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terça-feira, 30 de agosto de 2016

"Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando o amor não estiver mais sendo servido." (Nina Simone)
Se está ruim pro William e pra Fátima
O que será de nós reles mortais?
Ninguém se aguenta mais
Ninguém quer saber dessa coisa do pra sempre
Ninguém quer tentativas
Está todo mundo cansado
Só nos resta o autoamor, a autossuficiência, o autocuidado
A gente precisa se bastar

segunda-feira, 29 de agosto de 2016


Não tem holofote que me faça sair dessa quietude
Eu escolhi isso
Quero apenas que me deixem nesse canto
Nesse meu mundo onde eu decido quem fica
Onde escolho as cores do dia
O sabor da comida
Não quero falar
Odeio perguntas sobre ontem
Odeio invasões no meu particular
Não gosto de onde todo mundo está
O excesso de vozes me mata aos poucos
Pareço estranha
Só que cada vez que me afasto mais dessa multidão
Me sinto melhor, mais aliviada
É como se soubesse que ando na direção certa

domingo, 7 de agosto de 2016

Ainda não se dei quantas taças de vinho
Ou copos de cerveja vou precisar para ver tudo meio nublado
Não é questão de fugir
Apenas ajuda a levar o poema pro papel
Assim como ajuda a dizer umas verdades
A você
Como uma espécie de carta aberta
A minha confusão é tamanha
Que eu não sei onde devo colocar cada texto
Tudo é sempre pra você
E eu odeio isso
Porque você não valoriza meus versos
Cada construção
Cada vírgula
Ou a ausência delas


segunda-feira, 1 de agosto de 2016


A minha teimosia é pelo amor
Eu percorro estradas com o fone de ouvido
Olho o entardecer pela janela, onde montanhas e casas são deixadas para trás
Por mais que eu viva intensamente
Pareço sempre retroceder; é como se estivesse presa nesse sentimento tão tolo
Minha vida é descobrir novos ritmos
A cada nova canção eu transbordo
Tem música tão boa que assim como um beijo seu, não deveria acabar nunca
Com toda minha lucidez dizendo sempre o mesmo
De histórias perdidas para sempre
Por mais que eu viva intensamente, o desejo é sempre velho
Caduca
Parece mesmo que é só você que me faz pensar no tradicional
Na maioria das vezes é somente eu e minha mochila
Tantos destinos, eu quero...
Mas seria mais fácil um sábado chuvoso na sala de casa
O conforto ao seu lado parece tão emocionante quanto o próximo check in
Parece mesmo que é por você que eu largaria tudo isso
Só que você não larga nada
Você me faz sentir vontade de voltar para o eixo
Só que já passou da hora do meu caos emocional acabar
Lá no fundo eu sei
A única coisa que me resta,
E por sua culpa
É embarcar no próximo trem