Páginas

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Feche os olhos
Contei tudo de uma vez sobre nossas esquisitices de esquina
Me dei conta do sonho, isso é um sonho, eu gritava
E sabia que a partir daquele momento eu podia fazer tudo
Fazer o que quiser, sem medo
Andávamos em câmera lenta dentro de um apartamento clean
Branco, vazio de sentimentos
Espaços vagos como um coração cansado
Desnutrido de fala
Era uma resolução descompensada
Assim como nosso envolvimento bandido, roubado
Não se engane, eu dizia
E saia com os cabelos grudados nos olhos
O vento com cheiro de natureza
Não sabia bem aonde estava indo
Depois de alguns minutos, eu voava ao invés de andar
Rumo aquele caminho adolescente
Conhecido e quase bem vivido
Num passado, logo ali

Nenhum comentário: