhar para o lado, minha teimosia em te querer é sempre maior

Ninguém teve mais graça depois que me afoguei no teu abraço

Um dia eu terei que partir. Que fiquem todas as minhas alegrias e risos e afetos dentro de uma caixa, somente sua

Hoje talvez eu saiba definir um pouquinho sobre relações verdadeiras. São aquelas que nos desperta o artista dentro de nós. Comecei a escrever mais depois de ti


Quero transbordar por aí em sentimentos, um pouquinho em cada canto do mundo. Me vigie, mesmo de longe, não se perca na distância. Sempre teremos o afeto. 

quarta-feira, 17 de junho de 2015


Eu sei que alguns trechos do caminho estão bloqueados e acabei obrigada a escolher novas rotas. Meu sentimento não oscila e lá no fundo, guardado, ele sobrevive. Você vai descobrir que poderia ter insistido mais nessa coisa toda. Não seja tão passivo assim, rebele-se um pouco mais. Tem alguém querendo me roubar.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Você não pediu, mas a vida te joga nos braços do desconhecido.
Aquele que vivia se vendendo pra você, dizendo coisas banais do tipo água mole pedra dura...
Num piscar de olhos, uma onda te empurra, te obriga a viver algo novo. Não era uma escolha. Até porque, pela teimosia, teria ficado parada, por horas, anos, naquela página. Sou assim, leio o mesmo poema para sorrir sempre. Paro em cafés, sozinha para te relembrar.
Viver algo inesperado e quase que não-desejado é reforçar a importância do outro. É relembrar que aquela doçura mais ninguém poderia ter, mesmo. O cuidado em fazer as coisas, o toque firme que diz tudo no tom certo.
Eu nem sei pra onde estou indo. Talvez esteja apenas reafirmando meu eterno sentimento. Parece até que te amo.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Ainda te tenho naquele CD triplo
Escrevo para te encorajar
Para te eternizar
E eu sigo com a minha tentativa desenfreada de emitir toda e qualquer frequência para que você chegue mais perto. 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Não esperou que eu me vestisse, saiu sem fazer café. Nem me deixou te mostrar as caixas que carrego. São essências, saudades, toques, afetos. Pequenas lembranças de você que ficarão estocadas nos meus arquivos, cheios de erros.  

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Hoje eu li uma frase que me cabe:
"Desculpe, não se pode negociar com a paixão" Marla de Queiroz

segunda-feira, 13 de abril de 2015

domingo, 12 de abril de 2015

Sábado de sol, em frente ao Aquário, estação do Bike Santos. A melhor coisa que já inventaram nesta província. 
Aquela paciência para conseguir acessar o aplicativo e retirar a bicicleta... estou sendo observada. Alguém se aproxima. Ufa, apenas uma inocente senhora. 
- Como funciona isso, heim?
Explico. 
- Nossa, que legal. Você mora aqui?
- Moro sim.
- E é bom morar aqui?
- É, até que é bom, sim.
- Ai, não sei se conseguiria.... aqui tem esse cheiro de peixe, né?



segunda-feira, 6 de abril de 2015

Você sempre soube, só que agora sente mais forte. Quando você se dá conta de que ele não vai voltar. Não vai te acolher em sextas-feiras tristes. Ele não se esforça para estar presente, nem ao menos através de uma tela, gelada e fria como sentimentos esquecidos.

Quando você se dá conta da sua teimosia, daquilo que sempre soube, mas fingiu esquecer. Você se dá conta de que é hora de revalidar alguns planos. Você se desespera porque até lá, tem que arrumar uma bagunça inteira. Paciência por enquanto... A única solução é ir. É preciso ir embora.  

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Eu ando com uma vontade de escrever
Mas penso em mudar de casa
E pintar tudo novamente
Criar do nada e pra nada
Ser livre até nas palavras

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Tem vezes que o exagero me consome. Não queria. Perco a linha. Me perco toda em você. Não queria ser paviozinho. Pode acreditar, apesar dessas pequenas inépcias, sempre compreendo. O bico e o franzir das sobrancelhas são normais. No fundo sabe de todo meu entusiasmo e paciência para te envolver, para que fique bem e por perto.
Mesmo discordando de pequenos atos e pontos de vista, como do tipo que... ninguém é tão ocupado ao ponto não conseguir perder dois minutos digitando uma mensagem no celular. É, eu acho bem isso, sim. E deve ser problema da ala feminina, essa coisa de querer estar sempre disponível e nunca, jamais deixar alguém que se admira com a conversa pela metade, encerrar o assunto. Mulher coa o café e passa manteiga no pão ao mesmo tempo. Penteia os cabelos e digita nas teclas minúsculas e terríveis e se errar, volta tudo de novo. O cabelo é quem espera. Mas não adianta. Tudo é culpa nossa. Eles são diferentes e é exatamente esse desprendimento que admiro nos homens. Muitas vezes eles precisam realmente ir por causas nobres e isso é totalmente respeitável, admirável até. Só que finalizar a conversa no inbox "porque precisa lavar a louça", é realmente complicado. A vizinha sabe bem. Ela me contou esses dias com olhos raivosos sobre a atitude insensível do rapaz. Lamentei muito, porém, disse a ela que cara que come iogurte de jabuticaba e barrinha de cereal, não tem muito futuro, não.   
Eles fazem piadas sem graças e continuam fazendo, porque não conseguem perceber que você está irritada. Ponto para eles! Brinda-se com vinho, água e até tubaína. São eternos smiles sem nenhuma alternância de humor.
E, por fim, enquanto encho meu copo, percebo que tudo, para o bem ou para o mal, acabará sempre em poesia. Inclusive desamores de vizinhos e desconhecido. 
Haverá ficção, desde que o cara da esquina ainda arranque suspiros e inspirações. 


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Menos da metade
Pressa no trato
Até logos infinitos
Pequenos sumiços
Ausência
Falta de cuidado
Quase nada de esforços
Nada disso me interessa
Procura-se rumo pra vida
E é urgente 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Pensando aqui... acho que sei porque preciso tanto de liberdade e ficar definitivamente fora do sistema de 9h às 18h. É porque ouvir aquela introduçãozinha do Vale a Pena Ver de Novo transmite uma calma e arranca um sorrisinho no canto dos lábios. Fora isso, moro num bairro em que, se eu fico muito tempo sem ir ao mercadinho de 1,99, o dono logo pergunta: “Tava viajando, é?”.
Ou quando sua tia liga no meio da tarde dizendo que vai vir para tomar café e trazer rosquinhas. Gente, a vida é feita desses momentos. E não de reuniões corporativas onde se dizem: skills, follow, job, briefing e o pior de todos: planejamento estratégico.