Páginas

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Tem vezes que o exagero me consome. Não queria. Perco a linha. Me perco toda em você. Não queria ser paviozinho. Pode acreditar, apesar dessas pequenas inépcias, sempre compreendo. O bico e o franzir das sobrancelhas são normais. No fundo sabe de todo meu entusiasmo e paciência para te envolver, para que fique bem e por perto.
Mesmo discordando de pequenos atos e pontos de vista, como do tipo que... ninguém é tão ocupado ao ponto não conseguir perder dois minutos digitando uma mensagem no celular. É, eu acho bem isso, sim. E deve ser problema da ala feminina, essa coisa de querer estar sempre disponível e nunca, jamais deixar alguém que se admira com a conversa pela metade, encerrar o assunto. Mulher coa o café e passa manteiga no pão ao mesmo tempo. Penteia os cabelos e digita nas teclas minúsculas e terríveis e se errar, volta tudo de novo. O cabelo é quem espera. Mas não adianta. Tudo é culpa nossa. Eles são diferentes e é exatamente esse desprendimento que admiro nos homens. Muitas vezes eles precisam realmente ir por causas nobres e isso é totalmente respeitável, admirável até. Só que finalizar a conversa no inbox "porque precisa lavar a louça", é realmente complicado. A vizinha sabe bem. Ela me contou esses dias com olhos raivosos sobre a atitude insensível do rapaz. Lamentei muito, porém, disse a ela que cara que come iogurte de jabuticaba e barrinha de cereal, não tem muito futuro, não.   
Eles fazem piadas sem graças e continuam fazendo, porque não conseguem perceber que você está irritada. Ponto para eles! Brinda-se com vinho, água e até tubaína. São eternos smiles sem nenhuma alternância de humor.
E, por fim, enquanto encho meu copo, percebo que tudo, para o bem ou para o mal, acabará sempre em poesia. Inclusive desamores de vizinhos e desconhecido. 
Haverá ficção, desde que o cara da esquina ainda arranque suspiros e inspirações. 


Nenhum comentário: